conecte-se conosco

Resenhas

RESENHA: The Cloverfield Paradox (2018)

Publicados

em

Cloverfield Paradox

[Por Jarmeson de Lima]

Parece que J.J. Abrahms e equipe fizeram história mais uma vez. Depois de lançar na surdina o trailer de “Rua Cloverfield, 10” no intervalo do SuperBowl de 2016 e este vir a estrear pouco tempo depois nos cinemas, eis que mais um filme da franquia surge do nada para pegar todo mundo desprevenido. A tática desta vez foi ainda mais ousada. Anunciaram o teaser no intervalo do evento de maior audiência dos Estados Unidos mais uma vez… sendo que não foi para informar a data, mas sim para dizer que o filme já estava pronto e disponível de madrugada no catálogo da Netflix!

No caso deste novo “The Cloverfield Paradox“, uma co-produção da Netflix e Paramount, a trama se aproveita do crescente interesse da audiência da plataforma de streaming por mais histórias de ficção científica e focaliza grande parte de seus minutos no espaço. Mais precisamente em uma estação espacial que abriga um acelerador de partículas que visa gerar energia para alimentar a Terra em um período de crise de abastecimento elétrico.

Os cientistas e engenheiros na órbita da Terra estão com a missão de fazer o acelerador Shepard trabalhar direitinho para depois voltar ao planeta. O problema é que uma coisa com este grau de complexidade dificilmente funciona de primeira. Sendo assim, a missão que deveria ser de pouco tempo, demora bem mais que o previsto fazendo com que todos os astronautas a bordo, de diferentes nacionalidades (incluindo até um brasileiro), comecem a se estranhar. A coisa, no entanto, degringola de vez quando o Shepard é acionado e uma série de acontecimentos estranhos são desencadeados.

Ao lidar com realidades paralelas, portais interdimensionais, ameaças de monstros e o já temido terror que vem do confinamento espacial, “The Cloverfield Paradox” apresenta um bom resultado advindo deste universo expandido. Se no primeiro temos um filme de monstros e ação e no segundo temos um bom filme de suspense e mistério, esta terceira produção da franquia tenta apresentar uma nova visão sobre o que provocou ou não a invasão alienígena na Terra.

Supostamente o filme se passa pouco antes da história que cerca o primeiro “Cloverfield” e dá margem a certas interpretações. No entanto, ao lidarmos com questões que envolvem dimensões alternativas, nada é aquilo que aparenta ser, podendo confundir e alterar a cronologia do que veio antes e do que virá depois nesta franquia. [Notem o esforço todo aqui em não dar spoilers, uma vez que o roteiro é bem amarradinho e dar mais pistas do que acontece estragaria a experiência]

O fato é que apesar de ter clichês típicos de filmes do gênero, esta nova produção é bem vinda e trata bem o material original. O risco de ter novas produções da franquia agora só deve aumentar de acordo com a receptividade do público, mas pessoalmente creio que depois de três filmes, “Cloverfield” deveria logo virar série para saciar a sede dos fãs e de quem se interessa nos desdobramentos do caso.

Escala de tocância de terror:

Continue lendo
1 comentário

1 comentário

  1. Dui Chaves

    27 de fevereiro de 2018 a 15:58

    eu achei chato kkkk e beeeeem clichê. Tirando o que aconteceu (o motivo da invasão alienígena) e o final, não gostei do filme.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Resenhas

RESENHA: Quando as Luzes se Apagam (2016)

Publicados

em

Quando as Luzes se Apagam

[Por Jarmeson de Lima]

Em sua essência, “Quando as Luzes se Apagam” é mais um drama familiar sobrenatural. Temos aqui uma mãe traumatizada, uma criança assustada, um pai desaparecido e uma filha rebelde compondo o núcleo principal desta produção que nos envolve em uma trama alegórica sobre o medo do escuro.
(mais…)

Continue lendo

Resenhas

RESENHA: A Visita (2015)

Publicados

em

A Visita

Por Júlio César Carvalho

Para uns, M. Night Shyamalam é um gênio, mas pra outros, o diretor não passa de uma farsa. Na minha visão, a carreira do rapaz se resume assim: em 1999, Shyamalam ganhou a atenção do mundo com o clássico contemporâneo O Sexto Sentido (The Sixth Sense) e em seguida, se superou com o ótimo Corpo Fechado (Unbreakable, 2000). Depois vieram Sinais (Signs, 2002) e A Vila (The Village, 2004) que apesar de bons, começaram a causar dúvidas em muitos a respeito da sua suposta genialidade. (mais…)

Continue lendo

Resenhas

RESENHA: O Poço (2020)

Publicados

em

O Poço

Com uma produção modesta com apoio do governo espanhol e distribuição da Netflix, “O Poço” (El Hoyo) mescla mistério, drama e ficção científica numa trama que é fácil de resumir, mas difícil de explicar. Assim como obras como “Cubo” e “Demônio“, a ação deste filme se concentra em alguns poucos cenários, restando aos atores imprimir um trabalho que chama a atenção do público.

O estreante em direção de longas, Galder Gaztelu-Urrutia, apresenta aqui uma história que se passa em uma espécie de prisão vertical, em que cada andar abriga dois presos. A plataforma não possui grades ou janelas… apenas as paredes, camas e um buraco no chão e no teto que é por onde uma vez por dia desce uma grande mesa de comida.

E é através do comportamento dos presos frente às refeições que são destrinchadas analogias sociais de opressão, solidariedade e das relações de poder que vão de cima para baixo literalmente. Quem tem sorte de ficar nos níveis superiores tem a chance de comer as refeições com os pratos ainda intactos e limpinhos. Já quem está mais abaixo vai tendo que se contentar com o que vai sobrando sem que nehum dos confinados tenha a preocupação de deixar algo para quem vai se alimentar depois. 

Nesta situação de isolamento dividida em um lugar onde você não queria estar e com quem você não queria conviver, o lado obscuro de cada um se revela e podemos esperar o pior na medida em que vemos o que acontece nos níveis inferiores do Poço. Podia ser só um filme tipo crítica social ao sistema carcerário, mas ele abrange uma metáfora maior sobre nossa presença no mundo e nossa responsabilidade diante da escassez e desperdício de alimentos.

Apesar de ter um ritmo mais reflexivo, “O Poço” sempre guarda cenas impactantes (e com boa dose de gore) no desdobramento de sua história garantindo uma certa fluidez pra quem assiste. Obras assim que oferecem algo a mais do que aparentam estão em falta no cardápio da Netflix, mas são sempre bem vindas.

Escala de tocância de terror:

Título original: El Hoyo
Diretor: Galder Gaztelu-Urrutia
Roteirista: David Desola
Elenco: Ivan Massagué, Zorion Eguileor, Antonia San Juan
País de origem: Espanha

Continue lendo

Trending