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RESENHA: Sobrenatural – A Última Chave (2018)

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[Por Felipe Macedo]

Hollywood é conhecida por sugar sobrenaturalmente suas franquias de sucesso tirando até a última gota de sua essência. Isso acontece atualmente com tantas franquias de terror que mais uma foi vítima deste método. “Sobrenatural” (Insidious) é uma franquia iniciada em 2010 por James Wan e o roteirista Leigh Whannell. que tem filmes lançados de tempos e tempos. Agora no quarto episódio, o filme vem com o subtítulo “a última chave”. Mas e aí, presta? Bem.. vamos por partes.

O enredo é mais uma vez focado em Elise, a medium que se tornou a protagonista da franquia. O início do longa mostra a personagem em sua infância com o despertar dos seus poderes e sua relação com os parentes, fazendo logo um contraponto. Enquanto sua mãe é compreensiva e carinhosa, seu pai tem medo da medinuindade da filha e é violento com a pequena.

Para piorar a situação, a família mora do lado de uma prisão e as pessoas mortas vivem assombrando a casa. Para completar, a garota é alvo de um demônio que tem os dedos das mãos em formato de chaves e que como poderiam prever, é o vilão principal. Em alguns minutos de tela, o filme dá um salto de tempo, mostrando Elise já adulta e tendo que enfrentar seus medos quando seu trabalho a manda de volta para sua casa de infância.

O filme funciona até que bem na primeira parte mostrando as origens da personagem. Fico até me perguntando se essa premissa não seria o suficiente para esse novo filme. A ideia é bacana, mas como não é o mote do filme, isso é mostrado de forma apressada e um tanto quanto vazia. Este trecho também apresenta as melhores partes do filme e possui ainda uma cena não tão comum para um filme de terror mainstream. O restante dele, no entanto, se desenvolve da forma que conhecemos e apela para partes de alívio cômico que não possuem a mínima graça. Ao invés do riso, tudo gera o constrangimento.

A James Wanização na direção creditada a Adam Robitel é evidente. Esse é mais um filme da safra de onde o produtor parece ter dirigido o filme. Em termos técnicos, a fotografia é escura e bem utilizada, principalmente no início, dando um ar sinistro e triste para o longa. As atuações estão na média e Lin Shaye é uma atriz extremamente carismática, fazendo com que torçamos e acreditemos no drama de sua personagem.

No mais, “Sobrenatural – A Última Chave” é esquecível. Rende uns jumpscares aqui e ali, mas quando se sai da sessão, esquecemos do que rolou quase que instantaneamente. Fica a impressão de que o ciclo de histórias se fechou e que a série pode finalmente ficar no limbo. Mas como rendeu bem de bilheteria… não me surpreenderia se aparecer um Sobrenatural 5 nos próximos anos.

Escala de tocância de terror:

Título: Sobrenatural: A Última Chave
Diretor: Adam Robitel
Roteiro: Leigh Whannell
Elenco: Lin Shaye, Leigh Whannell, Bruce Davison e outros
País de origem: EUA
Ano: 2018

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2 Comentários

2 Comments

  1. Jaime Rojas

    27 de junho de 2018 a 15:00

    É um filme aceitável, mas nada comparável com a primeira parcela da saga. A pequena participação de Patrick Wilson parecia boa, é um ator muito bom para esse tipo de filme. Ele sempre surpreende com os seus papeis, pois se mete de cabeça nas suas atuações e contagia profundamente a todos com as suas emoções. O filme superou as minhas expectativas, o ritmo da historia nos captura a todo o momento. Além, acho que a sua participação neste filme drama realmente ajudou ao desenvolvimento da história.

  2. Pingback: RESENHA: Escape Room (2019) | Toca o Terror

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RESENHA: Maria e João – O Conto das Bruxas (2020)

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Maria e João

MARIA E JOÃO – O CONTO DAS BRUXAS é inspirado num dos contos mais conhecidos dos irmãos Grimm que já foi adaptado várias vezes pras telas. Até uma versão estilizada estrelando o Gavião Arqueiro dos Vingadores já teve! Agora é a vez de Osgood “Oz” Perkins dar sua visão à história optando pelo horror de fato nos oferecendo uma fábula cruel e cabulosa típica dos contos originais. (mais…)

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RESENHA: Quando as Luzes se Apagam (2016)

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Quando as Luzes se Apagam

[Por Jarmeson de Lima]

Em sua essência, “Quando as Luzes se Apagam” é mais um drama familiar sobrenatural. Temos aqui uma mãe traumatizada, uma criança assustada, um pai desaparecido e uma filha rebelde compondo o núcleo principal desta produção que nos envolve em uma trama alegórica sobre o medo do escuro.
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RESENHA: O Poço (2020)

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O Poço

Com uma produção modesta com apoio do governo espanhol e distribuição da Netflix, “O Poço” (El Hoyo) mescla mistério, drama e ficção científica numa trama que é fácil de resumir, mas difícil de explicar. Assim como obras como “Cubo” e “Demônio“, a ação deste filme se concentra em alguns poucos cenários, restando aos atores imprimir um trabalho que chama a atenção do público.

O estreante em direção de longas, Galder Gaztelu-Urrutia, apresenta aqui uma história que se passa em uma espécie de prisão vertical, em que cada andar abriga dois presos. A plataforma não possui grades ou janelas… apenas as paredes, camas e um buraco no chão e no teto que é por onde uma vez por dia desce uma grande mesa de comida.

E é através do comportamento dos presos frente às refeições que são destrinchadas analogias sociais de opressão, solidariedade e das relações de poder que vão de cima para baixo literalmente. Quem tem sorte de ficar nos níveis superiores tem a chance de comer as refeições com os pratos ainda intactos e limpinhos. Já quem está mais abaixo vai tendo que se contentar com o que vai sobrando sem que nehum dos confinados tenha a preocupação de deixar algo para quem vai se alimentar depois. 

Nesta situação de isolamento dividida em um lugar onde você não queria estar e com quem você não queria conviver, o lado obscuro de cada um se revela e podemos esperar o pior na medida em que vemos o que acontece nos níveis inferiores do Poço. Podia ser só um filme tipo crítica social ao sistema carcerário, mas ele abrange uma metáfora maior sobre nossa presença no mundo e nossa responsabilidade diante da escassez e desperdício de alimentos.

Apesar de ter um ritmo mais reflexivo, “O Poço” sempre guarda cenas impactantes (e com boa dose de gore) no desdobramento de sua história garantindo uma certa fluidez pra quem assiste. Obras assim que oferecem algo a mais do que aparentam estão em falta no cardápio da Netflix, mas são sempre bem vindas.

Escala de tocância de terror:

Título original: El Hoyo
Diretor: Galder Gaztelu-Urrutia
Roteirista: David Desola
Elenco: Ivan Massagué, Zorion Eguileor, Antonia San Juan
País de origem: Espanha

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