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RESENHA: IT – A Coisa (2017)

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[Por Felipe Macedo]

As obras audiovisuais baseadas nos livros de Stephen King são sempre alvos de grandes expectativas e às vezes geram uma antipatia antecipada. Pior é que quase sempre essas previsões nefastas são acertadas. Filmes como “A Torre Negra” (2017) e a série “O Nevoeiro” (2017) são exemplos recentes disso. Com isso, o que poderíamos esperar dessa nova adaptação que fica centrado na infância dos protagonistas, deixando a conclusão para uma parte 2?

O livro “It” é um dos romances mais conhecidos do autor, ganhando uma minissérie no inicio dos anos 90 que ganhou o status cult no decorrer do tempo. Sem modéstia alguma, a obra televisiva se autopromovia com o subtítulo de “Uma obra prima do medo” apesar de dividir opiniões dos mais críticos. Vale dizer que neste filme de 2017, os produtores tomaram a liberdade de situar a história no final da década de 80 ao invés dos anos 60 mexendo já num contexto marcante para os amantes do telefilme original.

O que posso dizer é que “It- A Coisa” é um puta filmão! Violento, chocante e, de coração, confesso que o longa não decepciona quem procura uma boa diversão sangrenta e com conteúdo.

Nesta refilmagem (que também pode ser considerada uma nova adaptação), um grupo de crianças não exatamente populares na escola se autodenomina “o clube dos perdedores”, sendo alvos constantes de um cruel grupo de jovens. A vida comum da cidade de Derry no Maine leva um choque com uma série de misteriosos desaparecimentos de crianças. A terrível verdade é que só elas têm conhecimento de que uma criatura que toma a forma de um palhaço rapta e se alimenta de pessoas, acordando num ciclo de 27 anos causando caos e muita maldade. O filme me fez lembrar bastante outros clássicos dos anos 80 em que um grupo de crianças enfrentam o perigo juntos nas horas mais pesadas a exemplo de “Os Goonies” (1985) e “Conta Comigo” (1986), esse também da autoria de King.

O diretor Andy Muschietti, vindo do regular Mama (2013) entrega uma direção virtuosa mesclando momentos de verdadeiro horror com cenas alegremente doces que servem para que a gente crie vínculo com seus jovens protagonistas. O elenco está maravilhoso entregando atuações convincentes que vão do terror ao drama de forma natural. Destaco principalmente Bill Skargard, que vive o vilão Pennywise de uma forma realmente assustadora e que convence tanto quanto o icônico palhaço de Tim Curry.

Vale salientar a coragem do roteiro ao abordar temas polêmicos como pedofilia, racismo e alienação parental. Esses assuntos são mostrados de forma bem realista e pesada, fazendo um contraponto interessante com o seu antagonista. Afinal, apesar de Pennywise ser a ameaça principal, existem outras ameaças em Derry que são temidas e devem ser enfrentadas. Certamente “It – A Coisa” foi o melhor filme de terror de um grande estúdio no ano e que apesar de suas duas horas e meia, passa uma sensação de quero mais!

Escala de tocância de terror:

Diretor: Andy Muschietti
Roteiro: Chase Palmer, Gary Fukunaga, Gary Dauberman
Elenco: Jaeden Lierberher, Sophia Lills, Bill Skargard
Ano: 2017
País de origem: EUA

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1 comentário

  1. Marcus Vinicius

    6 de setembro de 2017 a 13:37

    IT O Palhaço de Vestido !

  2. kylsonestellfran

    6 de setembro de 2017 a 13:59

    Muito bom grande Felipe ^^

  3. Pingback: RESENHA: IT, A coisa (2017) | Blog do Guttão

  4. Vladimir

    15 de setembro de 2017 a 15:20

    Um clássico do terror para os dias de hoje, adorei o filme!

  5. Eduardo Cavalcante

    5 de outubro de 2017 a 20:57

    Na minha opinião o filme não tem nada de assustador e está longe de ser ser tudo isso que a mídia diz ser. Mas isso não significa que o filme seja ruim, pelo contrário, o filme é muito bom e divertido. Uma excelente produção que nos remete aos bons tempos dos filmes das décadas de 80 e 90. Que chegue logo 2019 pra assistirmos a continuação e que ela seja tão boa ou ainda melhor que o primeiro.

    Dicas e análises sobre temas relacionados ao Horror, Ficção Científica e Fantasia. Acesse o site: http://www.bautrash.com.br/
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  9. Júnior Malakian

    14 de fevereiro de 2018 a 20:48

    Então olhem os 10 erros do filme aqui

    https://youtu.be/01x2lQnBu_U

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A Hora da Sua Morte

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RESENHA: Rabid (2019)

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Rabid

Quando saiu a notícia que iria rolar um remake de RABID, clássico de ninguém menos que David Cronenberg – filme que aqui no Brasil saiu com o título infame de “ENRAIVECIDA NA FÚRIA DO SEXO” – eu fiquei num misto de curiosidade e medo do que viria. Mas aí vi que essa empreitada seria realizada pelas Irmãs Soska e fiquei bem animado, pois as gêmeas diretoras tem uns filmes cabulosos no currículo.

Nesta nova versão, dirigida por Jen e Sylvia Soska, a partir do roteiro de John Serge no qual elas também assinam, acompanhamos Rose, uma design de moda que se envolve em um acidente e fica com o rosto desfigurado. Sem esperanças de recuperar a aparência e voltar ao mundo da moda, resolve se inscrever numa clínica de estética adepta de um movimento “TRANS-HU-MA-NI-SMO” que não é aceito pela comunidade médica. Como voluntária, acaba se submetendo ao procedimento milagroso que restaura toda estrutura do seu rosto. Não bastasse a aparência, a moça passa a se sentir melhor em todos os sentidos. Mas não demoram a surgir os efeitos colaterais… e eles são pra lá de sinistros.

Em nenhum momento as diretoras escondem sua admiração por Cronenberg. Há referências frequentes de sua obra durante o longa, sendo que uma em especial acaba se destacando de tão gritante que é. E é claro que o sadismo aqui impera, marca registrada das gêmeas cineastas em seus longas anteriores – vide “T IS FOR TORTURE PORN” e “AMERICAN MARY“. E assim como o diretor canadense, as irmãs também são chegadas a um body horror raiz. Aqui, usam e abusam de efeitos práticos pra nos conferir muita nojeira e bizarrice. Em uma cena vemos uma “cobra” e uma axila… e basta dizer que ela dificilmente será esquecida, por exemplo.

Apesar de seguir a mesma premissa do “RABID” original, este remake tem suas diferenças – o que já é esperado – e a mais importante é a forma com que Rose, vivida por Laura Vandervoort (Biten), é construída. Ao contrário do original, nossa protagonista não passa o filme todo assistindo impassiva às transformações que seu corpo e mente sofrem. Aqui, nossa heroína evolui dentro da trama, passando a ter domínio de suas ações, dando força e profundidade à personagem.

O ponto forte aqui tá no desenvolvimento da personagem principal, como já mencionado, e na violência extremamente gráfica toda artesanal, que garante uma seboseira danada com muito sangue em tela. Infelizmente, a maquiagem dá uns vacilos como na deformidade do rosto da protagonista, o que é bastante fake. Há umas cenas toscas aqui e ali, mas os pontos fracos mesmos estão mais em alguns personagens que poderiam simplesmente nem existir, a exemplo do boyzinho que fica enchendo o saco da moça o filme todo.

Esta nova versão de “RABID” peca por tentar acrescentar mais elementos à trama do que ele precisaria de fato, mas nada que estrague a sua experiência. No fim das contas, o remake das Irmãs Soska agrada e acaba fazendo “bonito”. Pena que esta refilmagem passou meio batida pelo público do gênero e pouco se falou a respeito. Quem ainda tá torcendo o nariz e ainda não viu, tá vacilando.

Escala de tocância de terror:

Direção: Jen e Sylvia Soska
Roteiro: John Serge e Irmãs Soska
Elenco: Laura Vandervoort, Benjamin Hollingsworth, Ted Atherton
Ano de lançamento: 2019

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