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DICA DA SEMANA: Um Balde de Sangue (1959)

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[Por Jarmeson de Lima]

Imagine um filme despretensioso em que um assassino vira artista e começa a viver de dar pinta pela cidade. Não precisa mais imaginar isso aí. Roger Corman já fez isso. E há quase 60 anos atrás…

O filme em questão chama-se “Um Balde de Sangue” (A Bucket of Blood) e foi produzido e dirigido por ele em 1959, pelo que dizem, por módicos 50 mil dólares em cinco dias. Basta lembrar que este foi um longa feito por Corman um ano antes de “A Pequena Loja dos Horrores“, obra que lhe deu o prestígio que merecia dentre o cinema underground americano.

Um Balde de Sangue” já começa tirando uma onda com a geração beatnik ao mostrar um poeta que começa a declamar em um bar fuleiro uma série de frases de efeito desconexas. O garçom Walter Paisley (Dick Miller) fica fascinado com a apresentação e aspira chegar a este nível de admiração social enquanto segue sendo humilhado como qualquer trabalhador subalterno.

Noutro dia, em seu apartamento, Walter, irritado com os barulhos do gato da síndica, mete uma faca na parede e acidentalmente mata o bichano da dona. E como estava coincidentemente começando a trabalhar com argila para aliviar o stress, resolve “esculpir” o gato morto para disfarçar o ocorrido. O pior é que ele gostou tanto da “obra” que fez que vai mostrar essa “escultura” aos colegas do bar. Imediatamente ele sai da lama pra fama, aclamado como um novo gênio da arte.

Pois bem, a partir daí, o filme segue como uma comédia de humor negro em que cada morte e assassinato se transforma em uma irreverente crítica social foda aos artistas da época. Exageros à parte, o longa de pouco mais de uma hora, mantém um ritmo interessante e mostra o quanto Corman consegue ser genial com poucos recursos, poucos cenários e uma trama envolvente.

Como passatempo, “Um Balde de Sangue” está disponível à torto e a direito na Internet, já que caiu em domínio público há tempos e os cinéfilos, obviamente, não perderam tempo.

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RESENHA: Scare Campaign (2016)

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Scare Campaign

[Por Jarmeson de Lima]

Apesar do catálogo restrito, uma das melhores coisas da Netflix é poder encontrar produções independentes de horror que circularam muito pouco por aí. Um destes bons exemplos é o australiano “Scare Campaign” que foi exibido apenas em festivais de gênero e que agora todos podem assistir na versão nacional da plataforma de streaming. (mais…)

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DICA DA SEMANA: Piquenique na Montanha Misteriosa (1975)

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Piquenique na Montanha Misteriosa

Ah, a Austrália…. Nunca fui, mas gosto de muitos longas que se passam lá: Mad Max, O Corte da Navalha, Pelos Caminhos do Inferno, Wolf Creek, Morte Súbita. Porém, o filme que indicarei hoje não tem 0,1% da violência desses que eu falei, mas não deixa de ser um belo exemplar do cinema de horror da terra dos cangurus.

Piquenique na Montanha Misteriosa (Picnic at Hanging Rock, 1975) é um dos primeiros trabalhos do diretor Peter Weir em sua terra natal. Depois ele partiu para os EUA, onde dirigiu grandes produções como O Show de Truman, A Testemunha e Sociedade dos Poetas Mortos e colecionou indicações ao Oscar.

O roteiro de Cliff Green, baseado no livro de Joan Lindsay, conta a história de um grupo de jovens estudantes de um colégio para moças que, em 14 de fevereiro de 1900, partiram para uma excursão a Hanging Rock, um conjunto de montanhas que tinha a má fama de ser um local onde coisas esquisitas acontecem. E, claro, acontecem no filme também. Três meninas e uma professora somem durante o passeio.

A partir daí, um clima de histeria coletiva toma conta da cidade e do colégio. Mas, como citado acima, não veremos um pingo de sangue nos momentos de tensão. O filme de Peter Weir tem uma forte pegada de conto de fadas e faz muitas referências a sonhos. Além disso, o diretor explora com perfeição a paisagem inóspita da Austrália, que era praticamente intocada, no início do século passado.

Não precisa dizer que Piquenique na Montanha Misteriosa é o que se costuma chamar de “lento”, mas se você curte fugir um pouco do banho de sangue e entrar de cabeça em produções mais “viajadas”, a dica está dada. Tem no YouTube, mas sem legendas.

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DICA DA SEMANA: O Grito 3 – O Início do Fim (2014)

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O Grito 3

[Por Júlio Carvalho]

Se você acha que de malassombro só tem Jason, Freddy, Michael e afins, fique sabendo que lá no Japão tem uma alma penada chamada Toshio, que já vem rendendo uma franquia de quase 10 filmes sem nem contar os remakes americanos. A dica do fim de semana é o “terceiro” longa dessa saga – O GRITO 3: O INÍCIO DO FIM – que praticamente se trata de uma história de origem e que se encontra no catálogo da Amazon Prime Video. (mais…)

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