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RESENHA: Beware the Slenderman (2016)

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[Por Geraldo de Fraga]

No dia 31 de maio de 2014, as adolescentes Morgan Geyser e Anissa Weier, então com 12 anos, atacaram uma colega de classe num bosque de Waukesha, subúrbio de Milwaukee. Morgan esfaqueou a garota 19 vezes e, junto com Anissa, a abandonou para morrer. A menina, porém, conseguiu fugir e pedir ajuda. As agressoras foram presas e, na delegacia, confessaram que a tentativa de assassinato foi uma forma de “agradar o Slenderman”.

É partindo desse bizarro crime que a premiada documentarista Irene Taylor Brodsky tenta dissecar aquele que é considerado o primeiro grande mito criado na internet. Beware the Slenderman (2016), produção da HBO, tem como temática as histórias da estranha criatura sem rosto e pele pálida que aparece nas florestas, sequestra crianças, e que inspirou diversos filmes de fãs e jogos de videogame.

Qualquer interessado em terror já viu referências ao personagem por aí e uma rápida pesquisa na internet é suficiente para ler sobre sua origem e a mitologia derivada. Talvez por isso, Irene Taylor Brodsky tenha preferido focar no julgamento das duas adolescentes e tentar entender o que levou duas garotas de classe média a se envolver de tal forma com o mito a ponto de pensar em assassinar alguém.

Isso, porém, não funciona bem. Com praticamente duas horas de duração, as histórias das duas meninas não se mostram suficientes para preencher esse tempo e o documentário acaba ficando enfadonho. E pior, em alguns momentos fica com cara daqueles programas policiais genéricos com um monte de entrevistas irrelevantes, sejam de amigos ou de parentes de Morgan Geyser e Anissa.

Claro que um crime dessa amplitude choca, ainda mais por envolver crianças, mas cabia no roteiro uma maior atenção ao personagem em si. Exemplo: o filme usa várias imagens de Marble Hornets (primeira série audiovisual que usa o Slenderman como vilão), mas sem citar essa produção em nenhum momento. Pelo caminho que decidiu seguir, o filme parece nada mais do que um alerta sobre os cuidados que os pais precisam ter com o uso da internet por parte dos seus filhos. E só.

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RESENHA: Ameaça Profunda (2020)

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Ameaça Profunda
[Por Felipe Macedo]
Alien” (1979) foi um divisor de águas no quesito de mesclar gêneros, nesse caso, ficção e horror. Sequências foram realizadas assim como cópias com qualidades que iam do mediano ao lixo total. E agora nesse inicio de década, surge “Ameaça Profunda” (Underwater), um filme com toda pinta do primo famoso, estrelado por Kristen Stewart e coincidentemente do mesmo estúdio. (mais…)

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SÉRIE: Dracula (2020)

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[Por Jarmeson de Lima]
Quando uma produção como “Dracula” é lançada, a nossa primeira preocupação é imaginar o quão fiel pode ser a adaptação da obra original. E no caso, estamos falando de um livro de Bram Stoker que serviu de inspiração para inúmeros filmes nos últimos 100 anos. Sendo assim, o que a dupla Mark Gatiss (Sherlock) e Stephen Moffat (Doctor Who) poderiam nos trazer de novo? Logo nos créditos, os dois deixam claro que esta minissérie da BBC e exibida na Netflix é “baseada” e não “adaptada” da obra original, o que nos faz crer que haja certas liberdades no roteiro sem a intenção de ser uma transcrição fiel da trama com o mesmo personagem que “ganhou vida” em 1897.
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RESENHA: O Farol (2019)

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[Por Rodrigo Rigaud]*
Após A Bruxa, difícil resistir a lançar holofotes sobre o novo longa de Robert Eggers – ainda o segundo de sua carreira. Para quem mergulhou no universo de isolamento, fanatismo, loucura e fantasia – um horror, de fato – de seu filme debut, O Farol (The Lighthouse) poderá soar como um naufrágio na potência de seu cinema. (mais…)

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