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DICA DA SEMANA: Curtas de terror dirigidos por mulheres

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[Por Gabriela Alcântara]

Esses dias eu estava conversando com uma aluna que me pediu dicas de filmes de terror dirigidos por mulheres para assistir nas férias. Sabemos que o mercado ainda é dominado por homens, mas há alguns anos é possível ver cada vez mais diretoras trabalhando o gênero – e inclusive trazendo narrativas interessantes e fora da caixinha. Me empolguei na lista e acabei relembrando bons filmes feitos por realizadoras, incluindo alguns curtas. Vale lembrar que essas diretoras também tem longas de gênero (ou que flertam com o horror)!

O DUPLO – JULIANA ROJAS

O mito do Doppelgänger, aqui ganha ares claustrofóbicos muito semelhantes à estética de Polanski. Rojas nos traz a história de uma angelical professora de escola católica, que um dia vê seu “duplo” e a partir daí passa por uma série de transformações.

Vale ressaltar, além da magistral construção de ambiente (espacial, sonoro) tão característica do cinema de Rojas, a também excelente atuação de Sabrina Greve e Gilda Nomacce (na minha opinião uma das atrizes mais incríveis do cinema brasileiro atualmente). Para quem quiser engatar na cinematografia de Rojas, a diretora tem ainda os longas “Sinfonia da Necrópole”, “Trabalhar Cansa” e o recém-lançado “As Boas Maneiras”.


OS MORTOS VIVOS – ANITA ROCHA DA SILVEIRA

Em “Os Mortos Vivos”, estamos diante mais da tensão do que do horror. Tensão extremamente próxima do real, representada por um dos maiores medos da humanidade: a solidão. O filme tem um ar lento e denso de suspense, com alguns planos belíssimos, como a primeira cena, em que temos um plano sequência de Bia (Clarice Lissovsky).

Bia é a ficante de João (João Pedro Zappa), que vai ao banheiro em uma festa e desaparece sem dar explicações. Além de ser a primeira cena do curta, este é o único momento em que vemos Bia, em um take profundo e desconfortável, onde a personagem mira o vazio/nós. Se você curtir o filme e quiser ir em busca de mais trabalhos da Anita, ela tem ainda o longa “Mate-me Por Favor”, além de outros curtas que estão disponíveis no Vimeo.

[vimeo 40930357 w=640 h=360]



MONSTER –
JENNIFER KENT

Uma mãe solo que mora com o filho pequeno em uma casa antiga. Filmado em preto e branco e com um clima de suspense crescente, “Monster” é o curta-metragem que deu origem ao celebrado “The Babadook”, da mesma diretora. Pessoalmente, inclusive, acredito que prefiro o curta. Nele percebemos mais claramente as mutações e a incerteza das fronteiras que separam mãe e a criatura que habita a casa – tal qual o Babadook.

Se há um mérito no longa, é que este sofistica a história, especialmente em termos de arte. Vale a pena fazer a dobradinha e emendar o curta – que está no Vimeo da diretora – com o longa, disponível na Netflix.

[vimeo 39042148 w=640 h=352]

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DICA DA SEMANA: Hanyo, a Empregada (1960)

O cinema sul-coreano de horror é um dos melhores do mundo. E não é de hoje…

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Hanyo

Após a grande vitória de Parasita no Oscar 2020, os olhos do público admirador da sétima arte se voltaram para a Coreia do Sul. E aproveitando esse barco, minha dica de semana é um filme de 1960 chamado “Hanyo, a Empregada“, considerado o “Cidadão Kane” coreano pelo diretor Bong Joon-ho. (mais…)

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DICA DA SEMANA: O Nevoeiro (2007)

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O Nevoeiro
[Por Júlio Carvalho]
Aproveitando que de uns meses pra cá – ok, quase sempre! – Stephen King tá em alta. Principalmente por conta do segundo capítulo de IT – A Coisa, algumas produções da Netflix e Doutor Sono, vou indicar uma das melhores adaptações suas já feitas para o cinema: O NEVOEIRO (The Mist, 2007) que se encontra, não sei até quando, no catálogo da Amazon Prime Video. (Por favor não confundam com a série de mesmo nome!) (mais…)

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DICA DA SEMANA: O Exército do Extermínio (1973)

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Exército do Extermínio

Quando se fala que George A. Romero não fez só ‘filmes de zumbi’, as primeiras produções que vêm à mente são os famosinhos Martin, Instinto Fatal e A Metade Negra, além da clássica antologia Creepshow: Arrepio do Medo. Mas lá em 1973, somente cinco anos após A Noite dos Mortos-Vivos, Romerão lançava outra obra totalmente politizada. (mais…)

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