conecte-se conosco

Resenhas

RESENHA: Stranger Things (2016)

Publicados

em

stranger-things
[Por Geraldo de Fraga]

Stranger Things chegou como quem não queria nada e virou a mais nova sensação da Netflix. O sucesso da série é creditado às inúmeras referências a filmes dos anos 70/80 (Contatos Imediatos do Terceiro Grau, E.T., Conta Comigo e outros, só para citar alguns), incluindo aí um roteiro com uma história e situações muito usadas naquela época: um monstro aterrorizando uma pequena cidade, um órgão do governo que esconde um segredo, crianças que descobrem uma ameaça e tomam as rédeas das ações, entre outras coisas.

Pela boa recepção, dá para dizer que o saudosismo e a nostalgia foram suficientes para agradar ao grande público. Porém uma pequena parcela de espectadores não se deu por vencida e questionou algumas coisas como furos no roteiro e referências jogadas na tela apenas como fanservice, sem importância para a história. Bem verdade que isso é fato, mas será que essa não era a ideia dos criadores Matt Duffer e Ross Duffer desde o início?

Nunca saberemos, a menos que eles venham a público e revelem isso, o que é improvável. O certo é que Stranger Things acertou bem mais do que errou. Foi quase a Alemanha no eterno 7 x 1. A série conseguiu nos dar um quarteto de protagonistas infantis perfeito e ainda tirou do esquecimento a sempre bem vinda Winona Ryder. Interessante, inclusive, o maior nome do elenco ser um ícone adolescente dos anos 80 no papel de uma dona de casa.

Talvez, o grande pecado de Stranger Things seja referenciar apenas obras consagradas (Parem de comparar com Tarantino, que, quase sempre, vai buscar inspiração bem longe do mainstream). Seria muito interessante resgatar também alguns filmes poucos lembrados da década de 80, como Bala de Prata, Deu a Louca nos Monstros ou SpaceCamp, também ajudando a citar alguns.

Stranger2

As referências a E.T., por exemplo, saltam da tela de uma forma até exagerada. Tá, galera, a gente já entendeu que vocês são fanboys de Spielberg, mas não precisa copiar cena por cena, né? Enfim, a série passou por média nessa primeira temporada. Que venha a segunda, mas que os produtores se lembrem que saudosismo uma hora enjoa.

Escala de tocância de terror:

Continue lendo
Clique para comentar

1 comentário

  1. Pingback: DICA DA SEMANA: A Babá (2017) | Toca o Terror

  2. Fernando

    21 de janeiro de 2018 a 15:32

    Logo no início do primeiro episódio da primeira temporada, rola uma homenagem a bala de prata

  3. Pingback: RESENHA: Um Lugar Silencioso (2018) | Toca o Terror

  4. Pingback: DICA DA SEMANA: “O Portão” (1987) | Toca o Terror

  5. Pingback: SÉRIE: O Mundo Sombrio de Sabrina (2018) | Toca o Terror

  6. Pingback: DICA DA SEMANA: Baile de Formatura (1987) | Toca o Terror

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Resenhas

RESENHA: O Farol (2019)

Publicados

em


[Por Rodrigo Rigaud]*
Após A Bruxa, difícil resistir a lançar holofotes sobre o novo longa de Robert Eggers – ainda o segundo de sua carreira. Para quem mergulhou no universo de isolamento, fanatismo, loucura e fantasia – um horror, de fato – de seu filme debut, O Farol (The Lighthouse) poderá soar como um naufrágio na potência de seu cinema. (mais…)

Continue lendo

Resenhas

RESENHA: Contato Visceral (2019)

Publicados

em

Contato Visceral

Sinceramente, alguns títulos traduzidos da Netflix atrapalham mais do que ajudam na hora de decidir o que ver. Se não fosse alguns colegas falarem bem de “Wounds“, eu jamais chegaria perto de assistir o filme que está no catálogo de streaming com o nome de “Contato Visceral“.

Dirigido por Babak Anvari, o mesmo autor de “À Sombra do Medo” (Under The Shadow), esta produção com selo Netflix vai fisgar a atenção de quem curte um horror sobrenatural perturbador.

(mais…)

Continue lendo

Resenhas

SÉRIE: Marianne (2019)

Publicados

em

marianne
[Por Felipe Macedo]

Histórias de bruxas sempre fascinaram o público. Sejam elas voltadas pra algo mais assustador ou infantil, essas personagens sempre causaram certo impacto. A lenda da bruxa má povoa nossa imaginação desde a infância em histórias como “João e Maria” e depois na vida adulta em filmes como “ Suspiria ”.

A Netflix sabendo do interesse sobre o tema e na falta de produções atuais sobre o assunto, trouxe recentemente para seu catálogo a série francesa “Marianne” prometendo noites insones para o público. A trama acompanha Emma, uma jovem escritora de bastante sucesso devido a uma série de livros onde a bruxa Marianne, literalmente toca o terror. Forçada a voltar para a cidade de Eden, uma pequena cidade costeira na França, lá ela descobre que sua personagem é real e está a procura de algo. Agora cabe a Emma e seus amigos de infância colocarem um fim no reinado de terror de Marianne.

Bem, qualquer semelhança com algumas historias de Stephen King não é mera coincidência. É notável a influência do autor em toda a história. O clima soturno e uma criatura realmente maligna norteiam a trama com alguns momentos cabulosos. Pena que isso não dure muitos episódios. Apesar de ter bastantes clichês do gênero, no começo a série me prendeu e logo em seguida me fez revirar os olhos diversas vezes. A tentativa de humor, no entanto, é totalmente descabida, sem agradar em nenhum momento gerando até irritação em uma quebra de clima.


O formato de série não ajudou no desenvolvimento dos demais personagens. Tirando Emma e Marianne, os outros são apenas estereótipos de filmes de terror. Pra piorar não são carismáticos e a medida que somem ou morrem na história, isso não acarreta peso algum. E isso é um grande problema no roteiro. A falta de consequências em situações que deveriam repercutir são esquecidas rapidamente. Num filme, isso é compreensível pela questão do tempo, mas numa série? Parece preguiça mesmo.

O número de episódios também poderia ter sido reduzido para no máximo uns seis. Tanto é que no meio da temporada temos muita encheção de linguiça. No fim, “Marianne” tem uma premissa boa, uma vilã realmente aterradora, mas os jumpscares em desmasia e a tentativa a todo custo de parecer um enlatado americano tiram muito de sua graça.

Escala de tocância de terror:

Criador: Samuel Bodin
Elenco: Victorie Du Bois, Lucie Boujenah, Alban Lenoir e outros
País de origem: França
Ano de lançamento: 2019

Continue lendo

Trending