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RESENHA: A Morte Te Dá Parabéns (2017)

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Morte te Dá Parabens

[Por Felipe Macêdo]

Quem nunca quis ter uma segunda chance e corrigir algo em sua vida? Tree (Jessica Rothe) teve mais de uma chance pra fazer isso. Ela vive, morre e volta para o mesmo dia e não entende o que está acontecendo. A chave para sair desse pesadelo é descobrir quem é o vilão mascarado que a mata diversas vezes e bem no dia do seu aniversário. Essa é a trama do novo filme da Universal Pictures e Blumhouse, uma parceria que rendeu vários frutos como a franquia “Uma Noite de Crime” e o elogiado “Corra!”. A bola da vez é tentar reviver (opa!) os slasher movies, dando uma nova roupagem ao filme “A Morte Te Dá Parabéns”.

Quem assistiu algum slasher, sabe onde está pisando. A ambientação na faculdade já foi usada em filmes como “Pânico 2” e tantos outros desse amado subgênero. A principal diferença aqui é o fator “volta no tempo”, elemento que vem diretamente de uma comédia estrelada por Bill Murray, chamada “Feitiço do Tempo”. Esta nova produção aqui não esconde isso em nenhum momento. O desenvolvimento do longa também me remeteu à série de games “Dark Souls”, cujo lema é: Viva! Morra! Morra diversas vezes e aprenda a superar seus desafios! E como Tree é uma “bitch” de alto escalão, as suas diversas mortes ao menos servem como um processo de amadurecimento na criação de uma pessoa melhor.

A comédia se faz presente em tantos momentos, que já podemos classificar este longa como um “terrir”, lembrando outras produções do gênero como “Meninas Malvadas”. O algoz mascarado, no entanto, deve ser mencionado como um bom vilão de slasher. Sua postura sinistra e determinada me fez lembrar bons malvadões vindos de décadas atrás. O humor não o atinge muito até a revelação de sua identidade com a esperada luta final que é propositalmente cômica.

Mesmo Tree morrendo e morrendo de formas violentas, o sangue aqui é mínimo. A tensão também não é muito o foco da produção, mas existem certos momentos em que me vi pensando: “Corre, mete porrada nele!” ou “Esse assassino deve ser brasileiro, porque não desiste nunca!”. O longa tem uma direção regular e que não prejudica as cenas em nenhum momento. E ainda, claro, tem o roteiro que tenta injetar algo diferente, mesmo eu preferindo algo mais sério. No fim das contas me diverti e acho que vale a pena vocês darem uma conferida.

Título: A Morte te da Parabéns! (Happy Death Day!)
Diretor: Christopher Landon
Roteiro: Scott Lobdell
Elenco: Jessica Rothe, Israel Broussand e Ruby Modine
Ano de produção: 2017

Escala de tocância de terror:

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1 comentário

  1. Felipe durans mendes

    17 de dezembro de 2017 a 22:05

    Eu gostaria de saber como ela morre e revive diversas vezes e algo de ocultimos pacto satanismo essa e a questão!!!

    • GabrielOliiver

      2 de janeiro de 2018 a 20:37

      Pq ela fica revivendo, me explicaaaa nunca te pedi nada

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SÉRIE: What We Do in the Shadows (2019)

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What We Do in the Shadows

Na próxima quinta (15 de abril), estreia no canal FX dos EUA a segunda temporada de What We Do in the Shadows, série baseada no filme de mesmo nome lançado em 2014. Aqui no Brasil, sua primeira temporada foi exibida no ano passado pela Fox Premium. Vamos aproveitar então o retorno do programa lá fora para tecer algumas linhas sobre a atração.

Se você assistiu ao filme, fique sabendo que a mecânica é a mesma do longa. Uma equipe de filmagem que nunca aparece acompanha a rotina de três vampiros centenários que vivem na mesma casa e tentam se adequar ao mundo moderno. A principal mudança em relação à obra original é que a história se passa nos EUA, mais precisamente em Staten Island, Nova York.

O elenco também é outro Com a adição de uma personagem feminina, Nadja (Natasia Demetriou), e do lacaio Guillermo (Harvey Guillén), o trio de vampiros se completa com Nandor (Kayvan Novak) e Laszlo (Matt Berry). Há ainda um personagem recorrente, Colin Robinson (Mark Proksch), um humano que se apresenta como “vampiro de energia” e que se alimenta da força vital das pessoas, deixando-as entediadas.

A vida deles segue tranquila, até que eles são obrigados a receber como hóspede o barão Afanas (Doug Jones coberto de maquiagem, para variar), um vampiro milenar que vem da Europa e sonha em conquistar a América. Apesar desse ponto de partida, o enredo não se apega muito a ele. Como seriado, What We Do in the Shadows é basicamente uma sitcom, na qual o roteiro tenta brincar com os clichês da mitologia e da cultura pop.

No filme isso deu muito certo, mas ao longo de 10 capítulos, a série não se sustenta. Há momentos brilhantes, mas eles são raridades. Destaque para os episódios The Trial, com a participação de vários atores que interpretaram vampiros no cinema (como Wesley Snipes e Danny Trejo), e The Orgy, no qual, como o próprio nome diz, uma orgia vampírica é organizada, sem muito sucesso.

Porém, a impressão que fica é que assistir What We Do in the Shadows é um grande esforço para poucas risadas, mesmo que seus capítulos tenham apenas 30 minutos em média. Uma pena, pois o elenco todo é muito bom. Esperamos que nessa segunda temporada, os roteiristas estejam mais inspirados.

Escala de tocância de terror:

Direção: Jemaine Clement e Taika Waititi
Roteiro: Jemaine Clement e Taika Waititi
Elenco: Kayvan Novak, Matt Berry e Natasia Demetriou
Origem: EUA

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RESENHA: Maria e João – O Conto das Bruxas (2020)

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Maria e João

MARIA E JOÃO – O CONTO DAS BRUXAS é inspirado num dos contos mais conhecidos dos irmãos Grimm que já foi adaptado várias vezes pras telas. Até uma versão estilizada estrelando o Gavião Arqueiro dos Vingadores já teve! Agora é a vez de Osgood “Oz” Perkins dar sua visão à história optando pelo horror de fato nos oferecendo uma fábula cruel e cabulosa típica dos contos originais. (mais…)

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RESENHA: Quando as Luzes se Apagam (2016)

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Quando as Luzes se Apagam

[Por Jarmeson de Lima]

Em sua essência, “Quando as Luzes se Apagam” é mais um drama familiar sobrenatural. Temos aqui uma mãe traumatizada, uma criança assustada, um pai desaparecido e uma filha rebelde compondo o núcleo principal desta produção que nos envolve em uma trama alegórica sobre o medo do escuro.
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