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DVD: “Cinema em Dobro – Terror” (O Médico e o Monstro)

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[Por Osvaldo Neto]

O cinema de horror pode não ser o carro-chefe da Classicline mas isso também não quer dizer que a distribuidora especializada em filmes clássicos não tenha obras importantes do gênero em seu acervo. Falamos a respeito disso quando abordamos o digipack COLEÇÃO O HOMEM INVISÍVEL, um de seus últimos lançamentos.

Outro digipack especial lançado por eles é o CINEMA EM DOBRO – TERROR que apresenta dois clássicos em 2 DVD’s. Desta vez, temos as duas adaptações cinematográficas mais marcantes de “O Médico e o Monstro”, a imortal obra de Robert Louis Stevenson, lançadas em 1931 e 1941. Não há material extra mas ambos os filmes estão bem apresentados com cópias restauradas e o digipack em si é bonito de ter em mãos, seguindo o padrão da coleção “Cinema em Dobro” da distribuidora com títulos de diversos gêneros em DVD duplo.

Curiosamente, o longa de Victor Fleming lançado em 1941 pela MGM é um remake direto do filme de 1931, dirigido por Rouben Mamoulian para a Paramount. Uma das diferenças que a versão de 41 tem em relação com a anterior reside no Dr. Hyde de Tracy, que utiliza o mínimo de maquiagem para compor o personagem, investindo na sutileza e expressões faciais.

 

DVD 1:
O Médico e o Monstro (1931)

Na clássica história baseada no romance de Robert Louis Stevenson. Dr. Jekyll (Fredric March) é um renomado médico que estuda a possibilidade de separação do lado “bom” e do lado “mau” das pessoas. Numa de suas experiências, deixa seu lado negro tomar conta e acaba transformando-se em um monstro, Mr. Hyde, o que lhe trará terríveis consequências.

DVD 2:
O Médico e o Monstro (1941)

Na Londres do século XIX, o médico e pesquisador Henry Jekyll (Spencer Tracy) tenta provar a teoria de que bem e mal existem em todas as pessoas. Seu trabalho é muito criticado por todos. Após trabalhar incansavelmente em seu laboratório, Jekyll elabora uma fórmula que desperta o pior das pessoas comuns. Ele bebe a poção e, como resultado, seu lado demoníaco, Mr.Hyde, é revelado. Inicialmente Jekyll acreditava poder controlar as aparições de Hyde, mas logo ele veria que estava totalmente enganado.

Não é sempre que você pode conferir dois grandes atores dando o seu melhor no mesmo papel e só por isso, a experiência de se assistir a essas duas versões para o cinema de um dos maiores clássicos da literatura fantástica é muito válida. Assim como ter essa edição especial na coleção, é claro.

CINEMA EM DOBRO – TERROR pode ser encontrado nas melhores lojas ou adquirido diretamente na loja virtual da Classicline.

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RESENHA: O Farol (2019)

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[Por Rodrigo Rigaud]*
Após A Bruxa, difícil resistir a lançar holofotes sobre o novo longa de Robert Eggers – ainda o segundo de sua carreira. Para quem mergulhou no universo de isolamento, fanatismo, loucura e fantasia – um horror, de fato – de seu filme debut, O Farol (The Lighthouse) poderá soar como um naufrágio na potência de seu cinema. (mais…)

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RESENHA: Contato Visceral (2019)

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Contato Visceral

Sinceramente, alguns títulos traduzidos da Netflix atrapalham mais do que ajudam na hora de decidir o que ver. Se não fosse alguns colegas falarem bem de “Wounds“, eu jamais chegaria perto de assistir o filme que está no catálogo de streaming com o nome de “Contato Visceral“.

Dirigido por Babak Anvari, o mesmo autor de “À Sombra do Medo” (Under The Shadow), esta produção com selo Netflix vai fisgar a atenção de quem curte um horror sobrenatural perturbador.

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SÉRIE: Marianne (2019)

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marianne
[Por Felipe Macedo]

Histórias de bruxas sempre fascinaram o público. Sejam elas voltadas pra algo mais assustador ou infantil, essas personagens sempre causaram certo impacto. A lenda da bruxa má povoa nossa imaginação desde a infância em histórias como “João e Maria” e depois na vida adulta em filmes como “ Suspiria ”.

A Netflix sabendo do interesse sobre o tema e na falta de produções atuais sobre o assunto, trouxe recentemente para seu catálogo a série francesa “Marianne” prometendo noites insones para o público. A trama acompanha Emma, uma jovem escritora de bastante sucesso devido a uma série de livros onde a bruxa Marianne, literalmente toca o terror. Forçada a voltar para a cidade de Eden, uma pequena cidade costeira na França, lá ela descobre que sua personagem é real e está a procura de algo. Agora cabe a Emma e seus amigos de infância colocarem um fim no reinado de terror de Marianne.

Bem, qualquer semelhança com algumas historias de Stephen King não é mera coincidência. É notável a influência do autor em toda a história. O clima soturno e uma criatura realmente maligna norteiam a trama com alguns momentos cabulosos. Pena que isso não dure muitos episódios. Apesar de ter bastantes clichês do gênero, no começo a série me prendeu e logo em seguida me fez revirar os olhos diversas vezes. A tentativa de humor, no entanto, é totalmente descabida, sem agradar em nenhum momento gerando até irritação em uma quebra de clima.


O formato de série não ajudou no desenvolvimento dos demais personagens. Tirando Emma e Marianne, os outros são apenas estereótipos de filmes de terror. Pra piorar não são carismáticos e a medida que somem ou morrem na história, isso não acarreta peso algum. E isso é um grande problema no roteiro. A falta de consequências em situações que deveriam repercutir são esquecidas rapidamente. Num filme, isso é compreensível pela questão do tempo, mas numa série? Parece preguiça mesmo.

O número de episódios também poderia ter sido reduzido para no máximo uns seis. Tanto é que no meio da temporada temos muita encheção de linguiça. No fim, “Marianne” tem uma premissa boa, uma vilã realmente aterradora, mas os jumpscares em desmasia e a tentativa a todo custo de parecer um enlatado americano tiram muito de sua graça.

Escala de tocância de terror:

Criador: Samuel Bodin
Elenco: Victorie Du Bois, Lucie Boujenah, Alban Lenoir e outros
País de origem: França
Ano de lançamento: 2019

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