conecte-se conosco

Resenhas

RESENHA: A Doença do Mal (2017)

Publicados

em

[Por Jota Bosco]

Escrito e dirigido por Jack James, “A Doença do Mal” é um filme denso, que explora uma das grandes doenças do nosso tempo: a solidão.

O filme começa com a morte da mãe de Holly (Roxy Bugler). Durante o luto, ela se envolve com Matthew (Kemal Yildirim), um jovem que podemos dizer que é, no mínimo, muito misterioso. A relação entre eles, que parece meramente sexual, dá um “passo adiante” quando a mãe dele adoece e o casal resolve passar uns dias com a enferma.

Chegando lá, vemos que a mulher beira o vilanismo de uma Odete Roitmann dessas da vida. É uma senhora cruel, narcisista, obcecada por seu filho e pelos frutos que por ele serão deixados. Sua casa é seu domínio e é nesse ambiente que passaremos o resto do filme.

Malady“, que traduzido ao pé da letra, seria algo como “doença”, é uma obra focada nas emoções dos personagens (ou ausência delas). Temos três pessoas com uma dificuldade imensa de se comunicar. É nessa hora que a direção de Jack James é fundamental, pois consegue nos inserir nesse triângulo doentio graças à uma belíssima e perturbadora fotografia que nos deixa tão próximo das personagens que ficamos perdidos como elas, procurando um foco ou forma de criar algum tipo de vínculo.

É uma obra densa e às vezes cansativa por causa do movimento da câmera e longos planos com pouco ou nenhum diálogo mas bastante perturbadora. Os pontos altos do filme são as grandes atuações de Roxy Bugler, como Holly, e de Jill Connick como Lorelai, a mãe de Matthew; a poderosa fotografia acima citada e a trilha sonora que deixa o clima constantemente denso.

A Doença do Mal” (título original “Malady”) estreou este mês nas plataformas de VOD nacionais NET Now e Vivo Play.

Escala de tocância de terror:

Diretor: Jack James
Roteiro: Jack James
Elenco: Roxy Bugler, Kemal Yildirim e Jill Connick
País de origem: Inglaterra

Simpático de corpo™Vimeo: https://vimeo.com/jotabosco/Youtube: https://www.youtube.com/user/sonicbosco/videos

Continue lendo
1 comentário

1 comentário

  1. jorofer

    8 de agosto de 2017 a 14:13

    Prezados, me interessei em ver este filme, mas não encontro em nenhum site para baixar. Podem me indicar um site por favor.
    Obrigado.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Resenhas

RESENHA: Maria e João – O Conto das Bruxas (2020)

Publicados

em

Maria e João

MARIA E JOÃO – O CONTO DAS BRUXAS é inspirado num dos contos mais conhecidos dos irmãos Grimm que já foi adaptado várias vezes pras telas. Até uma versão estilizada estrelando o Gavião Arqueiro dos Vingadores já teve! Agora é a vez de Osgood “Oz” Perkins dar sua visão à história optando pelo horror de fato nos oferecendo uma fábula cruel e cabulosa típica dos contos originais. (mais…)

Continue lendo

Resenhas

RESENHA: Quando as Luzes se Apagam (2016)

Publicados

em

Quando as Luzes se Apagam

[Por Jarmeson de Lima]

Em sua essência, “Quando as Luzes se Apagam” é mais um drama familiar sobrenatural. Temos aqui uma mãe traumatizada, uma criança assustada, um pai desaparecido e uma filha rebelde compondo o núcleo principal desta produção que nos envolve em uma trama alegórica sobre o medo do escuro.
(mais…)

Continue lendo

Resenhas

RESENHA: O Poço (2020)

Publicados

em

O Poço

Com uma produção modesta com apoio do governo espanhol e distribuição da Netflix, “O Poço” (El Hoyo) mescla mistério, drama e ficção científica numa trama que é fácil de resumir, mas difícil de explicar. Assim como obras como “Cubo” e “Demônio“, a ação deste filme se concentra em alguns poucos cenários, restando aos atores imprimir um trabalho que chama a atenção do público.

O estreante em direção de longas, Galder Gaztelu-Urrutia, apresenta aqui uma história que se passa em uma espécie de prisão vertical, em que cada andar abriga dois presos. A plataforma não possui grades ou janelas… apenas as paredes, camas e um buraco no chão e no teto que é por onde uma vez por dia desce uma grande mesa de comida.

E é através do comportamento dos presos frente às refeições que são destrinchadas analogias sociais de opressão, solidariedade e das relações de poder que vão de cima para baixo literalmente. Quem tem sorte de ficar nos níveis superiores tem a chance de comer as refeições com os pratos ainda intactos e limpinhos. Já quem está mais abaixo vai tendo que se contentar com o que vai sobrando sem que nehum dos confinados tenha a preocupação de deixar algo para quem vai se alimentar depois. 

Nesta situação de isolamento dividida em um lugar onde você não queria estar e com quem você não queria conviver, o lado obscuro de cada um se revela e podemos esperar o pior na medida em que vemos o que acontece nos níveis inferiores do Poço. Podia ser só um filme tipo crítica social ao sistema carcerário, mas ele abrange uma metáfora maior sobre nossa presença no mundo e nossa responsabilidade diante da escassez e desperdício de alimentos.

Apesar de ter um ritmo mais reflexivo, “O Poço” sempre guarda cenas impactantes (e com boa dose de gore) no desdobramento de sua história garantindo uma certa fluidez pra quem assiste. Obras assim que oferecem algo a mais do que aparentam estão em falta no cardápio da Netflix, mas são sempre bem vindas.

Escala de tocância de terror:

Título original: El Hoyo
Diretor: Galder Gaztelu-Urrutia
Roteirista: David Desola
Elenco: Ivan Massagué, Zorion Eguileor, Antonia San Juan
País de origem: Espanha

Continue lendo

Trending