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RESENHA: A Maldição da Floresta (2016)

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[Por Geraldo de Fraga]

Quase um ano após ser lançado em circuito comercial nos EUA e na Europa, A Maldição da Floresta (The Hallow, 2015) chega aos cinemas brasileiros, num desses casos que é preciso alguma bruxaria para entender o que se passa na cabeça das distribuidoras. Enfim, o longa irlandês fez sucesso em vários festivais do gênero e ganhou um certo destaque entre as produções do ano passado.

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Escrito e dirigido pelo estreante Corin Hardy, o filme se passa no interior da Irlanda, onde o arbologista Adam (Joseph Mawle) vive com sua esposa Clare (Bojana Novakovic) e seu filho bebê. Em suas pesquisas, Adam descobre um misterioso fungo nas árvores da floresta que fica atrás da sua casa. Floresta essa que, segundo os moradores da pequena cidade, é o lar de criaturas ancestrais e não deve ser maculada. O porta voz dessa revolta é Colm Donnely (Michael McElhatton), que vive avisando para ele parar seu trabalho e não irritar os bichos.

Baseado em várias lendas celtas, A Maldição da Floresta começa bem definido como uma versão bizarra de contos de fadas, mas depois muda completamente o tom quando a casa começa a ser atacada pelas criaturas. Para completar a desgraça, Adam acaba infectado pelo fungo. E ainda piora, quando o bebê vira o alvo dos monstros que querem pegá-lo a todo custo.

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A partir daí, a tensão aumenta na história, porém o suspense psicológico vai por água abaixo. Pode ser que essa mudança de tom agrade quem procure jumpscares e momentos de extrema tensão, mas o clima construído anteriormente era tão legal… Depois vira aquela correria que já estamos acostumados nesse tipo de produção. O elenco é bom, a maquiagem também, os efeitos nem tanto e, como falamos, o roteiro menos ainda. Fica difícil entender como esse filme acabou nos cinemas.

Direção: Corin Hardy
Roteiro: Corin Hardy e Felipe Marino
Elenco: Joseph Mawle, Bojana Novakovic e Michael McElhatton
Origem: Irlanda

Escala de tocância de terror:

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SÉRIE: What We Do in the Shadows (2019)

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What We Do in the Shadows

Na próxima quinta (15 de abril), estreia no canal FX dos EUA a segunda temporada de What We Do in the Shadows, série baseada no filme de mesmo nome lançado em 2014. Aqui no Brasil, sua primeira temporada foi exibida no ano passado pela Fox Premium. Vamos aproveitar então o retorno do programa lá fora para tecer algumas linhas sobre a atração.

Se você assistiu ao filme, fique sabendo que a mecânica é a mesma do longa. Uma equipe de filmagem que nunca aparece acompanha a rotina de três vampiros centenários que vivem na mesma casa e tentam se adequar ao mundo moderno. A principal mudança em relação à obra original é que a história se passa nos EUA, mais precisamente em Staten Island, Nova York.

O elenco também é outro Com a adição de uma personagem feminina, Nadja (Natasia Demetriou), e do lacaio Guillermo (Harvey Guillén), o trio de vampiros se completa com Nandor (Kayvan Novak) e Laszlo (Matt Berry). Há ainda um personagem recorrente, Colin Robinson (Mark Proksch), um humano que se apresenta como “vampiro de energia” e que se alimenta da força vital das pessoas, deixando-as entediadas.

A vida deles segue tranquila, até que eles são obrigados a receber como hóspede o barão Afanas (Doug Jones coberto de maquiagem, para variar), um vampiro milenar que vem da Europa e sonha em conquistar a América. Apesar desse ponto de partida, o enredo não se apega muito a ele. Como seriado, What We Do in the Shadows é basicamente uma sitcom, na qual o roteiro tenta brincar com os clichês da mitologia e da cultura pop.

No filme isso deu muito certo, mas ao longo de 10 capítulos, a série não se sustenta. Há momentos brilhantes, mas eles são raridades. Destaque para os episódios The Trial, com a participação de vários atores que interpretaram vampiros no cinema (como Wesley Snipes e Danny Trejo), e The Orgy, no qual, como o próprio nome diz, uma orgia vampírica é organizada, sem muito sucesso.

Porém, a impressão que fica é que assistir What We Do in the Shadows é um grande esforço para poucas risadas, mesmo que seus capítulos tenham apenas 30 minutos em média. Uma pena, pois o elenco todo é muito bom. Esperamos que nessa segunda temporada, os roteiristas estejam mais inspirados.

Escala de tocância de terror:

Direção: Jemaine Clement e Taika Waititi
Roteiro: Jemaine Clement e Taika Waititi
Elenco: Kayvan Novak, Matt Berry e Natasia Demetriou
Origem: EUA

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RESENHA: Maria e João – O Conto das Bruxas (2020)

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Maria e João

MARIA E JOÃO – O CONTO DAS BRUXAS é inspirado num dos contos mais conhecidos dos irmãos Grimm que já foi adaptado várias vezes pras telas. Até uma versão estilizada estrelando o Gavião Arqueiro dos Vingadores já teve! Agora é a vez de Osgood “Oz” Perkins dar sua visão à história optando pelo horror de fato nos oferecendo uma fábula cruel e cabulosa típica dos contos originais. (mais…)

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RESENHA: Quando as Luzes se Apagam (2016)

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Quando as Luzes se Apagam

[Por Jarmeson de Lima]

Em sua essência, “Quando as Luzes se Apagam” é mais um drama familiar sobrenatural. Temos aqui uma mãe traumatizada, uma criança assustada, um pai desaparecido e uma filha rebelde compondo o núcleo principal desta produção que nos envolve em uma trama alegórica sobre o medo do escuro.
(mais…)

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