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Resenhas

SÉRIE: Slasher – S02 – Guilty Party (2017)

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[Por Felipe Macedo]

Os filmes do tipo slasher são com certeza os mais conhecidos do gênero terror. Afinal, quem nunca ouviu falar de Chucky, Jason, Michael Myers e Freddy Krueger, entre outros? Se fosse citar todos os vilões desse tipo de filme, a resenha só seria isso. Mas bem, na onda de reviver certos gêneros e filmes clássicos, as produtoras estão pegando o roteiro de filmes como “Maquina Mortífera” e “O Exorcista” e transformando-os em séries. No caso deste seriado, os produtores pegaram a ideia geral do que se espera de um slasher movie e o transformaram em série antológica.

Com uma primeira temporada produzida pelo canal americano Chiller, Slasher, a série, trouxe uma trama que envolvia uma cidade do interior americano, traumas do passado e muitos, muitos assassinatos sangrentos. Ainda assim, não cativou esse slasherwhore por conta de problemas latentes como: roteiro sem graça, atores péssimos, direção irregular e uma previsibilidade sofrível. Para se ter uma ideia, a identidade do vilão já pode ser percebida logo no início da trama.

Para minha surpresa, foi anunciada tempos depois uma segunda temporada com produção da Netflix, que adquiriu os direitos da série. Graças aos deuses do slasher isso aconteceu, pois essa segunda temporada é uma evolução considerável em relação a primeira. Desta vez, a trama segue alguns amigos que retornam ao local onde um dia foi uma colônia de férias para sumir de vez com um erro de anos atrás. Leia-se: o corpo decomposto de uma garota.

O que eles não esperavam é que o lugar estivesse em pleno inverno e eles tivessem que ficar numa casa que virou uma espécie de refúgio espiritual e comunidade de auto-ajuda. O problema maior viria, claro, na forma de um assassino mascarado que tinha por objetivo caçar e matar um por um. E como todo bom slasher, a fúria do serial killer também caiu sobre pessoas que não tinham nada a ver com o crime passado. Deu pra notar que as inspirações a slashers clássicos e modernos como “Sexta-Feira 13” (1980), “A Morte Convida Para Dançar” (1981) e “Eu Sei o Que Vocês Fizeram no Verão Passado” (1997) são bem evidentes.

É nessa colcha de retalhos que a trama se desenvolve em oito episódios. O bom é que o formato de seriado permite um desenvolvimento maior dos personagens, sendo eles vítimas ou suspeitos, criando um clima bacana onde o público não consegue imaginar quem vai pro saco ou quem é o vilão. Nesta temporada ao menos conseguiram manter o mistério de quem seria o mascarado da vez por um tempo bem maior. Só perto do fim, caso se preste bem atenção, é que o mistério se revelará. Outro ponto a favor é que temas delicados como homofobia, estupro e depressão são abordados no decorrer dos episódios dando mais dimensão aos personagens.

O gore é extremamente generoso com tripas e carnes queimadas fazendo parte do menu. Recomendo muito para quem curte uma história de mistério com violência extrema e pra quem como eu, é fanático por esse sub-gênero tão lindo. Estou ansioso para uma eventual terceira temporada e que trama poderá abordar.

Escala de tocância de terror:

Série: Slasher – 2ª Temporada – Guilty Party
Produção: Netflix
Criador: Aaron Martin
Elenco: Leslie Hope, Jim Watson, Paula Brancati e outros..
Ano de lançamento: 2017

https://www.youtube.com/watch?v=xUUY9Eia984

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"Nós deixamos de procurar os monstros embaixo de nossas camas, quando percebemos que eles estão dentro de nós"

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RESENHA: Pânico (2022)

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Pânico

A franquia Pânico tem um grande espaço no meu coração de cinéfilo. Lembro de ter convencido minha irmã a não lanchar na escola no dia seguinte para podermos alugar o VHS do primeiro filme no meio da semana. Reunimos os amigos da rua e juntos assistimos à primeira aparição do Ghostface, hoje icônico vilão(a).

Vi todas as sequências no cinema e mesmo preferindo o original, gosto delas. Quando veio a noticia de um reboot da franquia, fiquei receoso. Primeiro porque não seria mais Wes Craven quem dirigiria e depois pelos rumores de como utilizariam os personagens clássicos. Até que enfim pude ver o resultado deste novo filme da franquia.

A cidade de Woodsboro mais uma vez se vê palco de assassinatos misteriosos e brutais, deixando claro que um novo Ghostface surgiu, mas há algo diferente dessa vez. O foco está numa garota que volta à cidade para tentar desvendar o mistério e que recebe ajuda de outros velhos conhecidos da franquia enquanto uma pilha de corpos se acumula no caminho.

Todos sabem que Pânico sempre foi conhecido por brincar com a metalinguagem. E dessa vez não é diferente. Esta nova produção ainda provoca uma sátira da briga de fãs entre o estilo de terror elevado com filmes como A Bruxa em detrimento do slasher aqui utilizando a propria série representada pelos filmes da franquia Punhalada (STAB) – o filme dentro do filme. Isso além de brincar com o conceito de reboots que anda dominando os filmes daquele jeito que gostamos de ver.

A tecnologia sempre foi uma aliada do asasssino e mais uma vez ela evolui para que Ghostface se utilize disso para causar o terror. Isso também não deixa de ser um lembrete que esses aparelhos e aplicativos são usadas para causar o mal. Este longa de 2022 é bem sucedido em analisar e brincar com o que acontece no cenario do terror atual, além de cutucar a fanbase tóxica de uma forma geral.

Os novos personagens são carismáticos e logo criamos vínculos com eles. É divertido ver esses jovens cientes de onde estão se metendo, porém mais ligados nas regras estabelecidas pela franquia e dando mais trabalho a nosso vilão(a). O reencontro com Sidney, Gale e Dewey além de bem executado, não é feito de forma banal. Estes personagens “clássicos” tem importância para a história e toda cena em que aparecem, o coração do fã se aquece. A passada de tocha para o novo elenco é feita de modo natural e muito respeitoso. Wes estaria orgulhoso.

O que mais curti desse novo longa é que investiram mais no suspense e na antecipação do susto, coisa que senti falta em Halloween Kills (2021) onde Michael vai do ponto A a B matando figurantes irrelevantes e sem carisma, sem criar tensão e ainda cometendo a heresia máxima de descaracterizar a personagem central. Isso não ocorre aqui, felizmente.

Ah, e deixando claro, esse é o filme da franquia com um elevado grau de gore e sangue jorrando, com o Ghostface mais brutal. Esse é o reboot ideal que respeita o que veio antes, não ignora eventos e mesmo com foco maior no filme original, existe uma penca de easter eggs e diálogos que remete às demais continuações.

Pânico pode ser considerado o Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa(2021) do terror, com vários momentos onde o cinema interagia, gritava e se emocionava. Sinceramente nunca assisti a um filme de terror no cinema onde isso tivesse acontecido. Para quem é fã, Pânico é obrigatorio.

Escala de tocância de terror:

Título original: Scream
Direção: Matt Bertinelli-Olpin, Tyler Gillet
Roteiro: James Vanderbilt, Guy Busick
Elenco: Melissa Barrera, Neve Campbell, Courtney Cox, David Arquette e outros
Ano de lançamento: 2022

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RESENHA: Resident Evil – Bem-Vindo a Raccoon City (2021)

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Raccoon City

Desde que foi anunciado um reboot da franquia RESIDENT EVIL para os cinemas, fãs dos games e até dos filmes do Paul W. S. Anderson estrelado pela Milla Jovovich ficaram ouriçados, até que o trailer saiu e causou geral na internet. Eis que, finalmente, o filme, agora intitulado de RESIDENT EVIL: BEM-VINDO A RACCOON CITY (Resident Evil: Welcome to Raccoon City), saiu para os cinemas e disputou o título de mais odiado de 2021.

Pra começar, acho que é justo adiantar que, apesar de eu ter jogado, não sou fã da franquia. Ou seja, achava legal, mas nada além disso. O lance é que eu jogava mais casualmente e sem me ater a detalhes da trama e as conexões entre todos os jogos da franquia. Dito isso, como fã de cinema de horror que sou, vi o filme mais pela ótica de um filme de baixo orçamento – pelo trailer tava nítido isso – do que pela fidelidade aos games. E neste sentido, RESIDENT EVIL: RACCOON CITY é um filme bem irregular em vários aspectos, mas que não me ofendeu.

Na trama, acompanhamos Clarie Redfield que vai para Raccoon City em busca do seu irmão mais velho, Chris, para mostrar denúncias de envenenamento da população por parte da Umbrella Corporation. Porém, mal sabe ela que a cidade está prestes a entrar em colapso envolvendo infectados por uma espécie de vírus criado em laboratório que transforma as pessoas em zumbis.

Não dá pra negar que o filme é tecnicamente fraco, mal acabado e tosco. Salvo as maquiagens dos infectados que se resumem a pele pálida esverdeada e sangue na boca que pra mim ficaram legais. O CGI, não só das criaturas, mas de veículos como o caminhão e o helicóptero, é podre de tão amador. Ficou nítido que a Sony tava cagando pra esta produção, então o encarei como o filme de baixo orçamento que é e tentei relevar essas coisas durante maior parte do tempo. Mas, pra mim, o longa tem dois grandes defeitos que suponho serem os principais problemas em comum tanto para os fãs da franquia quanto pra quem não liga pros jogos: Roteiro e personagens.

Escrito e dirigido por Johannes Roberts, RESIDENT EVIL: RACCOON CITY tenta fundir as tramas de 3 jogos em um único filme e o resultado é uma bagunça apressada cheia de situações mal contadas, diálogos ridículos e personagens muito mal escritos. – Tudo se passa em uma madrugada! – Quanto aos personagens, a diversidade étnica é muito bem vinda, porém as personalidades são bem zoadas. Provavelmente os fãs do Lion, por exemplo, vão se irritar pois aqui ele é retratado como um completo idiota que mal sabe segurar uma arma – mas que porra? – e que está presente em uma das cenas mais ridículas do filme na qual envolve um infectado em chamas… parei.

Em contrapartida, a direção de Roberts é boa em alguns bons momentos, principalmente nos que se passam na mansão Spencer, onde ele faz um bom uso do espaço claustrofóbico e escuro dos cenários, conferindo boas cenas de tensão e ação. É tudo muito cru e direto, sem maneirismos ou cenas mirabolantes, o que pra mim soou como acerto visto as limitações do filme. O design de produção em geral é honesto e procura ser fiel como o mapa de Raccoon City e os cenários, porém o descaso com os efeitos visuais deixa tudo fake atrapalhando na imersão. Tem fan service? Tem! Agora se são suficientes pra ganhar o coração dos fãs, aí já não sei dizer.

Em resumo, a impressão que fica é que RESIDENT EVIL: RACCOON CITY é um filme que provavelmente vai ser visto como um lixo pelos fãs dos games – com razão! -, qualquer coisa (e ignorado) por grande parte do público em geral, ou simplesmente inofensivo pra poucos, como no meu caso, que, apesar dos pesares, acabou me divertindo.

Escala de tocância de terror:

Título original: Resident Evil: Welcome to Raccoon City
Direção: Johannes Roberts
Roteiro: Johannes Roberts
Elenco: Kaya Scodelario, Hannah John-Kamen, Robbie Amell, Avan Jogia
Origem: Canadá/Alemanha

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SÉRIE: Chucky (2021)

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Chucky

Chucky sempre volta. De um jeito ou de outro, o brinquedo assassino encontra um meio de continuar seu reinado de horror. Dessa vez o formato é que mudou, ao invés de filme (reboot ou remake), nosso querido vilão retorna às telas no formato de série. A proposta, no entanto, segue a mesma com promessa de muitas mortes e sustos.

Na trama de “Chucky”, produção original do SyFy, seguimos Jake, um introvertido adolescente que é perseguido por outros jovens e vítima de bullying pesado. Como se não bastasse, ele tem a infeliz ideia de comprar um boneco “good guy” numa feira de usados. Não demora muito para que “infelizes acidentes” comecem a acontecer e um insistente Chucky o tente convencer a começar um massacre na sua cidade. Será Jake capaz resistir à tentação de punir seus algozes? Ou no caso de evitar a tentação, ele conseguiria sobreviver à fúria do pequeno vilão?

Mas então, sem mais mistério, digo logo que gostei da série, mesmo tendo ressalvas no decorrer da temporada. Acho que o número de 8 episódios foi prejudicial. Tem uma queda de ritmo notável a partir da metade. E como é uma trama slasher, ela é preenchida com assassinatos frequentes, mas chega uma hora que cansa.

Os temas debatidos como o bullying, sexualidade e câncer são muito comentados, mas no roteiro eles são apenas arranhados. A primeira temática é até mais aproveitada no início, mas depois é deixada totalmente de lado. Uma grande surpresa aqui foi ver Chucky ser transformado em ícone queer. Foi interessante ver um vilão homicida despido de preconceito LGBTQIA+. A questão que pega nesse assunto é que o ator principal é péssimo. O rapaz só tem duas caras: abusinho e abusinho triste. Torci muito para que o boneco fizesse o favor de nos privar dessa atuação tenebrosa.

O restante do elenco até que se sai bem, trazendo velhos conhecidos da série (incluindo Brad Dourif, a clássica voz do boneco) e de outros filmes de terror em um show de fanservice que apresenta referências a eventos e personagens de filmes passados assim como acontece em “Homem-Aranha: Sem Volta para Casa”. Claro que temos o retorno de alguns rostos famosos da franquia, com o destaque para uma certa personagem. Ainda assim, a maioria deles representa apenas um aceno aos fãs e parecem meio deslocados da trama principal. Falando nisso, demora demais para que o plano de Chucky ande mas quando se é revelado, é bobo e muito vago.

É uma série pra lá de nostálgica, mas que se sacrifica pela longa duração e com um protagonista que não fará nenhuma falta caso não retorne para segunda temporada. Tem momentos gore, mas não tanto como nos filmes anteriores. Sinceramente queria mais.

A pergunta que fica é: será que dessa vez Chucky vai conseguir o que quer ou serão necessárias trocentas temporadas (a 2ª já foi confirmada) para que ele cumpra seu objetivo ou seja detido de uma vez por todas? Vale a pena passar umas horinhas como nosso pra lá de carismático brinquedo asasssino. Aqui no Brasil a produção está no catálogo da Star+.

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