conecte-se conosco

Resenhas

RESENHA: Dominação (2017)

Publicados

em

incarnate-poster-new

[Por Felipe Macedo]

Estreou na última semana o primeiro filme de terror do ano nos cinemas. Estrelado por Aaron Eckhart e produzido por Jason Blum, “Dominação” (Incarnate) mais uma vez mostra a história de um jovem possuído por um demônio poderoso. Nosso herói aqui luta para derrotar o grande mal e salvar o dia. No entanto, o longa tenta vir com uma promessa de abordar o tema de uma forma diferente do que foi mostrado até hoje.

incarnate-2016-1080p-mkv-00001

Neste filme acompanhamos o Dr.Ecker (Eckhart) que tem um estranho poder de se conectar com a mente de pessoas possuídas e usa o dom para fazer a vítima se libertar do mal. Engana-se quem acha que ele faz isso apenas por ajudar. Na verdade ele sai à caça de um demônio chamado Maggie, responsável pela morte de seus familiares. E quando ele é informado que o tinhoso estava dentro de um garoto (interpretado por David Mazouz, o pequeno Bruce Wayne da série Gotham), ele não vai medir esforços para acabar com o reinado de horror que vem do inferno.

O filme falha em assustar e criar uma história cativante. Não traz nada de novo ou bem feito para o gênero. É simplesmente uma colcha de retalhos mal feita e tendo “A Origem” e “O Exorcista” como grandes alvos de imitações. O nível de canastrice dos atores é no limite máximo e o roteiro tem tantos furos e situações furadas que minha vontade era de sair correndo do cinema.

incarnate-2016-1080p

A fotografia tenta emular o mesmo visual dos filmes citados e como poderia se esperar, sem sucesso. A direção é tão nula que qualquer um poderia estar por trás da cadeira de diretor, já que nada é passado de forma crível. Tudo o que “Dominação” consegue passar é uma sensação enfadonha imensa, ou seja, se estiver com sono, pode assistir e o efeito é quase imediato. As cenas de “terror” são exageradas no nível Jason Blum e não causam nenhuma reação à plateia. Nem mesmo o aumento do som causa algum efeito. Que façanha!

É por tudo isso que digo que estamos diante da primeira grande bomba do ano. Prefira assistir à novela das sete que com certeza será bem mais assustador que isso.

Continue lendo
3 Comentários

3 Comments

  1. filipeartesvisuais

    10 de janeiro de 2017 a 19:14

    Engana-se quem acha que os filmes de terror hoje em dia vão assustar alguém. Pois essas obras, principalmente as de origem norte-americana, estão dentro de um “padrão de terror”, de uma fórmula que eles seguem pra tentar agradar o público ao máximo. E esse, na minha opinião, é o grande erro desses produtores: tentar agradar pra ter um bom retorno financeiro. Porque, desse modo, não se permite uma inovação dentro desse cinema atual, decadentemente repetitivo.
    O único medo, portanto, é o dessa indústria cinematográfica atual, que não vai além, não se arrisca. Prefere-se ficar na zona de conforto, por receio de fracassar financeiramente. Há exceções, é claro. Mas são cada vez mais raras.

  2. josue

    3 de fevereiro de 2017 a 12:09

    Eu curti o filme, pegaram um tema já batido e acrescentaram uma nova roupagem, o que deu fôlego para um filme interessante de acompanhar. Me surpreendi em alguns momentos que até pareciam clichês, mas depois se mostraram originais. Ponto alto para o elenco que conseguem dar realismo as situações e muito mais a um final nada convencional para os padrões hollywoodianos. Recomendo.

  3. Yuri Santiago Borges

    20 de abril de 2017 a 17:53

    gostei, no final deu a entender que ira ter continuação.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Resenhas

SÉRIE: What We Do in the Shadows (2019)

Publicados

em

What We Do in the Shadows

Na próxima quinta (15 de abril), estreia no canal FX dos EUA a segunda temporada de What We Do in the Shadows, série baseada no filme de mesmo nome lançado em 2014. Aqui no Brasil, sua primeira temporada foi exibida no ano passado pela Fox Premium. Vamos aproveitar então o retorno do programa lá fora para tecer algumas linhas sobre a atração.

Se você assistiu ao filme, fique sabendo que a mecânica é a mesma do longa. Uma equipe de filmagem que nunca aparece acompanha a rotina de três vampiros centenários que vivem na mesma casa e tentam se adequar ao mundo moderno. A principal mudança em relação à obra original é que a história se passa nos EUA, mais precisamente em Staten Island, Nova York.

O elenco também é outro Com a adição de uma personagem feminina, Nadja (Natasia Demetriou), e do lacaio Guillermo (Harvey Guillén), o trio de vampiros se completa com Nandor (Kayvan Novak) e Laszlo (Matt Berry). Há ainda um personagem recorrente, Colin Robinson (Mark Proksch), um humano que se apresenta como “vampiro de energia” e que se alimenta da força vital das pessoas, deixando-as entediadas.

A vida deles segue tranquila, até que eles são obrigados a receber como hóspede o barão Afanas (Doug Jones coberto de maquiagem, para variar), um vampiro milenar que vem da Europa e sonha em conquistar a América. Apesar desse ponto de partida, o enredo não se apega muito a ele. Como seriado, What We Do in the Shadows é basicamente uma sitcom, na qual o roteiro tenta brincar com os clichês da mitologia e da cultura pop.

No filme isso deu muito certo, mas ao longo de 10 capítulos, a série não se sustenta. Há momentos brilhantes, mas eles são raridades. Destaque para os episódios The Trial, com a participação de vários atores que interpretaram vampiros no cinema (como Wesley Snipes e Danny Trejo), e The Orgy, no qual, como o próprio nome diz, uma orgia vampírica é organizada, sem muito sucesso.

Porém, a impressão que fica é que assistir What We Do in the Shadows é um grande esforço para poucas risadas, mesmo que seus capítulos tenham apenas 30 minutos em média. Uma pena, pois o elenco todo é muito bom. Esperamos que nessa segunda temporada, os roteiristas estejam mais inspirados.

Escala de tocância de terror:

Direção: Jemaine Clement e Taika Waititi
Roteiro: Jemaine Clement e Taika Waititi
Elenco: Kayvan Novak, Matt Berry e Natasia Demetriou
Origem: EUA

Continue lendo

Resenhas

RESENHA: Maria e João – O Conto das Bruxas (2020)

Publicados

em

Maria e João

MARIA E JOÃO – O CONTO DAS BRUXAS é inspirado num dos contos mais conhecidos dos irmãos Grimm que já foi adaptado várias vezes pras telas. Até uma versão estilizada estrelando o Gavião Arqueiro dos Vingadores já teve! Agora é a vez de Osgood “Oz” Perkins dar sua visão à história optando pelo horror de fato nos oferecendo uma fábula cruel e cabulosa típica dos contos originais. (mais…)

Continue lendo

Resenhas

RESENHA: Quando as Luzes se Apagam (2016)

Publicados

em

Quando as Luzes se Apagam

[Por Jarmeson de Lima]

Em sua essência, “Quando as Luzes se Apagam” é mais um drama familiar sobrenatural. Temos aqui uma mãe traumatizada, uma criança assustada, um pai desaparecido e uma filha rebelde compondo o núcleo principal desta produção que nos envolve em uma trama alegórica sobre o medo do escuro.
(mais…)

Continue lendo

Trending