conecte-se conosco

Dicas

DICA DA SEMANA: A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça (1999)

Publicados

em

Lenda do Cavaleiro

[Por Geraldo de Fraga]

Umas das mais famosas adaptações do conto de Washington Irving é – pelo menos para mim – o último grande filme de Tim Burton. A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça (Sleepy Hollow, 1999) é uma obra onde todos os exageros do diretor funcionam perfeitamente. Não por acaso, levou o Oscar de Direção de Arte e ainda foi indicado nas categorias Fotografia e Figurino.

A sinopse é a seguinte: em 1799, o investigador de Nova York, Ichabod Crane é enviado ao condado de Sleepy Hollow para desvendar uma série de assassinatos, onde todas as vítimas são encontradas decapitadas. Os habitantes locais acreditam que o assassino seja o tal “Cavaleiro sem Cabeça”, que sai todas as noites para procurar a sua própria cabeça, perdida na guerra.

Crane não engole a lenda e decide investigar de forma séria. Johnny Depp, no papel do policial da cidade, cético e amante da ciência, que se confronta com as crendices do interior, já vivia de fazer caretas, mas ainda sem a afetação de hoje. Na minha humilde opinião, é a sua segunda melhor atuação sob o comando de Burton, perdendo apenas para Ed Wood.

O elenco também traz uma galera de responsa: Christina Ricci, Miranda Richardson, Casper Van Dien, Jeffrey Jones, Michael Gambon, o mestre Christopher Lee, além de ninguém menos do que Christopher Walken, como o vilão.

A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça, com seu tom cômico e despretensioso, é diversão certa e com um roteiro criativo que não duvida da inteligência do espectador. O filme já passou centenas de vezes na TV aberta, mas se você ainda não viu, corra que ele está disponível no catálogo da Netflix Brasil.

Gosta de nosso trabalho? Então nos dê aquela forcinha contribuindo através do PicPay!

Continue lendo
Clique para comentar

1 comentário

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Dicas

DICA DA SEMANA: Maniac Cop – O Exterminador (1988)

Publicados

em

Maniac Cop

Que os anos 80 foram o “boom” dos slashers não é novidade nenhuma. Brutamontes assassinos com força sobrenatural e praticamente à prova de balas fizeram a alegria dos fãs do gênero durante a década dos mullets e casacos com ombreira. Mas com o passar do tempo a galinha dos ovos de ouro dos estúdios começou a mostrar cansaço.

Foi quando realizadores como Larry Cohen (que escreveu e dirigiu clássicos como “Nasce um Monstro“) e William Lustig (diretor do excelente “O Maníaco“, que viria a ter uma ótima refilmagem protagonizada por Elijah Wood, em 2012) resolveram tirar esses assassinos dos acampamentos de verão e trouxeram para a cidade grande, dando um tom de “realidade” aos filmes do subgênero.

Maniac Cop vem de uma Nova York decadente e violenta, onde uma jovem garçonete é assassinada. As testemunhas, que minutos antes do ocorrido estavam tentando assaltar a moça, apontam a autoria para um homem-da-lei. O único que aparentemente leva a sério a denúncia é o detetive Frank McCrae (o grande Tom Atkins, de “Night of the Creeps” e outros filmaços) que em sua busca por um policial com problemas psicológicos, acaba esbarrando em Jack Forrest (Bruce Campbell, que dispensa apresentações) que está sendo acusado de matar sua esposa. Para o departamento de polícia, o assassino serial foi encontrado, mas para McCrae e Theresa Mallory (Laurene Landon), a amante de Jack e também policial, a investigação está apenas começando.

Sabemos que Jack é inocente mas quem diabos está realmente matando transeuntes na Grande Maçã? A resposta vem em forma de um policial lendário chamado Matt Cordell (Robert Z’Dar, figura com traços marcantes que interpretou vários vilões) que caiu numa emboscada e acabou sendo preso após denunciar um esquema mafioso que chegaria até o prefeito da cidade. No presídio, sofre um ataque enquanto tomava banho e apesar da ajuda do médico da instituição e de sua então namorada, ele é declarado oficialmente morto. Mas Cordell “volta dos mortos” e começa sua vingança (de um jeito meio cagado, vale salientar…).

Um filme de ação policial (outro gênero que fez muito sucesso nos anos 70 e 80) misturado com horror (com direito a uma boa quantidade de sangue), fazem de Maniac Cop um ótimo exemplar de slasher que alia diversão com crítica social ao mostrar as consequências geradas graças a um sistema corrupto e uma polícia que não “serve e protege” como deveria.

Ah! O sucesso de Maniac Cop rendeu duas sequências inferiores mas que também garantem boa diversão com um Cordell ficando cada vez mais sobrenatural e invencível. Mas deixando as filiais e voltando à matriz… cá entre nós, tem como não resistir e não ver (ou rever) um filme com Tom Atkins, Bruce “Ash” Campbell, Robert Z’Dar e pontinhas de Richard Roundtree (O “Shaft”, porra!), do diretor William Lustig e de Sam Raimi? Não, né? CLICA AQUI e assiste!

Gosta de nosso trabalho? Então nos dê aquela forcinha contribuindo através do PicPay!

Continue lendo

Dicas

DICA DA SEMANA: Children Shouldn’t Play with Dead Things (1972)

Publicados

em

Children Shouldn't Play with Dead Things

Fruto de um período anárquico no cinema, onde realizadores independentes pegavam qualquer orçamento pra filmar o que queriam, “Children Shouldn’t Play With Dead Things” toma emprestado um pouco desse espírito e o contexto de contracultura hippie ainda remanescente. Isso se vê claramente no visual da turma que aparece neste longa com suas roupas coloridas, adereços e papos viajados.

É com uma conversa mole prometendo diversão exótica e uma festa diferente que vemos uma galera sem noção ir até uma ilha remota para realizar um ritual macabro. Sim, exatamente isso! Eles estão indo passar a noite em uma região isolada que, não por acaso, possui um cemitério abandonado (!). Seria o típico lugar ideal (só que não) para essa trupe se divertir com o sobrenatural sem maiores consequências até a hora em que forças ocultas resolvem agir.

Tirando uma coisa e outra, até parece algo comum pra quem se acostumou com várias obras de terror, mas “Children Shouldn’t Play With Dead Things” é tão bagaceiro que custa a lembrar que ele veio ANTES de tanta tranqueira parecida na seara de filmes de zumbis e em cabanas. É possível ver paralelos dele nas obras de horror italiano no aspecto grotesco e até em “The Evil Dead” com aquele negócio de pegar um livro de magia e despertar “sem querer” uma maldição com seres do além.

Mas calma… até aparecerem os mortos-vivos atacando os incautos, a história traz toda uma enrolação apresentando a conjuração satânica, pegadinhas com os personagens e profanação de cadáveres em tom de “brincadeira”. Isso tudo naquele clima de cinema exploitation onde o que vemos não é bem levado a sério por conta da atuação limitada e da canastrice dos atores, o que pode configurar um charme a mais pra esta produção orçada em menos de 70 mil dólares e filmada em poucos dias.

Children Shouldn’t Play With Dead Things” não chegou a ser lançado oficialmente por aqui, mas está no YouTube assim como muita coisa que merece ser (re)descoberta pelos fãs do gênero. Uma última coisa que merece ser mencionada é que este foi o segundo longa do diretor Bob Clark (que ainda assinava como Benjamin Clark), o mesmo que realizou “Noite de Terror” (Black Christmas), a saga “Porky’s” e “Bebês Geniais“.

Gosta de nosso trabalho? Então nos dê aquela forcinha contribuindo através do PicPay!

Continue lendo

Dicas

DICA DA SEMANA: REC (2007)

Publicados

em

Found Footage é um tipo de produção que divide opiniões desde que A Bruxa de Blair estourou, lá em 1999. O estilo “câmera na mão” virou febre durante bons anos, até mesmo porque se mostrou uma forma muito mais barata de se realizar um filme. Quem é fã de horror sabe da enxurrada de longas desse estilo que inundou o cinema de gênero.

Na minha humilde opinião, a esmagadora maioria pode colocar num saco e jogar no lixo. Por outro lado, alguns se mostraram bons produtos, e uns poucos se transformaram em filmes essenciais, até considerados clássicos modernos.

Um desses exemplos é REC, dirigido por Jaume Balagueró e Paco Plaza. Olhando para ele hoje em dia, a mistura Found Footage + zumbis/infectados pode não parecer tão atraente, mas lá em 2007, o filme fez muita gente cagar nas calças e recolocou a Espanha no mapa do terror mundial.

O enredo é simples. Acompanhamos uma equipe de reportagem (uma repórter e um cinegrafista) que gravam um programa específico sobre profissionais que trabalham à noite. Um belo dia, enquanto filmam a rotina do corpo de bombeiros de Barcelona, os dois acompanham o batalhão em um chamado de emergência.

Chegando ao local, eles se deparam com uma infecção que deixa as pessoas descontroladas e agressivas. Quando o prédio é colocado em quarentena, o bicho pega. O fato de o filme se passar praticamente em um cenário, aliado ao estilo “câmera da mão”, dá uma sensação única de claustrofobia. O ritmo acelerado é perfeito e tem uma boa reviravolta no fim (algo que as continuações estragaram).

Está disponível de graça na Pluto TV. Vá sem medo.

Gosta de nosso trabalho? Então nos dê aquela forcinha contribuindo através do PicPay!

Continue lendo

Trending