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Resenhas

GAME: Hellblade – Senua´s Sacrifice (2017)

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[Por Felipe Macedo]

Produzido pela Ninja Theory, responsável pelo mais recente “Devil May Cry“ e por outros tantos bons games, surge “Hellblade: Senua´s Sacrifice”. À primeira vista, este é só um game de ação e que usa a mitologia nórdica como base, sendo que ele vai além. A história segue Senua, uma jovem guerreira que parte em jornada ao encontro de Hela, a deusa dos mortos, a fim de que ela traga de volta seu amado.

A princípio achava que o jogo seria uma versão feminina de Kratos, protagonista da série God of War. Para minha surpresa, o enredo se torna um terror psicológico dos mais pesados e densos. Não estava preparado para o que viria no decorrer da narrativa.

Antes da abertura somos avisados que esse é um jogo que retrata várias doenças mentais – em especial a esquizofrenia – e que pessoas que passam ou passaram por algum distúrbio da mente podem se sentir incomodadas com as situações retratadas. Além disso, pessoas mais sensíveis provavelmente se sentirão constrangidas com imagens de violência explicita.

O gameplay segue a linha dos jogos de ação, onde além de se movimentar, Senua tem ataques fracos, fortes e de defesa. Seu parry que é a defesa de última hora, desnorteia um inimigo que está prestes a te ferir. Além disso, ela tem o poder do foco, utilizado para realizar os puzzles e revelar novos caminhos acionando o poder das runas que são colecionáveis do jogo e contam mais sobre a mitologia . Os cenários são vilas devastadas com corpos decompostos espalhados, templos sinistros, rios formados por sangue e pessoas queimadas e agonizantes nas margens…

Os inimigos comuns na sua maioria são espectros de guerreiros, mas o destaque fica com os chefes que além de visualmente muito impactantes, rendem batalhas muito intensas e memoráveis. Cito, por exemplo a batalha com o Fenrir, uma enorme e violenta besta que enfrentamos numa caverna escura ao meio de um surto, que se assemelha também a uma violenta crise de ansiedade. Pra mim em particular, foi uma boss fight que entra na lista das melhores que já enfrentei.

O terror vem desses surtos e como a protagonista e os cenários se comportam nesses momentos. Vozes, vultos e cenários que se modificam causam um desconforto imenso em quem joga. Para os gamers que procuram jumpscares e batalhas constantes, esse game não é pra você. Temos um terror intimista e focado em puzzles, embora tenha momentos tensos em batalha. Para quem for até o final, verá uma conclusão devastadora e inesquecível. Digo com toda certeza que esse foi o melhor jogo do ano passado. E não estou sozinho nisso! Na votação dos melhores do ano realizada pela Sony, o game ganhou como melhor jogo independente para PS4.

Hellblade: Senua´s Sacrifice se encontra disponível para PS4 e PC

https://www.youtube.com/watch?v=I-9zzTRvOKY

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RESENHA: In Search of Darkness (2019)

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Search of Darkness

[Por Frederico Toscano]*

In Search of Darkness é um documentário com uma proposta simples e direta: destrinchar a produção de horror dos Estados Unidos da década de 80. Lançado em maio do ano passado, acabou não chamando tanta atenção no Brasil (ou mesmo lá fora), provavelmente por não ter recebido uma distribuição e divulgação mais abrangentes. O que é compreensível, já que o projeto não saiu de um estúdio convencional, sendo fruto de uma bem-sucedida campanha de arrecadação dos sites Kickstarter e Indiegogo.

Com a meta alcançada e os fundos garantidos, o diretor e roteirista David Weiner deve ter pensado que os apoiadores mereciam ver seu dinheiro bem empregado. E entregou um filme de quatro horas e meia de duração. E pensar que teve gente reclamando de O Irlandês(mais…)

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RESENHA: The Titan (2018)

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The Titan

Em mais uma aposta da Netflix na Ficção Científica, “The Titan” é uma prova que nem sempre a gigante do streaming acerta em suas produções. Veja bem, não é culpa da produção técnica em si (quase sempre impecável), mas de parte do roteiro e de seu ritmo. (mais…)

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SÉRIE: Coletivo Terror (2020)

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Coletivo Terror

Coletivo Terror (Bloodride), série norueguesa da Netflix, é uma produção em formato de antologia. São seis episódios com histórias independentes, durando cerca de 30 minutos cada. Os roteiros são diversificados, temos contos de fantasmas, psicopatas, lendas nórdicas, tudo no melhor estilo Além da Imaginação.

Three Sick Brothers

Muita gente pensa que escrever histórias curtas pode ser fácil, mas nem todo mundo é capaz de condensar uma ideia em um espaço de tempo limitado. Em certos casos é até mais difícil. E a série criada por Kjetil Indregard e Atle Knudsen tropeça justamente aí, falhando em dar ritmo aos capítulos e buscando sempre uma reviravolta que poucas vezes surpreende o espectador.

The Elephant in the Room

De algum destaque, listamos como bons argumentos os episódios Three Sick Brothers (E02), Lab Rats (E04) e The Elephant in the Room (E06). A intenção foi boa, mas uma coisa ou outra no roteiro acaba deixando-os menos interessantes do que poderiam ter sido. Lab Rats tinha tudo para ser ótimo suspense, não fossem os diálogos constrangedores.

Ultimate Sacrifice

Ultimate Sacrifice (E01), Bad Writer (E04) e The Old School (E05) são os responsáveis por jogar a nota do programa lá pra baixo, com histórias ruins, previsíveis e atuações que deixam a desejar. O primeiro principalmente por ser o único a fugir do lugar comum e focar em um fato histórico bem norueguês: a herança viking.

Talvez o formato de curtas empolgue quem procura um passatempo rápido e leve, mas não espere ser surpreendido em nada por Coletivo Terror. Se uma segunda temporada for confirmada pela Netflix, é bom os criadores começarem a se esforçar mais.

P.S.: Não entendi a relação com o ônibus da abertura.

Escala de tocância de terror:

Título original: Bloodride
Direção: Geir Henning Hopland e Atle Knudsen
Roteiro: Kjetil Indregard e Atle Knudsen
Elenco: Stig R. Amdam, Anna Bache-Wiig e Ellen Bendu
Origem: Noruega

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