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RESENHA: Death Note (2017)

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[Por Felipe Macedo]

Hollywood sempre desejou adaptar mangás e animes de sucesso em live-action. Para desespero dos fãs, alguns foram realizados e o mais lembrado é a desgraça “Dragon Ball: Evolution” (EUA, 2009), onde a saga de Goku foi totalmente deturpada. “Death Note” é um desses mangás bem sucedidos mas que ficou por anos em estado de hibernação em vários estúdios, até que a Netflix adquiriu os direitos e anunciou a versão americana.

A direção ficou a cargo de Adam Wingard, responsável pelos ótimos “Você é o Próximo” (2011) e “O Hóspede” (2014), mas que também realizou a atrocidade chamada “Bruxa de Blair” (2016). Logo que foi anunciado o elenco, gerou-se uma grande polêmica. Mesmo assim me mantive contido nas críticas, afinal poderia sair algo pelo menos razoável. Mas agora que o longa foi lançado na rede de streaming, o que para muitos já era esperado aconteceu: temos mais um bomba nas telas.

“Death Note” mostra Light Turner, um adolescente “inteligentíssimo”, traumatizado pela morte da mãe e vítima de bullying na escola. A vida do garoto muda quando ele acha o tal death note e descobre que se escrever o nome de alguém no sinistro caderno, ele tem o poder de matar a referida pessoa. O que ele não imaginaria seriam as consequências disso. Nem nós!

Simplesmente nada funciona nessa mistura mal feita de terror, drama e aventura teen. Parece que o diretor e os roteiristas sequer se deram ao trabalho de assistir o anime. A descaracterização dos personagens e da trama é gritante. Os atores são péssimos e caricatos, salvando-se apenas Williem Dafoe que dá o tom certo para seu Ryuk. A direção é cafona e certas transições de cena são de um amadorismo assustador.

A prova de que o gore não salva um filme é visto mais uma vez aqui. Mesmo com o sangue jorrando em tela, é impossivel não fazer cara blasé ou simplesmente pegar no sono no decorrer do longa. Se no fim das contas quiser arriscar, não diga que não foi por falta de aviso. Aviso que se estende a quem não assistiu o anime: Pelo amor de Deus… Fujaaaa!

P.S.: A revelação final é embalada pela música “The Power of Love”, conhecida por aqui pela versão feita pela cantora Rosana e intitulada “Como uma Deusa”. A canção fecha com chave de cocô essa tralha.

Escala de tocância de terror:

Título: Death Note
Diretor: Adam Wingard
Roteiro: Charley Parlapanides, Vlas Parlapanides, etc
Elenco: Nat Wolff, Williem Dafoe, Margarett Qualey, entre outros
País de Origem: EUA

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RESENHA: Ameaça Profunda (2020)

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Ameaça Profunda
[Por Felipe Macedo]
Alien” (1979) foi um divisor de águas no quesito de mesclar gêneros, nesse caso, ficção e horror. Sequências foram realizadas assim como cópias com qualidades que iam do mediano ao lixo total. E agora nesse inicio de década, surge “Ameaça Profunda” (Underwater), um filme com toda pinta do primo famoso, estrelado por Kristen Stewart e coincidentemente do mesmo estúdio. (mais…)

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SÉRIE: Dracula (2020)

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[Por Jarmeson de Lima]
Quando uma produção como “Dracula” é lançada, a nossa primeira preocupação é imaginar o quão fiel pode ser a adaptação da obra original. E no caso, estamos falando de um livro de Bram Stoker que serviu de inspiração para inúmeros filmes nos últimos 100 anos. Sendo assim, o que a dupla Mark Gatiss (Sherlock) e Stephen Moffat (Doctor Who) poderiam nos trazer de novo? Logo nos créditos, os dois deixam claro que esta minissérie da BBC e exibida na Netflix é “baseada” e não “adaptada” da obra original, o que nos faz crer que haja certas liberdades no roteiro sem a intenção de ser uma transcrição fiel da trama com o mesmo personagem que “ganhou vida” em 1897.
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RESENHA: O Farol (2019)

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[Por Rodrigo Rigaud]*
Após A Bruxa, difícil resistir a lançar holofotes sobre o novo longa de Robert Eggers – ainda o segundo de sua carreira. Para quem mergulhou no universo de isolamento, fanatismo, loucura e fantasia – um horror, de fato – de seu filme debut, O Farol (The Lighthouse) poderá soar como um naufrágio na potência de seu cinema. (mais…)

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