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DICA DA SEMANA: Livide (2011)

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[Por Geraldo de Fraga]

A dupla francesa Alexandro Bustillo e Julien Maury surgiu para o cinema de terror em 2007 com A Invasora. Este foi um dos filmes representantes do New French Extremity, movimento que trouxe uma grande leva de filmes interessantes na primeira década do século 21. O segundo longa deles só saiu quatro anos depois, dessa vez com uma pegada sobrenatural e com uma cara de conto de fadas sombrio.

Livide (2011), disponível no catálogo da Netflix Brasil, conta a história de Lucie Klavel (Chloé Coulloud), uma assistente de enfermagem que vive em uma cidade costeira da França. Visitando vários doentes em domicílio, ela acaba descobrindo uma mansão onde uma rica senhora vive em estado vegetativo, respirando por aparelhos. Da sua chefe, ela ouve que a velha guarda um tesouro naquela casa.

De posse dessa informação, ela planeja invadir a casa para procurar e roubar o tal tesouro, junto com seu namorado e um amigo dos dois. Claro, obviamente, lógico que o tiro sai pela culatra e a antiga mansão não é nem de perto um lugar seguro. Sinistro e lúdico até dizer chega, Livide é um espetáculo visual de primeira (a direção de arte é fantástica) e não economiza na violência. É do caralho (com o perdão do meu francês).

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DICA DA SEMANA: O Beijo da Virada (2019)

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Beijo da Virada

A chegada da HBO MAX trouxe a opção de mais filmes no catálogo oficial de streaming. E além das produções da própria HBO, a plataforma abriga filmes da Warner e obras advindas de outros canais do conglomerado. Neste pacotão podemos encontrar a série “Into the Dark” veiculado pelo canal Space durante um período que trazia alguns longas independentes com este selo. “O Beijo da Virada” (Midnight Kiss) faz parte desta leva e o que me chamou a atenção foi o fato de ser um slasher com contexto LGBTQIA+.

Vamos à trama: Amigos de longa data que sempre confraternizam juntos o Ano Novo criam um jogo entre si onde na hora da virada eles podem beijar quem quiser, em qualquer número. Só não vale ser alguem do grupo. Nessa hora podem fazer o que quiser, menos se envolver emocionalmente.

Alguns anos depois que iniciam esta “tradição”, um assassino mascarado está disposto a acabar com a farra dos amigos e de formas violenta! Essa aparição, claro, está claramente ligada ao jogo. E agora além curtir o réveillon, eles terão que sobreviver à noite.

O filme segue à risca os clássicos slashers oitentistas, onde um grupo tem que lidar com um erro do passado. De diferente aqui, temos a cultura gay. E embora existam outros slashers com essa pegada, esse se destaca por pertencer à produtora Blumhouse e ter um acesso maior ao público jovem.

O Beijo da Virada” está mais focado nos dramas, romances e traumas dos seus protagonistas. O terror fica bem em segundo plano e para um slasher tem poucas mortes até. Neste sentido, particularmente prefiro “Hellbent” (2004) que é bem mais movimentado e tem bem mais gore.

Embora a temática do filme seja interessante, seus personagens não são carismáticos, então mesmo aparecendo pouco, torci para que todos perecessem nas mãos do vilão. As poucas mortes tem até certo nível de sanguinolência, só que demoram tanto pra acontecer que parecem rápidas demais.

Vale a pena uma conferida pelo fato que não temos muitos filmes de terror na temática LGBTQIA+ disponÍveis nos serviços de streaming. O longa cabe perfeitamente naquele domingo morgado e sem muitas opções e acaba virando um passatempo razoável.

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DICA DA SEMANA: Os Canibais (2018)

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Os Canibais

Estava caçando algo pra indicar aqui e vi um poster que me chamou a atenção! Confesso que eu já tinha visto material de divulgação desta produção há algum tempo atrás, mas havia esquecido completamente da existência. Desta vez acabei dando o play e fui surpreendido positivamente. O filme em questão é OS CANIBAIS (The Farm) e está no catálogo da Amazon Prime Video.

A premissa é bem simples: Um casal está viajando e resolve parar num lugar aconchegante pra dormir, só que quando acordam no dia seguinte, em vez de agarradinhos de conchinha na cama, estão separados, acorrentados e dentro de uma gaiola.

Percebem que estão numa espécie de fazenda na qual os humanos são tratados como gado e agora precisam fugir para não serem servidos. É interessante que as pessoas que alimentam, abatem e tratam da carne dos turistas estão sempre usando máscaras de animais que geralmente estão na posição de comida, numa clara inversão de papéis.

OS CANIBAIS é um filme cru, sem maneirismos de edição e de andamento lento que rende momentos de extrema tensão. A violência aqui não é tão gráfica como esperado, não apresentando assim o gore característico dessas produções sobre canibalismo, mas o tom realista e a condução segura do estreante Hans Stjernswärd, concebem situações extremas e que podem incomodar um bocado.

Cuidado pra não confundir com o bobo e caricato CANIBAIS (The Green Inferno, 2013) do Eli Roth que também está no catálogo da Prime Video.

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DICA DA SEMANA: Armadilha Para Turistas (1979)

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Armadilha Para Turistas

Uma coisa incrível dos filmes de terror daquele período compreendido entre o fim dos anos 1970 e início dos 1980s é que os diretores sabiam bem dosar bizarrice, insanidade e um grau de imprevisibilidade em suas histórias. Vimos alguns dos melhores slashers surgirem nesse período, além claro, de termos exemplares de gêneros híbridos. Neste sentido, “Armadilha para Turistas” (Tourist Trap) é um destes grandes filmes da época.

O começo dele pode parecer e é muito batido. Afinal temos aqui um grupo de jovens que para em posto de beira de estrada com um pneu furado e que termina circulando por ali perto até que alguém dê um jeito de consertar o automóvel. O que eles não contavam, mas a gente esperava, era que junto do posto havia um exótico museu de bonecos de cera.

E como a curiosidade matou o gato e os incautos, os jovens resolvem ir até o medonho museu e e somem “misteriosamente” quando encontram as obras que o local expõe. Sejam bonecos de cera ou manequins, o fato é que esses negócios causam muita estranheza e arrepios normalmente. E tudo ganha contornos mais sinistros na história quando vemos que eles possuem feições pra lá de assustadoras e se mexem sozinhos de forma inesperada.

Pouco a pouco vamos descobrindo como esses manequins “ganham vida” e o que acontece com os jovens que desaparecem. O fato é que a estranheza presente em “Armadilha Para Turistas” na condução do roteiro nos deixam o tempo inteiro cheio de dúvidas e de incertezas sobre a identidade do maníaco do local e se alguém ali pode ou não sobreviver. A tensão aumenta a cada minuto e não dá muito para prever o que acontece até que quando o filme se encaminha pro final, temos cenas ainda mais chocantes e tenebrosas.

Dirigido por David Schmoeller, o mesmo que mais tarde criou a franquia “Bonecos da Morte” (Puppet Master), “Armadilha Para Turistas” ganhou até uma menção especial do escritor Stephen King em seu livro “Dança Macabra” principalmente por sua sequência de abertura. E mais recentemente, podemos ver influência dele em obras como “A Casa de Cera” que tem bem mais a ver com este aqui apesar de dizer que é um remake de “Museu de Cera“.

É possível assistir ao longa na íntegra no YouTube em versões dubladas e legendadas sem fazer muito esforço. Creia que não vai se decepcionar ao assistir.

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