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Resenhas

RESENHA: O Corpo (2015)

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[Por Osvaldo Neto]

Algo que me chateia – e muito – são os filmes inflados, tanto em ritmo quanto pelos momentos repetitivos, apenas enchendo a boa e velha linguiça e o saco do espectador. Mas, por enquanto, vamos deixar os filmes “de arte” e esses blockbusters recentes que devem ter aumentado a incidência de cãibras e de dores nas nádegas e coluna no mundo inteiro de lado para falar do que importa aqui nesse blog.

O que mais tem é longa de gênero de 80-90 mins que parece ter 2h ou mais do que isso, graças a uma má execução e o já citado desleixo com o ritmo. Então se você estiver a fim de ver um bom filme que também não tem lá suas duas horas ou até mesmo 1h30 para investir do seu tempo, confira O CORPO e seus 75 min.

Tudo tem início quando as jovens amigas Holly (Helen Rogers, de V/H/S), Cali (Alexandra Turshen, do recente A ILHA DO MAL) e Mel (Lauren Molina) decidem dar uma saída durante uma entediante noite de Natal com a família de uma delas. As coisas mudam quando Cali sugere que o trio vá para a mansão do tio dela, que viaja com mulher e filhos todo final de ano. Depois de uma curta viagem, elas chegam lá e o lugar além de bonitão é aquela maravilha: mesas de sinuca, máquinas de fliperama e, claro, muita bebida.

Essa farra termina quando Holly começa a desconfiar de que aquela casa talvez não seja do tio de Cali. O que também não ajuda é a repentina chegada de um homem (o ator, roteirista e diretor independente Larry Fessenden) que encontra as três amigas, entra numa briga com elas e… bom, temos aí o título do filme.

A história de O CORPO tem uma simplicidade tamanha que ela poderia ser facilmente adaptada para o roteiro de um episódio de ALFRED HITCHCOCK APRESENTA (o pôster original influenciado por Saul Bass denuncia a inspiração no trabalho do diretor) ou CONTOS DA CRIPTA. Só que isso acarretaria numa perda para o melhor desenvolvimento das personagens principais, já que a produção tem o seu foco na dinâmica e nos confrontos entre elas.

O CORPO ainda ganha pontos por fazer uma inversão de gêneros, já que sempre vemos os homens como os protagonistas desse tipo de história. Rola algum gore e violência mas isso é feito de maneira mais comedida, com “bom gosto”. Aliás, o Fessenden é uma das melhores coisas do longa, só não podemos dizer os motivos.

O elenco de “O Corpo” na noite de estréia do filme.

Também são as ótimas atuações de Rogers, Turshen e Molina que compensam as inconsistências e exageros do roteiro de Dan Berk e Robert Olsen, diretores do longa, e as reviravoltas desnecessárias na história. ‘Plot twist’ por ter ‘plot twist’, vamos assim dizer. Mas não vamos enganar uns aos outros, porque parte do nosso prazer com esses filmes é justamente ver gente burra se lascando e fazendo uma merda atrás da outra. E nisso, O CORPO diverte de montão.

Um ‘thriller’ simples, objetivo e com um senso de humor demente como O CORPO é sempre bem-vindo. O filme, lançado pela A2 Filmes, está disponível em DVD através do selo Flashstar Filmes e plataformas digitais.

Escala de tocância de terror:

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RESENHA: O Farol (2019)

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[Por Rodrigo Rigaud]*
Após A Bruxa, difícil resistir a lançar holofotes sobre o novo longa de Robert Eggers – ainda o segundo de sua carreira. Para quem mergulhou no universo de isolamento, fanatismo, loucura e fantasia – um horror, de fato – de seu filme debut, O Farol (The Lighthouse) poderá soar como um naufrágio na potência de seu cinema. (mais…)

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RESENHA: Contato Visceral (2019)

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Contato Visceral

Sinceramente, alguns títulos traduzidos da Netflix atrapalham mais do que ajudam na hora de decidir o que ver. Se não fosse alguns colegas falarem bem de “Wounds“, eu jamais chegaria perto de assistir o filme que está no catálogo de streaming com o nome de “Contato Visceral“.

Dirigido por Babak Anvari, o mesmo autor de “À Sombra do Medo” (Under The Shadow), esta produção com selo Netflix vai fisgar a atenção de quem curte um horror sobrenatural perturbador.

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SÉRIE: Marianne (2019)

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marianne
[Por Felipe Macedo]

Histórias de bruxas sempre fascinaram o público. Sejam elas voltadas pra algo mais assustador ou infantil, essas personagens sempre causaram certo impacto. A lenda da bruxa má povoa nossa imaginação desde a infância em histórias como “João e Maria” e depois na vida adulta em filmes como “ Suspiria ”.

A Netflix sabendo do interesse sobre o tema e na falta de produções atuais sobre o assunto, trouxe recentemente para seu catálogo a série francesa “Marianne” prometendo noites insones para o público. A trama acompanha Emma, uma jovem escritora de bastante sucesso devido a uma série de livros onde a bruxa Marianne, literalmente toca o terror. Forçada a voltar para a cidade de Eden, uma pequena cidade costeira na França, lá ela descobre que sua personagem é real e está a procura de algo. Agora cabe a Emma e seus amigos de infância colocarem um fim no reinado de terror de Marianne.

Bem, qualquer semelhança com algumas historias de Stephen King não é mera coincidência. É notável a influência do autor em toda a história. O clima soturno e uma criatura realmente maligna norteiam a trama com alguns momentos cabulosos. Pena que isso não dure muitos episódios. Apesar de ter bastantes clichês do gênero, no começo a série me prendeu e logo em seguida me fez revirar os olhos diversas vezes. A tentativa de humor, no entanto, é totalmente descabida, sem agradar em nenhum momento gerando até irritação em uma quebra de clima.


O formato de série não ajudou no desenvolvimento dos demais personagens. Tirando Emma e Marianne, os outros são apenas estereótipos de filmes de terror. Pra piorar não são carismáticos e a medida que somem ou morrem na história, isso não acarreta peso algum. E isso é um grande problema no roteiro. A falta de consequências em situações que deveriam repercutir são esquecidas rapidamente. Num filme, isso é compreensível pela questão do tempo, mas numa série? Parece preguiça mesmo.

O número de episódios também poderia ter sido reduzido para no máximo uns seis. Tanto é que no meio da temporada temos muita encheção de linguiça. No fim, “Marianne” tem uma premissa boa, uma vilã realmente aterradora, mas os jumpscares em desmasia e a tentativa a todo custo de parecer um enlatado americano tiram muito de sua graça.

Escala de tocância de terror:

Criador: Samuel Bodin
Elenco: Victorie Du Bois, Lucie Boujenah, Alban Lenoir e outros
País de origem: França
Ano de lançamento: 2019

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