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DVD: Digistak “Tobe Hooper”

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[Por Jota Bosco]

Em 26 de agosto de 2017 perdíamos, aos 74 anos, Tobe Hooper. Como diretor e roteirista, Hooper passou grande parte de sua carreira dirigindo filmes que hoje são considerados clássicos do horror, como “Poltergeist” e a adaptação para TV do livro de Stephen King “Salem’s Lot.”

Em 1974, Hooper juntou um grupo de estudantes e professores para realizar um filme de baixo orçamento sobre um grupo de jovens que são atacados por uma família de canibais. Apesar de ter sido banido em vários países, incluindo o Reino Unido por seu conteúdo violento, “O Massacre da Serra Elétrica” seria extremamente bem sucedido nas bilheterias e agora é considerado um dos filmes de terror mais influentes de todos os tempos.

Como uma forma de homenagem, a Obras-Primas do Cinema lançou no final de 2017 “TOBE HOOPER“, digistack contendo três DVDs com quatro de seus clássicos: “O Massacre da Serra Elétrica“, “O Massacre da Serra Elétrica 2“, “Eaten Alive” e “Invasores de Marte“, todos em versões restauradas e remasterizadas, além de mais de 3 horas de extras!
P.S.: Se você correr, ainda pode conseguir a versão com os 4 cards com os posters!

DISCO 1

O primeiro disco traz as versões remasterizadas de “O Massacre da Serra Elétrica” e “O Massacre da Serra Elétrica 2.” FINALMENTE temos uma versão decente do clássico de 1974 lançada no Brasil. Peguei um print de um dos releases que possuo e coloco aqui lado a lado só pra que vocês possam comparar… 😀

– O Massacre da Serra Elétrica (The Texas Chain Saw Massacre, 1974, 83 min.)
Elenco Principal: Marilyn Burns, Edwin Neal, Allen Danziger, William Vail, Gunnar Hansen.

Em 1973, a polícia texana deu como encerrado o caso de um terrível massacre de 33 pessoas provocado por um homem que usava uma máscara feita de pele humana. Nos anos que se seguiram, os policiais foram acusados de fazer uma péssima investigação e de terem matado o cara errado. Só que dessa vez, o único sobrevivente do massacre vai contar em detalhes o que realmente aconteceu na deserta estrada do Texas, quando ele e mais 4 amigos estavam indo visitar o seu avô.

 

– O Massacre da Serra Elétrica – Parte 2 (The Texas Chain Saw Massacre 2, 1986, 101 min.)
Elenco Principal: Dennis Hopper, Caroline Williams, Jim Siedow, Bill Moseley, Bill Johnson.

Treze anos após os eventos do primeiro filme, o xerife aposentado continua tentando capturar Leatherface e sua família, enquanto protege uma radialista que ouviu assassinatos pelo telefone e passa a ser atacada.

DISCO 2

– Eaten Alive (Eaten Alive, 1976, 91 min.)
Elenco Principal: Neville Brand, Mel Ferrer, Carolyn Jones, Marilyn Burns, William Finley.

Um psicopata caipira, dono de um velho hotel à beira do pântano no leste do Texas rural, aprisiona e mata os poucos hóspedes que se arriscam a parar no local para se hospedar. Para completar, ele alimenta seu enorme crocodilo de estimação com os restos mortais das suas vítimas.

– Invasores de Marte (Invaders from Mars, 1986, 101 min.)
Elenco Principal: Karen Black, Hunter Carson, Timothy Bottoms, Laraine Newman, James Karen.

Um garotinho testemunha o pouso de um OVNI no campo vizinho à sua residência. Seu pai, pensando se tratar de um sonho, vai verificar e só volta na manhã seguinte, apresentando um estranho comportamento. Pouco a pouco, outros moradores da cidade caem na armadilha dos “invasores de Marte”, sendo controlados, como zumbis, através de um dispositivo implantado em seus pescoços. Única testemunha ainda “humana”, o garoto precisa sair em busca de ajuda antes que seja tarde demais.

DISCO 3:

Mais de 3 horas de conteúdos extras! Disco especial contendo o documentário inédito de 60 minutos “O Massacre da Serra Elétrica – A Verdade Chocante“; Erros de Gravações; várias entrevistas com curiosidades sobre os quatro filmes de Tobe Hooper e muito mais.

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Simpático de corpo™ Vimeo: https://vimeo.com/jotabosco/ Youtube: https://www.youtube.com/user/sonicbosco/videos

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RESENHA: As Faces do Demônio (2020)

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As Faces do Demônio

Pouco se vê do cinema sul-coreano nas salas multiplex do país. E de terror então, nem se fala! “AS FACES DO DEMÔNIO” (Byeonshin 변신), que entraria em cartaz em março deste ano se não fosse a pandemia da COVID-19, estreia agora nos cinemas. A insistência em não lançar o filme em VOD e streaming apesar da quarentena talvez seja sinal de uma abertura maior para produções de gênero da Ásia nas salas comerciais depois que “PARASITA” fez a festa no Oscar.

Este novo longa coreano já começa com os dois pés nas caixas do peito do espectador com um exorcismo pra lá de escatológico que acaba em tragédia, servindo pra nos apresentar os personagens principais: o padre e o demonho. Sequência nada sutil com vômito de sangue, muita ferida e nojeira. A cena é tão surtada que lembra clássicos como “A MORTE DO DEMÔNIO” de Sam Raimi. Mas quando somos apresentados a família que vai sofrer com o malassombro, logo o tom muda radicalmente, entrando num ritmo mais calmo como é de se esperar das produções asiáticas, porém com certa agilidade atípica.

A trama de “AS FACES DO DEMÔNIO” é muito boa, mas infelizmente sua sinopse e trailers entregam muitos spoilers. Eu sei que é difícil, mas se puder, evite-os. A direção de Hong-seon Kim é segura e nos traz uma situação cabulosa atrás da outra. Incrível como o cinema sul-coreano consegue entregar momentos brutos e ternos dentro de uma mesma situação, por mais desconfortável que seja. Pra não estragar, vou evitar descrever o desenrolar dos eventos, mas dá pra dizer que o clima de paranoia, ao bom estilo O ENIGMA DE OUTRO MUNDO do mestre carpinteiro, é muito bem construído e acaba sendo a base que sustenta toda trama. Porém, o diretor perde a mão quando tenta “enfeitar” alguns momentos que poderiam ser mais contidos.

O que chama atenção logo de cara, é a fotografia cristalina e com uma paleta de cor de fortes contrastes entre azul e laranja, típica do cinema mainstream de hollywood predominante, deixando claro que a produção foi feita pra o mercado internacional. Isso é ruim? Seria se fosse mal feito, o que não é o caso. Outra coisa que salta os olhos, é o trabalho de maquiagem artesanal, tanto do possuído como dos cadáveres que podem causar certa repulsa. O que incomoda mesmo é o mal uso de CGI em situações que não precisariam. Não é nem uma questão de purismo, é porque ficaram mal feitas mesmo.

Talvez, o problema aqui é que, para além da estética nitidamente feita pra o público internacional, temos excessos tipicamente hollywoodianos que vão agradar o público em geral, mas podem incomodar os apreciadores do horror asiático mais contido. É sério! Tem hora que a pessoa pergunta pra tela: “PRA QUÊ TUDO ISSO?”. Mas a situação principal concebida é tão intrigante que dá pra relevar esses “exageros ocidentalizados” e ficar tenso do mesmo jeito.

No geral, AS FACES DO DEMÔNIO é um bom filme não só pela narrativa equilibrada e aspectos técnicos, mas pela forma nada convencional de como é tratado o lance de possessão, tema tão mal explorado no cinema de horror nos últimos anos.

NOTA: É bom lembrar que ainda estamos em plena pandemia. Então, se for arriscar, ao menos respeite os protocolos de segurança.

Escala de tocância de terror:

Título original: Byeonshin
Direção: Hong-seon Kim
Roteiro: Kim Hyang-ji
Elenco: Sung-Woo Bae, Dong-il Sung, Young-nam Jang
Origem: Coréia do Sul

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RESENHA: Invasão Zumbi 2 – Península (2020)

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Peninsula

Esqueça o que você viu e gostou em “Invasão Zumbi” (Train to Busan). “Invasão Zumbi 2: Península” (Train to Busan 2: Peninsula) consegue ser tão genérico e pouco original que se não fosse da mesma franquia nem valeria a pena a conferida. Aliás, a ligação entre os dois filmes se dá apenas pela breve introdução em que falam que uma epidemia se espalhou por toda a Coreia do Sul e em pouco tempo o país ficou em lockdown total.

Neste começo até temos uma palhinha do que o filme poderia ser se não tivessem se perdido na megalomania. A cena no caso se passa em um navio de refugiados até o Japão onde um infectado faz mais estrago do que o exército que comanda a embarcação podia imaginar. Mas fica só nisso.

De resto, temos um salto de quatro anos onde mercenários em Hong Kong se especializam em saquear o que restou da Coreia do Sul enviando “mulas” em missões específicas. Aí é quando vemos que “Peninsula” vira um daqueles filmes pós-apocalípticos sem graça com direito a aqueles clichês que já vimos em “Resident Evil“, “Terra dos Mortos” e “The Walking Dead” com refugiados em bunkers contra zumbis que perambulam entre os escombros das cidades.

Se no primeiro filme desta franquia coreana tivemos como um dos pontos cruciais da trama um emocionante desfecho trágico em família, este longa utiliza-se disso como uma muleta para causar empatia com um núcleo de personagens. E falha miseravelmente. A mãe durona que tenta criar suas crianças com o pai/avô está longe de chamar atenção ou emocionar a quem já imagina que o destino deles não será dos mais felizes.

Tirando o aspecto tiro/porrada/bomba nos confrontos com os zumbis, os efeitos digitais deixam muito a desejar. As perseguições com carros atropelando zumbis lembram “Mad Max: Estrada da Fúria” num centro urbano mas com um CGI tão mal construído que parecem extraídos de “Guerra Mundial Z“, onde os mortos-vivos morrem igual a baratas e são vistos rapidamente em frações de segundos.

Considerando o sucesso mundial do primeiro filme, os produtores quiseram agora faturar alto com um orçamento bem maior e algumas concessões criativas transformando o longa em um tipo de filme de ação/aventura que por um acaso tem essas criaturas tão populares no universo do horror. A preocupação em atrair um público maior foi tanta que praticamente eliminaram a carnificina típica de um ataque zumbi para deixar as mortes dos vivos em off-screen.

Diante de tudo isso, não procure ter muitas expectativas ao assistir “Peninsula“. Claro que dependendo do seu grau de exigência, o filme possa ser um bom passatempo. O problema é que não se torna nada mais além disso, tornando-se aquele produto tipicamente enlatado que não precisaria ser revisto depois.

Escala de tocância de terror:

Diretor: Sang-ho Yeon
Roteiro: Sang-ho Yeon, Ryu Yong-jae
Elenco: Dong-won Gang, Jung-hyun Lee, Re Lee
País de origem: Coreia do Sul
Ano de lançamento: 2020

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RESENHA: Mandy (2018)

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Mandy

Confesso que fiquei satisfeito com o cinema de horror no ano de 2018. Já tinha minha listinha de melhores do ano fácil, algo que não acontecia há pelo menos uns dois anos. Mas aí, aos 45 do segundo tempo, me aparece MANDY, um filme de vingança estrelado por Nicolas Cage. Relutei, mas acabei assistindo e pasmem: É MASSA! (mais…)

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