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Resenhas

RESENHA: O Chamado 3 (2017)

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cartaz_chamado3

[Por Osvaldo Neto]

A Paramount topou ressuscitar Samara Morgan mais de 11 anos depois do lançamento de “O Chamado 2” em 2005.  Sendo que ao invés de entrar em cartaz com o título original “Chamados” (Rings), que fora anunciado anteriormente pela distribuidora, o terceiro filme da franquia norte-americana ganha as telas de cinema de todo o Brasil como “O Chamado 3”.  

RINGS

O porém reside no fato que esse longa sequer se passa por uma continuação que ignora o remake dirigido por Gore Verbinski e sua desastrosa continuação dirigida pelo diretor do original, Hideo Nakata. “O Chamado 3” é, na verdade, o famoso reboot. A produção não faz qualquer referência aos acontecimentos dos longas protagonizados por Naomi Watts e inclusive oferece uma nova origem para Samara. Mesmo assim, revemos a Daveigh Chase criança (não creditada) como a personagem e as demais cenas do ‘vídeo da morte’ há muito conhecidas pelo espectador que assistiu aos filmes anteriores.

RINGS

A paciência do espectador mais atento é desafiada logo na cena de abertura quando um personagem comenta a outro que assistiu a famosa fita VHS que mata pessoas. O rapaz fala que conheceu uma garota em uma festa, recebeu a fita da mesma, encontrou um vídeo-cassete e a assistiu. Ok… como se procurar e comprar um player de VHS só porque uma pessoa estranha o deu uma fita sem qualquer indicação do seu conteúdo fosse a coisa mais fácil e normal do mundo.

Após a abertura, o espectador acompanha a história dos verdadeiros personagens principais da produção – Julia (Matilda Lutz), Holt (Alex Roe) e o prof. Gabriel (Johnny Galecki de The Big Bang Theory) – que se encontram envolvidos nessa trama que tenta fazer com que a Samara agora ultrapasse a barreira do VHS sem antes ter passado pelo DVD e o Blu-Ray. Danadinha essa menina, não?

RINGS

O horripilante vídeo que causa a morte de quem o assiste em sete dias agora pode ser copiado por pendrive, enviado por e-mail e assistido pelo smartphone. É uma pena que essa idéia seja desperdiçada pela narrativa de “O Chamado 3” que tem mais interesse em ser uma história de mistério com momentos de horror aqui e ali onde seus personagens desvendam a (nova) história de Samara. Pra variar, chega aquela hora da resenha onde falamos que esse longa não passa de mais outro exemplar padrão e clichê do gênero destinado ao público adolescente com atores principais saídos do elenco de um Malhação dos EUA.

Mas se você quiser assistir ao filme, vá aos cinemas. Não corra o risco de baixar o vídeo da Samara pelo torrent, ok? O Toca o Terror preza pela vida de todos os seus amigos e leitores.

Escala de tocância de terror:

Direção: F. Javier Gutiérrez
Roteiro: David Loucka, Jacob Estes e Akiva Goldsman
Elenco: Matilda Anna Ingrid Lutz, Alex Roe, Johnny Galecki
Origem: EUA

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4 Comentários

4 Comments

  1. Leandro

    16 de março de 2017 a 18:19

    Ainda não assistir esse filme, pela resenha parece ser bom.

    • vitoria

      24 de junho de 2017 a 23:11

      tem um site q da pra ver

  2. ROBERTO MALAQUIAS

    28 de abril de 2017 a 20:19

    Para quem gosta de assistir e acompanhar séries de filmes, este confesso que ficou a desejar não respeitado a continuação da história do 1° e 2° filme.

  3. Pingback: RETROSPECTIVA: Melhores e Piores Filmes de 2017 | Toca o Terror

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RESENHA: Rabid (2019)

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Rabid

Quando saiu a notícia que iria rolar um remake de RABID, clássico de ninguém menos que David Cronenberg – filme que aqui no Brasil saiu com o título infame de “ENRAIVECIDA NA FÚRIA DO SEXO” – eu fiquei num misto de curiosidade e medo do que viria. Mas aí vi que essa empreitada seria realizada pelas Irmãs Soska e fiquei bem animado, pois as gêmeas diretoras tem uns filmes cabulosos no currículo.

Nesta nova versão, dirigida por Jen e Sylvia Soska, a partir do roteiro de John Serge no qual elas também assinam, acompanhamos Rose, uma design de moda que se envolve em um acidente e fica com o rosto desfigurado. Sem esperanças de recuperar a aparência e voltar ao mundo da moda, resolve se inscrever numa clínica de estética adepta de um movimento “TRANS-HU-MA-NI-SMO” que não é aceito pela comunidade médica. Como voluntária, acaba se submetendo ao procedimento milagroso que restaura toda estrutura do seu rosto. Não bastasse a aparência, a moça passa a se sentir melhor em todos os sentidos. Mas não demoram a surgir os efeitos colaterais… e eles são pra lá de sinistros.

Em nenhum momento as diretoras escondem sua admiração por Cronenberg. Há referências frequentes de sua obra durante o longa, sendo que uma em especial acaba se destacando de tão gritante que é. E é claro que o sadismo aqui impera, marca registrada das gêmeas cineastas em seus longas anteriores – vide “T IS FOR TORTURE PORN” e “AMERICAN MARY“. E assim como o diretor canadense, as irmãs também são chegadas a um body horror raiz. Aqui, usam e abusam de efeitos práticos pra nos conferir muita nojeira e bizarrice. Em uma cena vemos uma “cobra” e uma axila… e basta dizer que ela dificilmente será esquecida, por exemplo.

Apesar de seguir a mesma premissa do “RABID” original, este remake tem suas diferenças – o que já é esperado – e a mais importante é a forma com que Rose, vivida por Laura Vandervoort (Biten), é construída. Ao contrário do original, nossa protagonista não passa o filme todo assistindo impassiva às transformações que seu corpo e mente sofrem. Aqui, nossa heroína evolui dentro da trama, passando a ter domínio de suas ações, dando força e profundidade à personagem.

O ponto forte aqui tá no desenvolvimento da personagem principal, como já mencionado, e na violência extremamente gráfica toda artesanal, que garante uma seboseira danada com muito sangue em tela. Infelizmente, a maquiagem dá uns vacilos como na deformidade do rosto da protagonista, o que é bastante fake. Há umas cenas toscas aqui e ali, mas os pontos fracos mesmos estão mais em alguns personagens que poderiam simplesmente nem existir, a exemplo do boyzinho que fica enchendo o saco da moça o filme todo.

Esta nova versão de “RABID” peca por tentar acrescentar mais elementos à trama do que ele precisaria de fato, mas nada que estrague a sua experiência. No fim das contas, o remake das Irmãs Soska agrada e acaba fazendo “bonito”. Pena que esta refilmagem passou meio batida pelo público do gênero e pouco se falou a respeito. Quem ainda tá torcendo o nariz e ainda não viu, tá vacilando.

Escala de tocância de terror:

Direção: Jen e Sylvia Soska
Roteiro: John Serge e Irmãs Soska
Elenco: Laura Vandervoort, Benjamin Hollingsworth, Ted Atherton
Ano de lançamento: 2019

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DVD: Digipack “Coleção O Homem Invisível”

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[Por Osvaldo Neto]

A Classicline é uma distribuidora de home video especializada em cinema clássico com mais de uma década de existência e atividade. Mensalmente, temos lançamentos e relançamentos de filmes que se encontravam ausentes das lojas físicas e virtuais – sejam lançados antes por eles ou outras empresas – assim como produções esquecidas que ganham uma nova vida no mercado. (mais…)

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RESENHA: Aterrorizados (2017)

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Aterrorizados

[Por Geraldo de Fraga]

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