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RESENHA: Alien: Covenant (2017)

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[Por Felipe Macedo]

O primeiro filme da franquia “Alien” é um marco e um grande representante do chamado “horror espacial”. Anos se passaram e sequências foram feitas, umas muito boas e outras nem tanto, mas o fator diversão estava presente em todos eles.

Fiquei particularmente muito animado com a volta de Ridley Scott na cadeira de diretor para contar as origens da franquia em Prometheus (2012). Mas para minha decepção, o filme ficou bem abaixo do esperado. Pretensioso, vazio e chato na maioria da projeção, além de desperdiçar um elenco estrelado em papéis secundários e pouco desenvolvidos (afinal, que vilã foi aquela de Charlize Theron?).

Quando a sequência foi anunciada, não me empolguei nem um pouco e mesmo quando saiu o trailer prometendo a volta do horror do primeiro filme, isso também não bastou. Foi com essa desconfiança que fui assistir esse novo filme… Mas Deus, o que foi isso? Dan´o Bannon deve estar se revirando no túmulo pelo que fizeram com sua criação mais famosa. Ridley Scott deve ter dirigido esse filme por alguma obrigação contratual. Só pode ser isso para justificar tamanha preguiça em conduzir esse filme.

A história acontece 10 anos após os eventos de Prometheus onde a nova tripulação segue a bordo da nave Covenant para um planeta bastante similar a Terra, onde eles podem reconstruir suas vidas nesse suposto Éden. Os problemas no entanto começam quando a nave é pega em uma tempestade solar e várias vidas são perdidas, incluindo-se aí o o capitão da nave. Apesar da dor, eles recebem uma mensagem vinda de um planeta próximo e claro, também parecido com a Terra. É desta forma que eles decidem averiguar e ver se o planeta preenche os requisitos para ser habitado. Grande erro! O lugar é nada menos do que o lar da famosa espécie e vilã da série.

Com um enredo aparentemente simples e com bastante semelhanças com o original, o que vemos são cenas de suposta tensão onde nada funciona de um jeito minimamente legal. O roteiro encrenca em querer ser filosófico, mira em grandes discussões, mas erra miseravelmente, tornando essas partes maçantes e difíceis de assistir. As cenas de horror ao menos são marcadas por momentos realmente gore. Arisco a dizer que é o mais violento da série. Mas nada disso sustenta a falta de clima, personagens pouco desenvolvidos e nada carismásticos.

A situação é tão novelesca que foi impossível não lembrar de uma famosa novela da Globo estrelada por Glória Pires onde ela encarna irmãs gêmeas. Aqui o papel de “Ruth e Raquel” ficou a cargo de Michael Fassbender e sua dupla de androides, onde, claro, um é bom e outro ruim. Esse clichê usado até o talo é desenvolvido do mesmo jeito que as telenovelas, incluindo suas reviravoltas que de tão clichê se torna involuntariamente engraçado. Devo comentar a origem ridícula da criatura cuja força na franquia era o mistério que a envolve. Explanar de uma forma tão cretina não deixa de ser triste.

Infelizmente o bom horror de Alien nas telonas ficou no passado. Quer se assustar e ter uma boa história? Jogue Alien Isolation (2014) esse sim, um game digno de fazer parte da mitologia e realmente assustador. Escape da nave Covenant e embarque nessa, o passeio será muito mais satisfatório.

Escala de tocância de terror:

Título original: Alien: Covenant
Ano: 2017
Diretor: Ridley Scott
Roteiro: John Logan, Dante Harper
Elenco: Michael Fasbender, Katherine Waterston e James Franco, entre outros
Origem: Estados Unidos

* Filme visto na Cabine de Imprensa promovida pela Espaço Z no Recife

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RESENHA: In Search of Darkness (2019)

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Search of Darkness

[Por Frederico Toscano]*

In Search of Darkness é um documentário com uma proposta simples e direta: destrinchar a produção de horror dos Estados Unidos da década de 80. Lançado em maio do ano passado, acabou não chamando tanta atenção no Brasil (ou mesmo lá fora), provavelmente por não ter recebido uma distribuição e divulgação mais abrangentes. O que é compreensível, já que o projeto não saiu de um estúdio convencional, sendo fruto de uma bem-sucedida campanha de arrecadação dos sites Kickstarter e Indiegogo.

Com a meta alcançada e os fundos garantidos, o diretor e roteirista David Weiner deve ter pensado que os apoiadores mereciam ver seu dinheiro bem empregado. E entregou um filme de quatro horas e meia de duração. E pensar que teve gente reclamando de O Irlandês(mais…)

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RESENHA: Os Estranhos – Caçada Noturna (2018)

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Caçada Noturna

[Por Felipe Macedo]

O medo da violência atinge a todos nós, cada vez mais assustados com a quantidade de casos assim em todo o mundo. Sendo assim, o único lugar em que nos sentimos seguros é nossa casa, certo? Mas imagina se um trio de assassinos mascarados começa a fazer jogos macabros para te aterrorizar e logo depois te caçar sem piedade? Essa é a trama do primeiro Os Estranhos (2008) e que foi alterada quase que por completo em sua tardia sequência. (mais…)

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RESENHA: As Fábulas Negras (2015)

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Fábulas Negras

Por Jota Bosco

Rodrigo Aragão, diretor de Mangue Negro (2008), A Noite do Chupacabras (2011) e Mar Negro (2013) lança seu mais novo longa, As Fábulas Negras. Projeto que envolve, além dele, claro, alguns dos principais nomes do gênero no país como Petter Baiestorf e Joel Caetano. E pra fechar com chave de ouro, nada mais que José Mojica Marins (Sim!! José Mojica Marins, porra!!!!). (mais…)

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