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DICA DA SEMANA: O Padrasto (1987)

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Padrasto

[Por Gabriela Alcântara]

De tempos em tempos, eu gosto de assistir o que eu chamo de “filmes ruins”, apenas por pura diversão. Coloco entre aspas porque sabemos que quando o assunto é cultura – cinema, música – uma coisa ser ruim ou boa é mais questão de gosto. Pra mim, o bom filme ruim é aquele que normalmente tem uma premissa interessante mas acaba com um resultado extremamente cafona e algumas atuações um tanto duvidosas. Esse é o caso de “O Padrasto” (Stepfather), de Joseph Ruben. O filme tem um estilo muito semelhante aqueles feitos pela Lifetime, o que nesse caso considero diversão garantida.

Baseado em na história real de John List, “O Padrasto” nos traz o assassino Jerry Blake (Terry O’Quinn), apenas um dos pseudônimos desse psicopata, que gosta de seduzir jovens mães solteiras e entrar em suas famílias exercendo aquele bom e velho papel do macho bizarro e manipulador. Entretanto, sempre que se vê diante de um problema que não consegue controlar ou resolver dentro da família em que se inseriu, Jerry resolve tudo de forma muito simples: matando todo mundo, mudando sua aparência e nome e indo para a próxima cidade.

Já no início do filme não temos dúvida da psicopatia de Jerry, pois presenciamos sua mudança de identidade, seguida da despedida da casa com os corpos de sua ex-mulher e filha no chão. Um ano depois, somos apresentados à nova família dele, onde a adolescente Stephanie (Jill Schoelen) não engole o padrasto e começa a questionar sua índole. Aos poucos, a situação vai fugindo do controle, e é quando Jerry recomeça seu caminho de assassinar a família e fugir sem deixar pistas.

O filme é um belo de um clichê, mas realmente não merece ser levado tão à sério. A trilha sonora piegas, os personagens mal construídos e a atuação quase canastrona de algumas figuras do elenco são todos parte da receita para um filme que serve apenas para o nosso entretenimento. Então se você teve uma semana estressante e só quer dar umas boas risadas, recomendo colocar aquela cervejinha pra gelar e fazer uma bela pipoca, pois “O Padrasto” garante o início da diversão. O filme está disponível no YouTube, em inglês.

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DICA DA SEMANA: Piquenique na Montanha Misteriosa (1975)

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Piquenique na Montanha Misteriosa

Ah, a Austrália…. Nunca fui, mas gosto de muitos longas que se passam lá: Mad Max, O Corte da Navalha, Pelos Caminhos do Inferno, Wolf Creek, Morte Súbita. Porém, o filme que indicarei hoje não tem 0,1% da violência desses que eu falei, mas não deixa de ser um belo exemplar do cinema de horror da terra dos cangurus.

Piquenique na Montanha Misteriosa (Picnic at Hanging Rock, 1975) é um dos primeiros trabalhos do diretor Peter Weir em sua terra natal. Depois ele partiu para os EUA, onde dirigiu grandes produções como O Show de Truman, A Testemunha e Sociedade dos Poetas Mortos e colecionou indicações ao Oscar.

O roteiro de Cliff Green, baseado no livro de Joan Lindsay, conta a história de um grupo de jovens estudantes de um colégio para moças que, em 14 de fevereiro de 1900, partiram para uma excursão a Hanging Rock, um conjunto de montanhas que tinha a má fama de ser um local onde coisas esquisitas acontecem. E, claro, acontecem no filme também. Três meninas e uma professora somem durante o passeio.

A partir daí, um clima de histeria coletiva toma conta da cidade e do colégio. Mas, como citado acima, não veremos um pingo de sangue nos momentos de tensão. O filme de Peter Weir tem uma forte pegada de conto de fadas e faz muitas referências a sonhos. Além disso, o diretor explora com perfeição a paisagem inóspita da Austrália, que era praticamente intocada, no início do século passado.

Não precisa dizer que Piquenique na Montanha Misteriosa é o que se costuma chamar de “lento”, mas se você curte fugir um pouco do banho de sangue e entrar de cabeça em produções mais “viajadas”, a dica está dada. Tem no YouTube, mas sem legendas.

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DICA DA SEMANA: Pequeno Demônio (2017)

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Pequeno Demônio

[Por Felipe Macedo]

Filmes com crianças diabólicas estão entre nós há muito tempo, tendo como principal exemplo o clássico “A Profecia”. E como o cinema vez ou outra mostra crianças como monstros capazes de terríveis atrocidades, “Pequeno Demônio” (Little Evil), filme original da Netflix é o novo exemplo deste sub-gênero. Quer dizer… mais ou menos. Aqui o tom não é de terror e sim de comédia que satiriza esse filão de forma bacana. (mais…)

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DICA DA SEMANA: Tokyo Zombie (2005)

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Tokyo Zombie

[Por Jarmeson de Lima]

Pense num filme esculhambado (no bom sentido) e você vai chegar perto do que é Tokyo Zombie, produção de 2005 e que poderá ser vista por você ao alcance de um click na Amazon Prime. Produto da mente insana de Sakichi Satô e baseado num mangá de mesmo nome, o filme apresenta o ataque de mortos vivos (advinha onde?)… em Tokyo! (mais…)

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