conecte-se conosco

Dicas

DICA DA SEMANA: I Am Not a Serial Killer (2016)

Publicados

em

[Por Júlio Carvalho]

A dica da semana é esse curioso suspense de baixo orçamento chamado I AM NOT A SERIAL KILLER (sem título nacional) e que está na Netflix Brasil e no YouTube (até o presente momento).

Com direção a cargo de Billy O’Brien (Isolation) e roteiro adaptado de livro homônimo de Dan Wells, I AM NOT A SERIAL KILLER nos coloca em uma pacata cidadezinha, onde uma série de assassinatos brutais estão deixando a população inquieta. Acompanhamos o adolescente John Wayne (Onde Vivem os Monstros) que é tão obcecado por serial killers que, mesmo sem nunca ter matado alguém, tem plena certeza de que é um em potencial. Também temos Mr. Crowley, o idoso da casa ao lado vivido por ninguém menos que Christopher Lloyd (o Dr. Doc Brown de De Volta Para o Futuro). E na medida em que John vai desvendando a matança, tudo vai ficando cada vez mais estranho.

Tecnicamente, o longa até que não faz feio. Com uma fotografia bem granulada e um estilo “europeu” de filmagem, I AM NOT A KILLER tem um visual “indie” e uma pegada meio oitentista. Temos aqui um gore discreto e eficiente, mas, infelizmente, o baixo orçamento fica na cara quando os efeitos partem do prático pra o digital. Faltou uma pós-produção mais caprichada de fato.

Os pontos positivos do filme estão nas atuações, alguns efeitos e na atmosfera depressiva por conta do clima gélido e desolador da cidade. Apesar dos pontos positivos, I AM NOT A SERIAL KILLER se mostra irregular em vários momentos, principalmente no desenrolar da sua premissa que finda numa conclusão no mínimo estranha e que com certeza vai agradar a poucos.

Enfim, mesmo com a já citada conclusão esquisita, I AM NOT A SERIAL KILLER vale a conferida até porque é sempre bom rever nosso querido, e até então sumido, “Dr. Brown”.

Anarquista, quase cinéfilo, diretor de arte, fotógrafo, cervejeiro, rockeiro doido e crítico/podcaster do Toca o Terror

Continue lendo
Clique para comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Dicas

DICA DA SEMANA: O Mestre dos Desejos (1997)

Publicados

em

Mestre dos Desejos

Mestre dos Desejos” (Wishmaster) é aquele típico filme estraga-prazeres. Não pelo filme em si, claro, mas por sua premissa que acaba com as fantasias de muita gente que só conhecia as lendas de gênios da antiguidade pelos desenhos da Disney.

O lance é que esses seres mágicos chamados de Djinns existem por aqui há séculos e tudo o que querem é só um descuido dos humanos pra povoar a Terra com tudo de ruim que sua vã imaginação pode conceber. Em “Mestre dos Desejos“, um verdadeiro clássico dos anos 90, produzido por Wes Craven e dirigido por Robert Kurtzman, temos a história de um desses Djinns que é despertado na era contemporânea e deseja apenas promover o caos.

Não tem lâmpada mágica para esfregar, mas temos uma estátua e uma opala vermelha que serve de prisão para o gênio diabólico desde o Império Persa. Isso daí é brevemente explicado no início e não precisamos nos preocupar com muita enrolação. De lá até os Estados Unidos nos “dias atuais” é um pulo e é onde o filme concentra sua ação.

Numa sequência de fatos e acasos, a joia que abriga o Djinn (Andrew Divoff) vai parar num laboratório e inadvertidamente ele acaba sendo libertado. A partir daí as desgraças começam a ocorrer desde que ele sugere que sua primeira vítima faça um desejo. A grande sacanagem da parada é o gênio interpretar o desejo ao seu modo, igual a algumas piadas infames. E assim o Djinn que ressurgiu como um monstro sai disfarçado de um canto a outro sacrificando vidas humanas a troco de pedidos mal feitos e chantageando outras pessoas para que façam o que ele quer.

Contra o filme só temos mesmo os efeitos digitais super datados, mas a seu favor temos cenas bem impactantes, um toque de humor mórbido e a presença especial de Robert Englund (o protagonista de outro filme de Wes, vocês sabem qual…). “Mestre dos Desejos” está no catálogo da Amazon Prime Video. Depois de vê-lo ou revê-lo, possivelmente você vai passar a ser mais cauteloso naquilo que pede.

Continue lendo

Dicas

DICA DA SEMANA: Cujo (1983)

Publicados

em

Cujo

O nome de Stephen King já levou inúmeros fãs de horror a encarar um filme, sem nem saber que se tratava, apenas porque foi baseado em um dos seus livros. Eu já fui assim, principalmente na época das locadoras, quando só se tinha muita informação das grandes produções. Tinha longas, lançados direto para vídeo, que você ia às cegas, apenas confiando no taco do senhor King.

Mesmo assim, eu era desconfiado com alguns desses filmes. Cujo, de 1983, era um deles. Não entrava na minha cabeça uma história de mãe e filho presos em um carro, sendo ameaçado por um cão raivoso. Com o passar dos anos, comecei a ler elogios sobre o longa dirigido por Lewis Teague (Alligator e Olhos de Gato).

Resolvi dar uma chance a Cujo. Quando gravamos nosso programa de rádio sobre filmes com animais, tive que dar o braço a torcer, pois o filme é muito bom sim. O enredo, no entanto, é um exagero só: um cachorro da raça São Bernardo é mordido por um morcego e contrai raiva (e pense numa raiva).

Após seu carro dar problema em uma oficina no meio da nada, Donna Trenton (Dee Wallace) e seu filho pequeno Tad (Danny Pintauro) ficam cercados pelo bicho. O roteiro simples pode dar a impressão, e era o que eu achava antes, que a história é monótona, mas as boas atuações da dupla de protagonistas e as reviravoltas da trama não te deixam cochilar. Entrou no catálogo da Netflix e aproveite no fim de semana.

Continue lendo

Dicas

DICA DA SEMANA: Vamp – A Noite dos Vampiros (1986)

Publicados

em

Vamp - A Noite dos Vampiros

[Por Geraldo de Fraga]

Quando se fala de filmes de vampiros dos anos 80, A Hora do Espanto e Os Garotos Perdidos são os longas considerados clássicos. Porém existe uma produção menor, quase sempre esquecida pela maioria dos fãs do gênero, mas que se mantém na memória afetiva dos quarentões, principalmente aqueles que eram ‘ratos de locadora de vídeo’. (mais…)

Continue lendo

Trending