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RESENHA: A Autópsia (2016)

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[Por Júlio César Carvalho]

A Autópsia (The Autopsy of Jane Doe) é o mais novo filme de André Øvredal, diretor norueguês conhecido pelo ótimo Caçador de Troll (Trollhunter, 2010). Seis anos depois, ele estreia em uma produção americana com esse ótimo suspense cheio de tensão e muito gore.

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O cadáver de uma moça desconhecida é encontrado numa cena de criminal e chama a atenção de todos por está limpa e sem ferimentos aparentes. Ao ser encaminhada para o necrotério local, ganha o nome de Jane Doe (feminino do termo “John Doe” que é usando nos EUA para corpos sem identificação) na etiqueta.

O legista e assistente, que por acaso (ou pura conveniência de roteiro) são respectivamente pai e filho, tentam através da autópsia descobrir a causa morte da desconhecida, só que acabaram mexendo com o que não deviam.

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Ao contrário do seu found-footage a céu aberto nas florestas da Noruega, aqui tudo se passa praticamente em um único ambiente fechado e nada agradável: um necrotério. A habilidade do diretor em aproveitar bem o pouco espaço que tem é inegável. As atuações também são acima da média e conta com o veterano Brian Cox (Coração Valente, X-Men 2)
no papel do carismático legista Tommy Tilden, pai de Austin Tilden, seu assistente vivido por Emile Hirsch (Killer Joe).

A intrigante premissa nos reserva uma boa justificativa para tudo aquilo que é mostrado. Aos poucos, ao menos na sua primeira metade, o longa nos entrega situações e revelações cabulosas. E nesse sentido, não há muito que possa ser dito sem que se estrague a experiência. Então, paro por aqui. Um ponto bem positivo aqui, é que ao contrário do clichê esperado, a relação pai e filho é bem resolvida e não é usada como muleta, mas sim, a serviço do enredo.

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Há um susto barato ou outro, mas nada que estrague. O gore está presente durante quase todo o filme, mas o visual extremamente clean da autópsia, apesar de ter tido explicação pra isso, dificilmente vai causar nojo em amantes do gênero. Mas o que incomoda mesmo é como, às pressas, pai e filho não só desvendam o mistério da cadáver misteriosa, mas também viram experts no tal assunto que, me parece, foge totalmente da área de atuação de ambos.

Com um tenso, porém corrido, terceiro ato, A Autópsia cumpre de forma satisfatória o que promete. E apesar de umas forçadas de barra, se mostra um filme bom, não apenas tecnicamente, mas com uma ideia interessante.

Escala de tocância de terror:

Direção: André Øvredal
Roteiro: Ian B. Goldberg e Richard Naing
Elenco:Emile Hirsch, Brian Cox e Ophelia Lovibond
Origem: EUA

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7 Comentários

7 Comments

  1. Ciclotron Irajá

    7 de março de 2017 a 12:37

    Muito interessante…… A começar pelos atores escalados. Vou assistir!

  2. Érika Torres

    9 de Maio de 2017 a 10:37

    Super curti o filme! Vale a pena rever! 😀

  3. Van Burmann

    1 de junho de 2017 a 14:48

    Um dos melhores filmes de 2016, muito tenso!

  4. pedro paulo

    20 de agosto de 2017 a 20:17

    de leigo a especialista em coisa sobre natural.mais um filme de terror que deixa uma ponta solta no final.pra uma parte 2

  5. cleonice guilherme pereira

    9 de agosto de 2018 a 23:04

    NEM ASSISTI PQ MINHA TEVE DE BOSTA N DEIXAVA EU ASSISTI ENTAO N SEI COMO FOI 0O FILME

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RESENHA: A Hora da Sua Morte (2020)

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A Hora da Sua Morte

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RESENHA: Rabid (2019)

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Rabid

Quando saiu a notícia que iria rolar um remake de RABID, clássico de ninguém menos que David Cronenberg – filme que aqui no Brasil saiu com o título infame de “ENRAIVECIDA NA FÚRIA DO SEXO” – eu fiquei num misto de curiosidade e medo do que viria. Mas aí vi que essa empreitada seria realizada pelas Irmãs Soska e fiquei bem animado, pois as gêmeas diretoras tem uns filmes cabulosos no currículo.

Nesta nova versão, dirigida por Jen e Sylvia Soska, a partir do roteiro de John Serge no qual elas também assinam, acompanhamos Rose, uma design de moda que se envolve em um acidente e fica com o rosto desfigurado. Sem esperanças de recuperar a aparência e voltar ao mundo da moda, resolve se inscrever numa clínica de estética adepta de um movimento “TRANS-HU-MA-NI-SMO” que não é aceito pela comunidade médica. Como voluntária, acaba se submetendo ao procedimento milagroso que restaura toda estrutura do seu rosto. Não bastasse a aparência, a moça passa a se sentir melhor em todos os sentidos. Mas não demoram a surgir os efeitos colaterais… e eles são pra lá de sinistros.

Em nenhum momento as diretoras escondem sua admiração por Cronenberg. Há referências frequentes de sua obra durante o longa, sendo que uma em especial acaba se destacando de tão gritante que é. E é claro que o sadismo aqui impera, marca registrada das gêmeas cineastas em seus longas anteriores – vide “T IS FOR TORTURE PORN” e “AMERICAN MARY“. E assim como o diretor canadense, as irmãs também são chegadas a um body horror raiz. Aqui, usam e abusam de efeitos práticos pra nos conferir muita nojeira e bizarrice. Em uma cena vemos uma “cobra” e uma axila… e basta dizer que ela dificilmente será esquecida, por exemplo.

Apesar de seguir a mesma premissa do “RABID” original, este remake tem suas diferenças – o que já é esperado – e a mais importante é a forma com que Rose, vivida por Laura Vandervoort (Biten), é construída. Ao contrário do original, nossa protagonista não passa o filme todo assistindo impassiva às transformações que seu corpo e mente sofrem. Aqui, nossa heroína evolui dentro da trama, passando a ter domínio de suas ações, dando força e profundidade à personagem.

O ponto forte aqui tá no desenvolvimento da personagem principal, como já mencionado, e na violência extremamente gráfica toda artesanal, que garante uma seboseira danada com muito sangue em tela. Infelizmente, a maquiagem dá uns vacilos como na deformidade do rosto da protagonista, o que é bastante fake. Há umas cenas toscas aqui e ali, mas os pontos fracos mesmos estão mais em alguns personagens que poderiam simplesmente nem existir, a exemplo do boyzinho que fica enchendo o saco da moça o filme todo.

Esta nova versão de “RABID” peca por tentar acrescentar mais elementos à trama do que ele precisaria de fato, mas nada que estrague a sua experiência. No fim das contas, o remake das Irmãs Soska agrada e acaba fazendo “bonito”. Pena que esta refilmagem passou meio batida pelo público do gênero e pouco se falou a respeito. Quem ainda tá torcendo o nariz e ainda não viu, tá vacilando.

Escala de tocância de terror:

Direção: Jen e Sylvia Soska
Roteiro: John Serge e Irmãs Soska
Elenco: Laura Vandervoort, Benjamin Hollingsworth, Ted Atherton
Ano de lançamento: 2019

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DVD: Digipack “Coleção O Homem Invisível”

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[Por Osvaldo Neto]

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