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Resenhas

RESENHA: Bruxa de Blair (2016)

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[Por Felipe Macedo]

“A Bruxa de Blair” foi indiscutivelmente um marco para o cinema de horror do final dos anos 90, dando um novo fôlego para o subgênero found-footage. O sucesso foi tanto que gerou inúmeros clones e uma sequência bem canastrona. Anos depois, surge um novo filme, que é uma continuação dos eventos do primeiro filme e ignorando a malfadada parte 2 com seu “Livro das Sombras”.

O novo filme segue James, irmão de Heather, protagonista do filme original, em seu desejo de descobrir tardiamente o que aconteceu com sua irmã. Mesmo depois de quase 20 anos, ele nutre um desejo de encontrar ela com vida na floresta. Junto a ele vão alguns amigos encabeçados por Lisa, uma estudante de cinema e que fornece os equipamentos necessários para filmagem do documentário que eles estão produzindo através dessa busca.

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Ao longo da busca, a equipe ganha reforços de Lane e Talia, casal de namorados e moradores dos arredores da floresta que supostamente encontraram uma fita com imagens sobrenaturais. A pequena equipe então segue para o coração da floresta entusiasmados e alegres, mas é pena para eles que essa felicidade não vai durar muito, pois quando a primeira noite cai, o terror (re)começa.

“Bruxa de Blair” segue a estrutura do primeiro filme, com a já famosa câmera na mão guiada pelos personagens. A grande diferença é o uso das novas tecnologias, como câmeras acopladas nas orelhas dos personagens e o uso de drones. Esses equipamentos criam uma diferença gritante e totalmente verossímil nas situações do filme, afinal sempre me foi meio estranho alguém ser perseguido por algo no meio do nada e não largar a câmera de forma alguma. Esse é o grande charme do novo filme, que apesar disso, não está nem um pouco livre de problemas.

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O roteiro de Simon Barrett (parceiro e roteirista dos filmes mais legais do diretor Adam Wingard) é tão simplista que é impossível não se sentir enganado pelas declarações dos realizadores, que afirmavam que veríamos algo novo e ousado. A história é praticamente a mesma do original, com o infeliz acréscimo de explicações desnecessárias e momentos pseudo-gore que destoam da proposta do filme. O uso do mesmo tipo de susto e de forma sequencial torna-se bastante irritante e o público já se vacina esperando o próximo. Além deles, é claro, existem os sustos com aumento de som, típicos de filmes comerciais.

O diretor Adam Wingard (dos ótimos You’re Next, “The Guest” e de alguns segmentos da antologia V/H/S) entrega uma produção padrão e totalmente convencional, que tirando o já citado uso das tecnologias, parece ter tido preguiça de entregar algo realmente assustador. Tá certo que o roteiro não ajudou, mas as execuções das cenas foram muito aquém do esperado. Não foi dessa vez que a bruxa mais famosa do atual cinema de terror voltou para nos assombrar. E assim fica dado o recado que ela não deve ser profanada e precisa descansar por mais um longo tempo.

Direção: Adam Wingard
Roteiro: Simon Barrett
Elenco: Brandon Scott, Callie Hernandez e Valorie Curry
Ano de Produção: 2016
Distribuição: Paris Filmes

Escala de tocância de terror:

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RESENHA: Ameaça Profunda (2020)

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Ameaça Profunda
[Por Felipe Macedo]
Alien” (1979) foi um divisor de águas no quesito de mesclar gêneros, nesse caso, ficção e horror. Sequências foram realizadas assim como cópias com qualidades que iam do mediano ao lixo total. E agora nesse inicio de década, surge “Ameaça Profunda” (Underwater), um filme com toda pinta do primo famoso, estrelado por Kristen Stewart e coincidentemente do mesmo estúdio. (mais…)

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SÉRIE: Dracula (2020)

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[Por Jarmeson de Lima]
Quando uma produção como “Dracula” é lançada, a nossa primeira preocupação é imaginar o quão fiel pode ser a adaptação da obra original. E no caso, estamos falando de um livro de Bram Stoker que serviu de inspiração para inúmeros filmes nos últimos 100 anos. Sendo assim, o que a dupla Mark Gatiss (Sherlock) e Stephen Moffat (Doctor Who) poderiam nos trazer de novo? Logo nos créditos, os dois deixam claro que esta minissérie da BBC e exibida na Netflix é “baseada” e não “adaptada” da obra original, o que nos faz crer que haja certas liberdades no roteiro sem a intenção de ser uma transcrição fiel da trama com o mesmo personagem que “ganhou vida” em 1897.
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RESENHA: O Farol (2019)

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[Por Rodrigo Rigaud]*
Após A Bruxa, difícil resistir a lançar holofotes sobre o novo longa de Robert Eggers – ainda o segundo de sua carreira. Para quem mergulhou no universo de isolamento, fanatismo, loucura e fantasia – um horror, de fato – de seu filme debut, O Farol (The Lighthouse) poderá soar como um naufrágio na potência de seu cinema. (mais…)

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