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RESENHA: Vida (2017)

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Vida

[Por Felipe Macedo]

Filmes com a temática de terror espacial estão voltando aos holofotes graças ao sucesso comercial de Prometheus e o buzz gerado pela sua sequência Alien: Covenant. Vida se encontra nesse meio com a promessa de trazer arrepios arrancando gritos da plateia contando ainda com um elenco famoso e roteiristas da moda. O filme é esse arrepio todo? Ou ele fica apenas na promessa?

Encabeçado por Ryan Reynolds e Jake Gyllenhaal, tendo Rhett Reese e Paul Wernick, dupla de roteiristas responsável pelo sucesso Deadpool, além de ser dirigido por um inspirado Daniel Espinosa, o longa não nega que bebe da fonte de Alien (1979). Seja pelo o titulo surgindo no espaço, como pela ambientação, personagens parecidos e uma criatura medonha que não descansará até ver todos mortos, Vida (Life) é isso.

O filme segue o cotidiano da equipe que habita uma base espacial e que tem a rotina abalada quando descobrem que existe sim, vida em Marte. A euforia inicial pela descoberta logo se transforma em medo e pavor quando a inicialmente pacífica criatura revela um gosto especial por carne humana, além de ter uma inteligência acima da média. Na medida em que o estrelado elenco vai parar no bucho do monstro, seu tamanho e sagacidade aumentam, deixando os sobreviventes cada vez mais sem saída.

Um lance legal é que esta produção não enrola e entrega rápido o que o público deseja. Aqui não existe embromação filosófica e assim o monstro começa agir rápido. A direção é bastante inspirada em criar cenas de forte apelo visual além de criar momentos tensos e sufocantes. Quem assistiu pelo menos um filme do famoso xenomorfo vê que a solução para as situações tensas são bem óbvias.

O roteiro tem diálogos inspirados e cheios de referências aos filmes espaciais dos anos 50, além de uma cena clássica de Re-Animator, que infelizmente a tradução brasileira fez besteira e traduziu o dialogo de forma errada. Voltando aos anos 50, vale citar que além de Alien, uma grande inspiração veio de A Bolha Assassina.

No fim das contas, Vida é como aquele velho feijão com arroz feito para astronautas que se for feito de forma competente, continua gostoso do mesmo jeito que é feito na Terra.

Escala de tocância de terror:

Título Original: Life
Ano: 2017
Elenco: Ryan Reynolds, Jake Gyllenhaal, Rebecca Ferguson
Roteiro: Rhett Rheese, Paul Wernick
Direção: Daniel Espinosa

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5 Comentários

5 Comments

  1. edugnf

    31 de julho de 2017 a 23:21

    Eu assisti a este filme sem ler nada sobre a produção … gostei é acima da média… bem produzido e dirigido … a historia passa nos dias atuais de forma clara e direta .. pra mim pode ser o inicio de uma ótima franquia … elenco nota 10 !! Até que enfim os efeitos especiais foram usados de forma artistica e bem elaborada!

  2. Azul Hernandez

    12 de dezembro de 2017 a 15:51

    Os filmes de suspense são os meus preferidos, mas Vida se tornou no meu filme preferido. Sua historia é muito fácil de entender e os atores podem transmitir todas as suas emoções, é muito interessante. Eu recomendo muito e estou segura de que se converterá numa das minhas preferidas.

  3. Pingback: RETROSPECTIVA: Melhores e Piores Filmes de 2017 | Toca o Terror

  4. O final desse filme é uma delícia que só.

  5. Pingback: LISTA: Top 20 – Melhores filmes da década (2010-2019) | Toca o Terror

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RESENHA: Nightflyers (2019)

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Nightflyers

[Por Jarmeson de Lima]

Os algoritmos da Netflix andam a 1000 km/h ultimamente. Meio que já deu pra sacar como é o modus operandi deles, né?! São esses dados de preferência dos usuários e as tendências de consumo mundial que estão norteando a gigante do streaming audiovisual. E quando não conseguem algo de ponta, eles apelam pra um ‘remake’ tipo o seriado de “Perdidos no Espaço” ou adaptam histórias pouco conhecidas de escritores famosos a exemplo de “1922” de Stephen King.
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RESENHA: A Night of Horror – Nightmare Radio (2019)

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A Night of Horror – Nightmare Radio

[Por Frederico Toscano]*

A Night of Horror – Nightmare Radio é um filme esquisito. Começa pelo título, longo demais (podia ser ou “A Night of Horror” ou “Nightmare Radio”, né?). Mas além disso, é uma apanhado de curtas de horror que não foram produzidos para esta antologia especificamente.

Pois é, os caras tiveram a manha de pegar alguns filmes que já circulavam por aí, principalmente em festivais e até no YouTube, criaram uma trama central envolvendo um DJ atendendo ligações de ouvintes em uma madrugada chuvosa, juntaram tudo e pronto: antologia instantânea. Não deixa de ser uma abordagem original, e pode até inspirar outros cineastas, inclusive brasileiros, a conectar seus trabalhos, apresentá-los como partes de um longa e assim ganhar mais visibilidade.

O resultado aqui é meio desconjuntado e a qualidade varia bastante…o que é verdade para, bem, quase todas as antologias que existem por aí. O filme está listado como uma produção da Argentina e dos Países Baixos, tem roteiristas uruguaios e diretores italianos no segmento principal, além de gente de tudo o que é lugar na produção dos curtas em si.

Daí já se imagina o tamanho da salada: o DJ que conta e escuta histórias de horror é claramente americano, trabalhando em uma rádio nos Estados Unidos, mas atende ligações de croatas e ingleses, além de compartilhar causos sobrenaturais falados em espanhol. Lógica não tem, mas com um pouco de suspenção de descrença, dá para comprar a ideia. Assim, sem mais delongas, vamos aos curtas propriamente ditos, na ordem em que aparecem na antologia A Night of Horror – Nightmare Radio:

– In the Dark Woods
Curtinho, direto ao ponto e com clima de contos de fadas (infernais, claro). É basicamente a história de uma mulher invisível que não se contenta com sua situação e chega a extremos para ficar com o homem que ama. Bons efeitos e sanguinolência na medida.

Post-Mortem Mary
Sabia que antigamente as pessoas pagavam para que tirassem fotos de parentes falecidos? Em casa, com suas melhores roupas e arrumados para parecerem vivos. Uma história de horror oitocentista com uma reprodução de época bem-feita e clima gótico, em plena luz do dia. Um dos melhores da coletânea.

A Little off the Top
Uma história de inveja capilar que descamba em tortura e sangue. É isso mesmo que você leu, inveja capilar. Sendo muito curto, melhor não falar muito da história. Basta dizer que mesmo um salão de cabeleireiro pode ser um local de horrores. Meio paradão, mas o gore salva.

The Disappearance of Willie Bingham
Para mim, o melhor. Uma nova lei permite que a família de uma pessoa assassinada possa mutilar o criminoso aos poucos, até se sentirem vingados. O tal Willie Bingham é um bêbado, assassino e estuprador. E ainda assim, depois de uma série de cirurgias horripilantes, garanto que você vai chegar a ter pena do desgraçado. Horror corporal dos bons e uma história que te faz pensar o que, afinal, significa conseguir justiça.

– Drops (ou Gotas, no original em espanhol)
Uma mulher está presa em casa com uma criatura horripilante enquanto sente dores terríveis…ou não. Boa produção espanhola, como uma reviravolta interessante no final.

– The Smiling Man
Criança encontra…algo em sua casa. Achei a história pouco original, a criatura visualmente fraca e a protagonista infantil com a expressividade de um Cigano Igor depois do botox. Mas parece que fez sucesso quando lançado na Internet, vai entender.

Into the Mud
Uma mulher acorda nua e ferida no meio da floresta, e passa a ser perseguida por um caçador. O roteiro só funciona porque o homem é ruim de mira e toma algumas decisões imbecis, mas tem uma surpresinha boa no final, além de uma carniceira honesta.

– Vicious
Mais uma história de mulher presa em casa com um bicho feio à espreita. Clichê e com uma atriz que parece mais estressada do que aterrorizada, é bem mediano. Parece que também fez sucesso na Internet. Sei de mais nada.

Assim, juntando tudo, bem medido e bem pesado, leva aí 3 caveiras de 5. O formato permite assistir aos poucos e, sendo 9 curtas, não é possível que você não ache algo do seu agrado. O filme não saiu no Brasil e nem parece estar em qualquer serviço de streaming. Logo, obtenham-no através do seu bucaneiro favorito ou simplesmente corram atrás dos curtas individualmente, no YouTube ou em outras plataformas de vídeo. Assim, dê uma chance e fique em casa se aterrorizando de forma segura.

Escala de tocância de terror:

Direção geral: Oliver Park
Diretores dos segmentos: Jason Bognacki, A.J. Briones, Joshua Long, Sergio Morcillo, Adam O’Brien, Luciano Onetti, Nicolás Onetti, Pablo S. Pastor e Matthew Richards
Produção: Black Mandala
Ano de lançamento: 2019

* Especial para o Toca o Terror

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RESENHA: In Search of Darkness (2019)

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Search of Darkness

[Por Frederico Toscano]*

In Search of Darkness é um documentário com uma proposta simples e direta: destrinchar a produção de horror dos Estados Unidos da década de 80. Lançado em maio do ano passado, acabou não chamando tanta atenção no Brasil (ou mesmo lá fora), provavelmente por não ter recebido uma distribuição e divulgação mais abrangentes. O que é compreensível, já que o projeto não saiu de um estúdio convencional, sendo fruto de uma bem-sucedida campanha de arrecadação dos sites Kickstarter e Indiegogo.

Com a meta alcançada e os fundos garantidos, o diretor e roteirista David Weiner deve ter pensado que os apoiadores mereciam ver seu dinheiro bem empregado. E entregou um filme de quatro horas e meia de duração. E pensar que teve gente reclamando de O Irlandês(mais…)

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