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DICA DA SEMANA: Um Balde de Sangue (1959)

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[Por Jarmeson de Lima]

Imagine um filme despretensioso em que um assassino vira artista e começa a viver de dar pinta pela cidade. Não precisa mais imaginar isso aí. Roger Corman já fez isso. E há quase 60 anos atrás…

O filme em questão chama-se “Um Balde de Sangue” (A Bucket of Blood) e foi produzido e dirigido por ele em 1959, pelo que dizem, por módicos 50 mil dólares em cinco dias. Basta lembrar que este foi um longa feito por Corman um ano antes de “A Pequena Loja dos Horrores“, obra que lhe deu o prestígio que merecia dentre o cinema underground americano.

Um Balde de Sangue” já começa tirando uma onda com a geração beatnik ao mostrar um poeta que começa a declamar em um bar fuleiro uma série de frases de efeito desconexas. O garçom Walter Paisley (Dick Miller) fica fascinado com a apresentação e aspira chegar a este nível de admiração social enquanto segue sendo humilhado como qualquer trabalhador subalterno.

Noutro dia, em seu apartamento, Walter, irritado com os barulhos do gato da síndica, mete uma faca na parede e acidentalmente mata o bichano da dona. E como estava coincidentemente começando a trabalhar com argila para aliviar o stress, resolve “esculpir” o gato morto para disfarçar o ocorrido. O pior é que ele gostou tanto da “obra” que fez que vai mostrar essa “escultura” aos colegas do bar. Imediatamente ele sai da lama pra fama, aclamado como um novo gênio da arte.

Pois bem, a partir daí, o filme segue como uma comédia de humor negro em que cada morte e assassinato se transforma em uma irreverente crítica social foda aos artistas da época. Exageros à parte, o longa de pouco mais de uma hora, mantém um ritmo interessante e mostra o quanto Corman consegue ser genial com poucos recursos, poucos cenários e uma trama envolvente.

Como passatempo, “Um Balde de Sangue” está disponível à torto e a direito na Internet, já que caiu em domínio público há tempos e os cinéfilos, obviamente, não perderam tempo.

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DICA DA SEMANA: O Mestre dos Desejos (1997)

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Mestre dos Desejos

Mestre dos Desejos” (Wishmaster) é aquele típico filme estraga-prazeres. Não pelo filme em si, claro, mas por sua premissa que acaba com as fantasias de muita gente que só conhecia as lendas de gênios da antiguidade pelos desenhos da Disney.

O lance é que esses seres mágicos chamados de Djinns existem por aqui há séculos e tudo o que querem é só um descuido dos humanos pra povoar a Terra com tudo de ruim que sua vã imaginação pode conceber. Em “Mestre dos Desejos“, um verdadeiro clássico dos anos 90, produzido por Wes Craven e dirigido por Robert Kurtzman, temos a história de um desses Djinns que é despertado na era contemporânea e deseja apenas promover o caos.

Não tem lâmpada mágica para esfregar, mas temos uma estátua e uma opala vermelha que serve de prisão para o gênio diabólico desde o Império Persa. Isso daí é brevemente explicado no início e não precisamos nos preocupar com muita enrolação. De lá até os Estados Unidos nos “dias atuais” é um pulo e é onde o filme concentra sua ação.

Numa sequência de fatos e acasos, a joia que abriga o Djinn (Andrew Divoff) vai parar num laboratório e inadvertidamente ele acaba sendo libertado. A partir daí as desgraças começam a ocorrer desde que ele sugere que sua primeira vítima faça um desejo. A grande sacanagem da parada é o gênio interpretar o desejo ao seu modo, igual a algumas piadas infames. E assim o Djinn que ressurgiu como um monstro sai disfarçado de um canto a outro sacrificando vidas humanas a troco de pedidos mal feitos e chantageando outras pessoas para que façam o que ele quer.

Contra o filme só temos mesmo os efeitos digitais super datados, mas a seu favor temos cenas bem impactantes, um toque de humor mórbido e a presença especial de Robert Englund (o protagonista de outro filme de Wes, vocês sabem qual…). “Mestre dos Desejos” está no catálogo da Amazon Prime Video. Depois de vê-lo ou revê-lo, possivelmente você vai passar a ser mais cauteloso naquilo que pede.

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DICA DA SEMANA: Cujo (1983)

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Cujo

O nome de Stephen King já levou inúmeros fãs de horror a encarar um filme, sem nem saber que se tratava, apenas porque foi baseado em um dos seus livros. Eu já fui assim, principalmente na época das locadoras, quando só se tinha muita informação das grandes produções. Tinha longas, lançados direto para vídeo, que você ia às cegas, apenas confiando no taco do senhor King.

Mesmo assim, eu era desconfiado com alguns desses filmes. Cujo, de 1983, era um deles. Não entrava na minha cabeça uma história de mãe e filho presos em um carro, sendo ameaçado por um cão raivoso. Com o passar dos anos, comecei a ler elogios sobre o longa dirigido por Lewis Teague (Alligator e Olhos de Gato).

Resolvi dar uma chance a Cujo. Quando gravamos nosso programa de rádio sobre filmes com animais, tive que dar o braço a torcer, pois o filme é muito bom sim. O enredo, no entanto, é um exagero só: um cachorro da raça São Bernardo é mordido por um morcego e contrai raiva (e pense numa raiva).

Após seu carro dar problema em uma oficina no meio da nada, Donna Trenton (Dee Wallace) e seu filho pequeno Tad (Danny Pintauro) ficam cercados pelo bicho. O roteiro simples pode dar a impressão, e era o que eu achava antes, que a história é monótona, mas as boas atuações da dupla de protagonistas e as reviravoltas da trama não te deixam cochilar. Entrou no catálogo da Netflix e aproveite no fim de semana.

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DICA DA SEMANA: Vamp – A Noite dos Vampiros (1986)

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Vamp - A Noite dos Vampiros

[Por Geraldo de Fraga]

Quando se fala de filmes de vampiros dos anos 80, A Hora do Espanto e Os Garotos Perdidos são os longas considerados clássicos. Porém existe uma produção menor, quase sempre esquecida pela maioria dos fãs do gênero, mas que se mantém na memória afetiva dos quarentões, principalmente aqueles que eram ‘ratos de locadora de vídeo’. (mais…)

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