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DICA DA SEMANA: The Last Heist (2016)

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[Por Osvaldo Neto]

Se tem um diretor norte-americano que merecia ser mais conhecido do público que adora um filme de terror, esse sujeito é o Mike Mendez. Ele tem entregue produções genuinamente divertidas e interessantes do gênero. Outros realizadores poderiam se mostrar chateados por apenas serem conhecidos como ‘um diretor de terror’ mas não foi o caso de Mendez, que realizou longas como “The Convent” (2000, inédito no Brasil), “Carta para a Morte” (The Gravedancers, 2006) e “Maldita Aranha Gigante” (Big Ass Spider, 2013).

Todos os filmes de Mike Mendez costumam ter uma forte carga de humor e o talento do diretor faz com que isso seja parte integral da experiência de se assistir a um de seus filmes. Não se levar tão a sério ou chutar o pau da barraca valendo em algumas cenas é um risco que muitos não se atrevem a correr pois, independente da proposta, humor deslocado é algo que pode colocar um filme inteiro a perder.

Soube que Mendez teve problemas criativos durante a produção de “The Last Heist“, filme que recomendo hoje e que pode ser assistido agora mesmo através da Netflix Brasil. Cogitou-se, inclusive, que esse longa nem mesmo teria a assinatura de seu nome como diretor. Mas por incrível que possa parecer, nada disso atrapalha a grande curtição que é assistir a esse curioso híbrido de gêneros.

A produção tem o seu foco em um grupo de bandidos que estão assaltando a um pequeno banco no seu último dia de atividade. Eles só não contavam que um dos civis presentes no local é um assassino em série (Henry Rollins, se divertindo horrores no papel) que arranca os olhos de todas as suas vítimas para guardá-los em potes de conserva.

“The Last Heist” é mais outra prova de que não tem muito o que dar errado quando temos um diretor, elenco e equipe afiados com o material que eles têm em mãos. Trata-se de um filminho bem dodói e malvado de apenas 84 minutos que não tem o menor receio de encher a tela de sangue e menos ainda de mandar um personagem que ganhou a simpatia do espectador para o IML.

O último longa dirigido por Mike Mendez até então é o divertidíssimo “Don’t Kill It” onde temos um impagável Dolph Lundgren na pele de um caçador de demônios badass. Desde já, um dos filmes mais legais lançados neste ano de 2017. E se você quiser assistir a um outro filme do Mendez na Netflix fora o “The Last Heist“, fica aqui o aviso de que “Maldita Aranha Gigante” ainda está disponível no catálogo do serviço de streaming. Boa diversão!

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DICA DA SEMANA: Tenebre (1982)

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Tenebre

Esta semana trago-lhes uma obra marcante do início dos anos 80: TENEBRE, clássico do giallo italiano de ninguém menos que Dario Argento, que aliás, que fez aniversário neste mês setembro.

Ele tinha quebrado o mais profundo tabu e não sentia culpa, nem ansiedade, nem medo, mas liberdade. Cada humilhação que lhe barrava o caminho podia ser varrida por um ato simples de aniquilação: HOMICÍDIO.”

Na trama, Peter Neal (Anthony Franciosa), um escritor de romance policial americano, vai à Itália para promover o seu mais novo livro: Tenebrae. Mas sua estadia em Roma vira um pesadelo quando uma série de assassinatos relacionados diretamente a sua obra começam aterrorizar a capital italiana.

Como dito no início, TENEBRE é escrito e dirigido por Dario Argento (SUSPIRIA, PROFONDO ROSSO) e tem todos os elementos que um giallo deve ter como assassino de luva de preta, sangue vermelho vivo, objetos cortantes, erotismo, etc. E, como é se esperar de suas das obras, somos contemplados aqui com planos sequências meticulosamente planejados que levam a mortes horríveis ao som da trilha marcante da banda Goblin.

Para além da estética audiovisual, Argento levanta debates em alguns diálogos que são pertinentes ainda hoje como o machismo e a misoginia nas obras de horror que tendem a objetificar o corpo feminino, e que chegam a fazer da violência contra a mulher um fetiche.

Se não viu ainda, aproveita que TENEBRE está disponível no catálogo do Looke, pois é altamente recomendado pra qualquer fã do gênero.

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DICA DA SEMANA: Warlock, O Demônio (1989)

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Warlock, O Demônio

Colônia de Massachusetts, Boston, Século XVII. Um feiticeiro, interpretado por Julian Sands, capturado e condenado por práticas demoníacas está prestes a ser enforcado e depois queimado sobre um cesto com gatos vivos (?!?) quando magicamente é transportado para o Século XX.

Junto com ele, Redferne (Richard E. Grant), seu carrasco, também vem para na Boston do final dos anos 80 e com a ajuda de uma jovem (Lori Singer) tentará rastrear e destruir o feiticeiro antes que ele coloque suas mão nas páginas do Grand Grimoire (a bíblia do capeta) e desfaça tudo o que Deus criou. Estamos falando de “Warlock, O Demônio“, polêmico filme que despertou atenção até do Alborghetti quando a Rede OM exibiu o longa na TV aberta pela primeira vez.

Lembro como fiquei ansioso para ver esse filme na época de seu lançamento graças à uma matéria numa revista “Terror e Ficção“. Ela contava como o filme continha várias referências “verdadeiras” sobre bruxaria e coisa e tal. Assistindo, realmente havia coisas bem interessantes e inéditas no cinema lá pra ver (o lance dos pregos nas pegadas, por exemplo, é sensacional). Apesar do argumento ser basicamente um “Exterminador do Futuro” só que vindo do passado e com bruxos, consegue segurar a onda e divertir bastante.

O diretor Steve Miner (aquele do segundo “Sexta-Feira 13” e de “A Casa do Espanto“) mantém o filme em bom ritmo mesclando elementos de terror, comédia e ação. O trio de protagonistas têm ótima química, com destaque para Sands que faz um feiticeiro impecável. Como em certos momentos o filme abusa um pouco dos efeitos especiais, fica um pouquinho “datado” mas nada que comprometa o conjunto da obra.

O filme está disponível no YouTube em uma cópia com qualidade de VHS (tem uma versão dublada e com imagem melhor, também) mas pra quem quiser ver o filme numa qualidade bacana, a Obras Primas do Cinema lançou o filme no volume 3 da coleção “Sessão de Terror Anos 80“. Já as continuações “Warlock II” e “Warlock 3: Armageddon” podem ser vistas na Amazon Prime Video, que pelo visto esqueceu de colocar o primeiro em seu catálogo…

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DICA DA SEMANA: O Escondido (1987)

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O Escondido

A dica desta semana é um daqueles filmes que mesclam lindamente o gênero policial com horror e sci-fi. “O Escondido” (The Hidden), lançado em 1987, traz pra gente uma história aparentemente batida, mas bem conduzida a ponto de ficarmos na expectativa do que virá a acontecer cena após cena.

Em termos de ação, o longa já começa explodindo tudo com uma perseguição de carros e viaturas policiais. A caçada humana ocorre por conta de um sujeito aparentemente pacato que, do nada, assaltou um banco, matou um bocado de gente, deixou mais meio mundo de gente ferida e infringiu várias leis de trânsito na fuga.

No final da perseguição, ele é levado a um hospital em estado grave onde é revelado para nós espectadores o motivo pelo qual ele estava transtornado. Neste rastro de morte e confusão, o sujeito vinha sendo rastreado também por um misterioso agente do FBI (Lloyd Gallagher, alguns anos antes de Twin Peaks) que aparentemente sabe o que está rolando.

Possivelmente a maioria das pessoas que viveu os anos 80, já conhece o filme ou sabe do que se trata o tal “escondido” do título, no entanto pra garantir um melhor aproveitamento de quem nunca o assistiu, vou parando por aqui na sinopse.

É claro que “O Escondido” tem alguns pontos fracos, a começar pelo seu style datado que inclui uma trilha bem metal farofa característica da época e aquela obsessão yuppie por carros conversíveis. Mas o que você, caro leitor, precisa saber, é que se você curtiu “Enigma do Outro Mundo” e “O Exterminador do Futuro” (o primeiro e não aquelas continuações), certamente vai curtir este filme aqui também.

O Escondido” está disponível em versão legendada atualmente na mais nova plataforma de streaming brasileira: Vix. O bom é que pra ver filmes e séries não precisa de cadastro e nem de assinatura, mas de tempos em tempos aparece propaganda entre as cenas como ocorre em alguns canais de Tv a cabo.

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