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RESENHA: Kong – A Ilha da Caveira (2017)

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Kong-Skull-Island-IMAX-Poster-2[2]

[Por Jota Bosco]

Em 1971, uma equipe de cientistas (John Goodman, Corey Hawkins e Tian Jing) acompanhados por um guia (Tom Hiddleston), uma fotógrafa (Brie Larson) e uma companhia de soldados liderados pelo coronel Packard (Samuel L. Jackson) segue em direção à uma mítica ilha no Pacífico. Logo que chegam à chamada Ilha da Caveira, descobrem que os rumores de que no local vivem desconhecidas criaturas gigantescas é real e a partir daí o que seria uma missão de exploração vira uma luta pela sobrevivência. Assim é a história de “Kong – A Ilha da Caveira” que entra em cartaz no Brasil nesta semana.

“Não sei vcs mas tô torando o rabo do macaco de tanto medo”

O diretor Jordan Vogt-Roberts, que tem seu currículo quase inteiro de dirigir séries de TV (You’re the Worst, Funny or Die Presents…) faz um trabalho competentíssimo nessa mega produção que aos poucos, vai nos mostrando que apesar das ameaças do mundo selvagem, os grandes vilões somos nós, o homem civilizado. Pode me chamar de maluco mas achei meio uma referência a “Cannibal Holocaust” (com direito a uma cena que reforça essa minha “teoria”, inclusive). Impossível também não lembrar de “Apocalypse Now” em algumas cenas (até o poster do IMAX já fazia essa referência). Ah, outra coisa… tem homenagem ao filme de 33 e o de 76? Tem sim senhor! E o melhor: não parece “fan service”.

Macacos me mordam! Parece o poster de Apocalypse Now!

Macacos me mordam! Parece o poster de Apocalypse Now!

Mortes sensacionais, efeitos especiais fantásticos, ritmo frenético e é sempre bom ver um filme cheio de soldado americano onde apesar deles se acharem a última banana-split do deserto (hã? hã? 😉 ) são apenas um bando de bananas (hã?! hã?! 😉 ).

Outro coisa a ser destacada é a excelente coletânea de clássicos do final dos 60, início dos 70 que compõe a trilha. Bowie, Chambers Brothers, Hollies, Jefferson Airplane, Creedence Clearwater Revival, Black Sabbath, Stooges, a psicodelia “Made in Vietnam” de Minh Xuân e até uma ótima surpresa pra nós brasileiros!

“Tá tocando Smash Mouth?!! Já falei que I’m a Believer só a versão original do The Monkees!”

“Kong: A Ilha da Caveira” é ótimo no que propõe ser: um filme de monstro gigante. Assista na sala de cinema com o sistema de som mais potente e maior tela possíveis! Digo mais: se não fosse a sensação de sub-aproveitamento de um cast tão “classe A” e algumas besteirinhas aqui e ali, teríamos um filme de 5 caveirinhas.

SEMI-SPOILER: Sobre a cena pós créditos… se vc conhece a Toho Co., pode abrir um sorriso desde já! :D:D:D

Escala de tocância de terror:

Direção: Jordan Vogt-Roberts
Roteiro: Dan Gilroy, Max Borenstein, Derek Connolly e John Gatins
Elenco:Tom Hiddleston, Samuel L. Jackson, Brie Larson, John C. Reilly e John Goodman
Origem: EUA / Vietnam

https://youtu.be/fbQEgwjcT-c

* Filme visto na cabine de imprensa promovida pelo Espaço Z na sala IMAX do Shopping Recife

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2 Comentários

2 Comments

  1. José da Silva

    22 de março de 2017 a 15:56

    creio que seja mais por este lado…
    https://www.youtube.com/watch?v=4lVljQUzLoM&t=112s

  2. Pingback: RESENHA: Godzilla II – Rei dos Monstros (2019) | Toca o Terror

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RESENHA: Quando as Luzes se Apagam (2016)

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Quando as Luzes se Apagam

[Por Jarmeson de Lima]

Em sua essência, “Quando as Luzes se Apagam” é mais um drama familiar sobrenatural. Temos aqui uma mãe traumatizada, uma criança assustada, um pai desaparecido e uma filha rebelde compondo o núcleo principal desta produção que nos envolve em uma trama alegórica sobre o medo do escuro.
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RESENHA: A Visita (2015)

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A Visita

Por Júlio César Carvalho

Para uns, M. Night Shyamalam é um gênio, mas pra outros, o diretor não passa de uma farsa. Na minha visão, a carreira do rapaz se resume assim: em 1999, Shyamalam ganhou a atenção do mundo com o clássico contemporâneo O Sexto Sentido (The Sixth Sense) e em seguida, se superou com o ótimo Corpo Fechado (Unbreakable, 2000). Depois vieram Sinais (Signs, 2002) e A Vila (The Village, 2004) que apesar de bons, começaram a causar dúvidas em muitos a respeito da sua suposta genialidade. (mais…)

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RESENHA: O Poço (2020)

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O Poço

Com uma produção modesta com apoio do governo espanhol e distribuição da Netflix, “O Poço” (El Hoyo) mescla mistério, drama e ficção científica numa trama que é fácil de resumir, mas difícil de explicar. Assim como obras como “Cubo” e “Demônio“, a ação deste filme se concentra em alguns poucos cenários, restando aos atores imprimir um trabalho que chama a atenção do público.

O estreante em direção de longas, Galder Gaztelu-Urrutia, apresenta aqui uma história que se passa em uma espécie de prisão vertical, em que cada andar abriga dois presos. A plataforma não possui grades ou janelas… apenas as paredes, camas e um buraco no chão e no teto que é por onde uma vez por dia desce uma grande mesa de comida.

E é através do comportamento dos presos frente às refeições que são destrinchadas analogias sociais de opressão, solidariedade e das relações de poder que vão de cima para baixo literalmente. Quem tem sorte de ficar nos níveis superiores tem a chance de comer as refeições com os pratos ainda intactos e limpinhos. Já quem está mais abaixo vai tendo que se contentar com o que vai sobrando sem que nehum dos confinados tenha a preocupação de deixar algo para quem vai se alimentar depois. 

Nesta situação de isolamento dividida em um lugar onde você não queria estar e com quem você não queria conviver, o lado obscuro de cada um se revela e podemos esperar o pior na medida em que vemos o que acontece nos níveis inferiores do Poço. Podia ser só um filme tipo crítica social ao sistema carcerário, mas ele abrange uma metáfora maior sobre nossa presença no mundo e nossa responsabilidade diante da escassez e desperdício de alimentos.

Apesar de ter um ritmo mais reflexivo, “O Poço” sempre guarda cenas impactantes (e com boa dose de gore) no desdobramento de sua história garantindo uma certa fluidez pra quem assiste. Obras assim que oferecem algo a mais do que aparentam estão em falta no cardápio da Netflix, mas são sempre bem vindas.

Escala de tocância de terror:

Título original: El Hoyo
Diretor: Galder Gaztelu-Urrutia
Roteirista: David Desola
Elenco: Ivan Massagué, Zorion Eguileor, Antonia San Juan
País de origem: Espanha

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