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Resenhas

DVD: Sangue de Pantera (1942)

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[Por Osvaldo Neto]

Assim como outros notáveis realizadores do período em Hollywood, o francês Jacques Tourneur teve uma carreira prolífica e marcada pela versatilidade. Ele fez de tudo um pouco: Noir (“Fuga do Passado”, “A Maleta Fatídica”), aventura (“O Gavião e a Flecha”, “A Vingança dos Piratas”), drama (“Tormento de uma Glória”), western (“Choque de Ódios”, “Paixão Selvagem”) e comédia (“Farsa Trágica”). Mas antes de realizar todos esses longas, ele lançou o seu 1o. grande filme no ano de 1942: “Sangue de Pantera”.

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O estúdio RKO não estava indo bem financeiramente com as perdas geradas pelo 1o. longa dirigido e estrelado por Orson Welles, que hoje é tido como um dos maiores filmes de todos os tempos. Isso mesmo, estamos falando de “Cidadão Kane”.

“Sangue de Pantera” seria uma resposta do estúdio ao sucesso estrondoso da Universal com os seus filmes de monstro, como “O Lobisomem”, lançado em 1941. Como a Universal já estava faturando pesado no horror há uma década e também se saindo com vários desses longas realizados com baixo orçamento, os chefões da RKO pensaram que produzir alguns filmes do gênero seria uma boa saída.

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E foi. O inesperado sucesso de “Sangue de Pantera” fez com que a empresa voltasse a produzir com força total. Esse icônico título também é a 1a. produção de Val Lewton que seguiu carreira na RKO produzindo, entre outros filmes, 8 longas de horror para o estúdio. 2 deles também dirigidos por Tourneur e de importância e referência absolutas para os interessados no gênero: “A Morta-Viva” (I Walked with a Zombie) e “O Homem Leopardo” (The Leopard Man).

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“Sangue de Pantera” é merecidamente reconhecido como um clássico do gênero pois ele fez exatamente o contrário do que se via até o momento como um ‘filme de horror’. Os filmes da Universal geravam filas e mais filas nas bilheterias graças aos seus monstros e efeitos especiais, podendo incluir o emprego de miniaturas e de elaboradas cenas de transformação. Lewton e Tourneur usaram as severas restrições orçamentárias ao seu favor para trazer pânico e medo ao público do período. O filme apostou no poder da sugestão para fazer com que o horror viesse da imaginação do espectador e não da visão explícita de uma criatura que poderia ser absolutamente risível.

As produções seguintes de Lewton seguiram esse mesmo caminho e é por isso que os seus filmes de horror não ‘envelheceram’ tanto como os da Universal e as muitas pérolas dos tempos do drive-in como, por exemplo, “A Mulher Vespa” de Roger Corman.

O clássico de Val Lewton e Jacques Tourneur ganhou uma inevitável continuação lançada em 1944 dirigida por Gunther von Fritsch e Robert Wise chamada “A Maldição do Sangue de Pantera” com três atores do original repetindo os seus personagens (Simone Simon, Kent Smith e Jane Randolph) e “A Marca da Pantera”, a famosa refilmagem de 1982 estrelada por Nastassja Kinski com direção de Paul Schrader, com nudez a gosto e um horror bem mais explícito.

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A edição definitiva de “Sangue de Pantera” lançada esse ano pela Obras-Primas do Cinema oferece o filme em uma excelente versão restaurada na sua janela correta. As imagens do filme na resenha foram capturadas a partir deste DVD. Os extras são sublimes. Temos o documentário “Val Lewton: The Man in the Shadows” com 76 minutos de duração (4 a mais do que o filme em si) produzido e narrado por Martin Scorsese para o canal TCM; uma entrevista de 26 minutos com Jacques Tourneur realizada meses antes do seu falecimento em 1977; uma entrevista de 16 minutos com John Bailey, o diretor de fotografia da refilmagem e o trailer de cinema. O DVD pode ser adquirido nas melhores lojas.

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RESENHA: Contato Visceral (2019)

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Contato Visceral

Sinceramente, alguns títulos traduzidos da Netflix atrapalham mais do que ajudam na hora de decidir o que ver. Se não fosse alguns colegas falarem bem de “Wounds“, eu jamais chegaria perto de assistir o filme que está no catálogo de streaming com o nome de “Contato Visceral“.

Dirigido por Babak Anvari, o mesmo autor de “À Sombra do Medo” (Under The Shadow), esta produção com selo Netflix vai fisgar a atenção de quem curte um horror sobrenatural perturbador.

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SÉRIE: Marianne (2019)

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marianne
[Por Felipe Macedo]
Histórias de bruxas sempre fascinaram o público. Sejam elas voltadas pra algo mais assustador ou infantil, essas personagens sempre causaram certo impacto. A lenda da bruxa má povoa nossa imaginação desde a infância em histórias como “João e Maria” e depois na vida adulta em filmes como “Suspiria”. A Netflix sabendo do interesse sobre o tema e na falta de produções atuais sobre o assunto, trouxe recentemente para seu catálogo a série francesa “Marianne” prometendo noites insones para o público. (mais…)

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SÉRIE: O Mundo Sombrio de Sabrina (2018)

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O Mundo Sombrio de Sabrina

[Por Jarmeson de Lima]

Ocultismo, bruxaria e paganismo em uma série para um público adolescente tem mais conteúdo macabro do que muito seriado com renome por aí. “O Mundo Sombrio de Sabrina” (Chilling Adventures of Sabrina) tem se revelado muito mais do que uma releitura da série de TV dos anos 90 que apresentava uma simpática feiticeira ajudando seus amigos com truques de mágica. (mais…)

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