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DICA DA SEMANA: A Marca da Pantera (1982)

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Marca da Pantera

[Por Gabriela Alcântara]

Um filme com trilha sonora composta e interpretada por David Bowie e Giorgio Moroder já tem lugar garantido no meu coração. Mas não é só isso que faz de A Marca da Pantera uma boa opção pro seu final de semana. O filme tem ainda no elenco o genial Malcolm McDowell – aqui mais uma vez interpretando um maluco pervertido. Dirigido por Paul Schrader, esse longa de 1982 conta a história de Irina (a belíssima Nastassja Kinski), uma jovem que vai para os EUA reencontrar seu irmão Paul (McDowell), de quem fora separada após a morte dos pais.

Irina é aquele ideal machistão clássico da mocinha virginal que está tendo seu despertar sexual, algo que é diretamente ligado a uma maldição de família: tanto ela quanto Paul, quando se excitam, transformam-se em panteras – um dos animais mais belos e sensuais do mundo, como já sabemos. Daí a gente já percebe que o filme está propenso a muitas viagens, mas acaba que a proposta aqui é mais próxima do thriller sensual (bem característico aos anos 1980) do que do terror.

Indicada a dois globos de ouro, a refilmagem tem uma premissa semelhante a do filme original, Sangue de Pantera, de 1942: uma mulher européia que se transforma em uma pantera negra quando fica excitada. Entretanto, além da maior possibilidade de efeitos especiais – interessantes e bonitos, especialmente se levarmos em conta a época – Schrader traz um quê freudiano, com Paul constantemente atacando a própria irmã, “justificando” suas ações (sabemos que não há justificativa para abusar ninguém sexualmente, certo?) com o fato de os dois serem os últimos de sua espécie.

Cheio de nudez, sexo e sangue, o filme tem uma bela fotografia e sensualidade um tanto violenta, o que o torna perfeito para aquele combo netflix and chill do final de semana – especialmente se você relevar os clichês misóginos de representação feminina, o que eu faço com um mantra de “eram os anos 1980…. eram os anos 1980…”. O roteiro também se torna meio bobo em alguns momentos, mas no geral consegue ser salvo pelas atuações.

A confusão se dá por completo quanto surge o triângulo amoroso entre Irina, o dono de zoológico Oliver Yates (John Heard) e a jovem Alice Perrin (Annette O’Toole), também apaixonada por Yates. Juntando a paixão incestuosa que Paul sente pela irmã, partimos para uma narrativa cheia de ciúmes, violência e desejo carnal, com consequências claramente desastrosas.

Para os verdadeiros amantes do terror e suspense, a dica é ir em busca também do original – que aí sim é um prato cheio de suspense e uma ótima aula de direção. De qualquer modo, A Marca da Pantera de Schrader garante uma boa sessão pra começar a maratona.

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1 comentário

  1. Rosana Botafogo

    8 de setembro de 2019 a 07:57

    Excelente crítica…

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