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Resenhas

RESENHA: Dominação (2017)

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[Por Felipe Macedo]

Estreou na última semana o primeiro filme de terror do ano nos cinemas. Estrelado por Aaron Eckhart e produzido por Jason Blum, “Dominação” (Incarnate) mais uma vez mostra a história de um jovem possuído por um demônio poderoso. Nosso herói aqui luta para derrotar o grande mal e salvar o dia. No entanto, o longa tenta vir com uma promessa de abordar o tema de uma forma diferente do que foi mostrado até hoje.

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Neste filme acompanhamos o Dr.Ecker (Eckhart) que tem um estranho poder de se conectar com a mente de pessoas possuídas e usa o dom para fazer a vítima se libertar do mal. Engana-se quem acha que ele faz isso apenas por ajudar. Na verdade ele sai à caça de um demônio chamado Maggie, responsável pela morte de seus familiares. E quando ele é informado que o tinhoso estava dentro de um garoto (interpretado por David Mazouz, o pequeno Bruce Wayne da série Gotham), ele não vai medir esforços para acabar com o reinado de horror que vem do inferno.

O filme falha em assustar e criar uma história cativante. Não traz nada de novo ou bem feito para o gênero. É simplesmente uma colcha de retalhos mal feita e tendo “A Origem” e “O Exorcista” como grandes alvos de imitações. O nível de canastrice dos atores é no limite máximo e o roteiro tem tantos furos e situações furadas que minha vontade era de sair correndo do cinema.

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A fotografia tenta emular o mesmo visual dos filmes citados e como poderia se esperar, sem sucesso. A direção é tão nula que qualquer um poderia estar por trás da cadeira de diretor, já que nada é passado de forma crível. Tudo o que “Dominação” consegue passar é uma sensação enfadonha imensa, ou seja, se estiver com sono, pode assistir e o efeito é quase imediato. As cenas de “terror” são exageradas no nível Jason Blum e não causam nenhuma reação à plateia. Nem mesmo o aumento do som causa algum efeito. Que façanha!

É por tudo isso que digo que estamos diante da primeira grande bomba do ano. Prefira assistir à novela das sete que com certeza será bem mais assustador que isso.

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3 Comentários

3 Comments

  1. filipeartesvisuais

    10 de janeiro de 2017 a 19:14

    Engana-se quem acha que os filmes de terror hoje em dia vão assustar alguém. Pois essas obras, principalmente as de origem norte-americana, estão dentro de um “padrão de terror”, de uma fórmula que eles seguem pra tentar agradar o público ao máximo. E esse, na minha opinião, é o grande erro desses produtores: tentar agradar pra ter um bom retorno financeiro. Porque, desse modo, não se permite uma inovação dentro desse cinema atual, decadentemente repetitivo.
    O único medo, portanto, é o dessa indústria cinematográfica atual, que não vai além, não se arrisca. Prefere-se ficar na zona de conforto, por receio de fracassar financeiramente. Há exceções, é claro. Mas são cada vez mais raras.

  2. josue

    3 de fevereiro de 2017 a 12:09

    Eu curti o filme, pegaram um tema já batido e acrescentaram uma nova roupagem, o que deu fôlego para um filme interessante de acompanhar. Me surpreendi em alguns momentos que até pareciam clichês, mas depois se mostraram originais. Ponto alto para o elenco que conseguem dar realismo as situações e muito mais a um final nada convencional para os padrões hollywoodianos. Recomendo.

  3. Yuri Santiago Borges

    20 de abril de 2017 a 17:53

    gostei, no final deu a entender que ira ter continuação.

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RESENHA: In Search of Darkness (2019)

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Search of Darkness

[Por Frederico Toscano]*

In Search of Darkness é um documentário com uma proposta simples e direta: destrinchar a produção de horror dos Estados Unidos da década de 80. Lançado em maio do ano passado, acabou não chamando tanta atenção no Brasil (ou mesmo lá fora), provavelmente por não ter recebido uma distribuição e divulgação mais abrangentes. O que é compreensível, já que o projeto não saiu de um estúdio convencional, sendo fruto de uma bem-sucedida campanha de arrecadação dos sites Kickstarter e Indiegogo.

Com a meta alcançada e os fundos garantidos, o diretor e roteirista David Weiner deve ter pensado que os apoiadores mereciam ver seu dinheiro bem empregado. E entregou um filme de quatro horas e meia de duração. E pensar que teve gente reclamando de O Irlandês(mais…)

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RESENHA: Os Estranhos – Caçada Noturna (2018)

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Caçada Noturna

[Por Felipe Macedo]

O medo da violência atinge a todos nós, cada vez mais assustados com a quantidade de casos assim em todo o mundo. Sendo assim, o único lugar em que nos sentimos seguros é nossa casa, certo? Mas imagina se um trio de assassinos mascarados começa a fazer jogos macabros para te aterrorizar e logo depois te caçar sem piedade? Essa é a trama do primeiro Os Estranhos (2008) e que foi alterada quase que por completo em sua tardia sequência. (mais…)

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RESENHA: As Fábulas Negras (2015)

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Fábulas Negras

Por Jota Bosco

Rodrigo Aragão, diretor de Mangue Negro (2008), A Noite do Chupacabras (2011) e Mar Negro (2013) lança seu mais novo longa, As Fábulas Negras. Projeto que envolve, além dele, claro, alguns dos principais nomes do gênero no país como Petter Baiestorf e Joel Caetano. E pra fechar com chave de ouro, nada mais que José Mojica Marins (Sim!! José Mojica Marins, porra!!!!). (mais…)

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