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DVD: Obras Primas do Terror – Vol. 6

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[Por Jarmeson de Lima]

Uma das coleções mais interessantes da Versátil Home Video é a “Obras Primas do Terror“. Estamos chegando a sete volumes e devido a sua variedade de títulos e subgêneros, é possível facilmente passarmos de 10. Neste volume 6 em específico, temos clássicos dos anos 30 e 40, body horror, história de fantasmas e serial killers.

O cuidado com a embalagem se mantém e temos um box com três DVDs e dois filmes em cada juntamente com cards especiais. O DISCO 1 vem com “A Ilha das Almas Selvagens” (Island of Lost Souls, 1932) e “A Sociedade dos Amigos do Diabo” (Society, 1989). Já o DISCO 2 traz “A Mansão Macabra” (Burnt Offerings, 1976) e “A Sétima Vítima” (The Seventh Victim, 1943). Por fim, o DISCO 3 apresenta “Internato Derradeiro” (La Residencia, 1969) e “A Máscara do Horror” (Mr. Sardonicus, 1960).

Com exceção de “A Ilha das Almas Selvagens” e “A Sétima Vítima” que estão em formato Letterbox, os demais filmes apresentam seu aspecto original Widescreen com uma ótima qualidade de imagem restaurada. Por sinal, é uma marca da coleção apresentar no mercado brasileiro versões exclusivas e inéditas a exemplo de “A Máscara do Horror“, de William Castle, “A Mansão Macabra“, de Dan Curtis e “Internato Derradeiro“, de Ibañez Serrador, que não obteve uma restauração completa, mas que vem até com um aviso em tela sobre isso.

Os extras para esta coleção apresentam no DISCO 1 uma conversa de John Landis com Rick Baker e Bob Burns sobre “A Ilha das Almas Selvagens“, a primeira adaptação para o cinema do livro “A Ilha do Dr. Moreau“, de H.G. Wells. O mesmo disco também apresenta um video depoimento de Brian Yuzna falando sobre sua carreira e seu longa “A Sociedade dos Amigos do Diabo“. No DISCO 2, o roteirista William F. Nolan fala sobre “A Mansão Macabra” com detalhes de bastidores e outras curiosidades. Por fim, o DISCO 3, traz um breve especial sobre William Castle e “A Máscara do Horror“, considerado por ele seu filme preferido.

O Box OBRAS-PRIMAS DO TERROR – VOL. 6 pode ser adquirido nas melhores lojas físicas ou virtuais.


DISCO 1

A ILHA DAS ALMAS SELVAGENS (Island of Lost Souls, 1932, 70 min.)
De Erle C. Kenton. Com Charles Laughton, Bela Lugosi, Richard Arlen.
Cientista obcecado conduz macabras experiências genéticas numa remota ilha do Oceano Pacífico. Primeira adaptação de “A Ilha do Dr. Moreau”, de H. G. Wells, essa obra-prima é um clássico do cinema de horror dos anos 30.

A SOCIEDADE DOS AMIGOS DO DIABO (Society, 1989, 99 min.)
De Brian Yuzna. Com Billy Warlock, Devin DeVasquez, Evan Richards.
Um adolescente desconfia que sua família faça parte de um culto grotesco formado pela elite da sociedade local. Estreia do famoso produtor Brian Yuzna (“Re-Animator”) na direção, esse cult do body horror é uma cáustica sátira social.


DISCO 2

A SÉTIMA VÍTIMA (The Seventh Victim, 1943, 71 min.)
De Mark Robson. Com Kim Hunter, Tom Conway, Jean Brooks.
Uma mulher em busca da irmã desaparecida descobre um culto satânico no coração de Nova York. Obra-prima do lendário ciclo de filmes de terror do produtor Val Lewton (“Sangue de Pantera”, “O Túmulo Vazio”).

A MANSÃO MACABRA (Burnt Offerings, 1976, 106 min.)
De Dan Curtis. Com Karen Black, Oliver Reed e Burgess Meredith.
Uma família se muda para uma velha mansão assombrada, que se alimenta de seus habitantes. Um dos melhores filmes de casa assombrada do cinema de terror dirigido pelo especialista Dan Curtis (“Sombras da Noite”).


DISCO 3

INTERNATO DERRADEIRO (La Residencia/The House that Screamed, 1969, 104 min.)
De Narciso Ibañez Serrador. Com Lili Palmer, Cristina Galbó, John Moulder-Brown.
França, século XIX. Jovens estudantes de um internato isolado começam a desaparecer em circunstâncias misteriosas. Precursor de “Suspiria”, esse clássico do horror europeu tem direção do mestre Narciso Ibañez Serrador (“Os Meninos”).

A MÁSCARA DO HORROR (Mr. Sardonicus, 1960, 90 min.)
De William Castle. Com Ronald Lewis, Audrey Dalton, Guy Rolfe.
Desesperado para recuperar um bilhete de loteria vitorioso, um barão ganancioso desenterra o corpo do pai e se torna vítima de uma maldição. Filme favorito do lendário produtor William Castle (“A Casa dos Maus Espíritos”).

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RESENHA: Raw (2017)

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[Por Gabriela Alcântara]

É possível um filme ser grotesco e ainda assim ser extremamente belo e erótico. A prova pode ser vista em “Raw” (no Brasil traduzido também como “Grave”), de Julia Ducornau, que está disponível na Netflix. Apesar dele ter ganhado burburinho nos últimos anos por ter ganho diversos prêmios – incluindo o FRIPESCI da Semana da Crítica de Cannes – e teoricamente ter feito muitas pessoas vomitarem, confesso que evitei assisti-lo por um tempo – na verdade justamente por isso. (mais…)

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RESENHA: V/H/S (2012)

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Existe vida inteligente no found footage. Em meio a vários e vários filmes que exploram o estilo de falso documentário, é difícil encontrar algum que realmente se sobressaia. É aí que As Crônicas do Medo (V/H/S) entra na jogada. A trama é centrada em um grupo de criminosos cuja missão é encontrar uma misteriosa fita de vídeo em uma casa. Na busca pela fita certa, eles acabam encontrando e assistindo a uma série de vídeos de horror.

O enredo que se passa dentro da casa e amarra as pequenas histórias, que são independentes umas das outras, é fraca. Mas isso fica em segundo plano. O que aparece nas fitas encontradas é o que importa. São cinco curtas, cada um dirigido por um ou dois diretores. No total, são 10 dez profissionais dividindo a direção do filme.

Quando assisti ao trailer, algo que me chamava a atenção era como os efeitos especiais ficavam muito realistas quando inseridos em imagens de baixa qualidade (lembrando que a película é filmada totalmente com câmeras caseiras de VHS).

A primeira história mostra um grupo de jovens que compram uns óculos com uma mini-câmera e saem pelas baladas para filmar seus sucessos amorosos. Porém uma das moças que eles conhecem não é, digamos, muito sociável.

No segundo ato, acompanhamos um casal em uma viagem pelo interior dos EUA, onde eles registram tudo em vídeo. Nesse não dá pra falar mais sem entregar spoilers. É o único dos cinco onde o elemento sobrenatural não está presente, mas que possui um dos melhores finais.

O terceiro filme foi o que achei mais fraco. Um grupo de jovens vai a um lago no meio da floresta, fumar um e tomar banho pelado. É aí que eles têm uma desagradável surpresa. Apesar do roteiro fraco, a estética desse aqui deve ser apontada como um ponto a favor.

Na quarta história, temos um casal conversando pelas suas respectivas webcams. A menina acha que seu apartamento está sendo assombrado por fantasmas e sempre que algo de estranho acontece, ela liga para o cara para que ele a faça companhia. Muito boa história e efeitos.

Por falar em efeitos, é no quinto episódio que eles aparecem em sua melhor forma. Quatro jovens vão a uma festa na noite de Halloween e descobrem algo muito sinistro acontecendo na casa onde deveria estar acontecendo a farra.

A trama do grupo de criminosos tem um desfecho meia boca, mas isso não tira o mérito do filme. Concentre-se nos cinco curtas e divirta-se. A franquia teve mais duas sequências e a qualidade de alguns segmentos foi mantida, mas no geral também valem a pena serem vistos.

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RESENHA: Rua do Medo – 1994 – Parte 1 (2021)

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Rua do Medo

A Netflix está lançando nesse mês uma trilogia de filmes que sairão semanalmente. Estas obras são baseadas na série literária “Rua do Medo” (Fear Street) escrita por R.L Stine, também autor da série Goosebumps. São livros voltados para o público infanto juvenil, mas a gigante do streaming garante que os longas serão voltados para maiores. O primeiro foi lançado no dia 2 de julho e se chama “Rua do Medo: 1994 – Parte 1”.

Vamos ao filme: Uma cidade interiorana dos EUA é conhecida nacionalmente como a capital dos homicídios, já que de tempos em tempos é comum algum cidadão enlouquecer e sair matando quem aparece pela frente. Acompanhamos então um grupo adolescente que se vê alvo de um mal muito maior quando acidentalmente despertam a ira de uma bruxa morta que é a verdadeira responsável pelas ondas de mortes anteriores.

Rua do medo: 1994”, pelo menos em seu início tem “Pânico” como maior referência. Sua cena inicial é uma clara homenagem ao momento de horror vivido pela personagem de Drew Barrymore, chegando a colocar também uma atriz conhecida do público para se tornar a primeira vítima. Os minutos seguintes também emulam o longa de 1996, mas depois despiroca de vez indo ladeira abaixo. Os personagens centrais são qualquer coisa, extremamente estereotipados e forçam a todo tempo uma ligação com o espectador. Falham miseravelmente. Por mim todos iriam para a faca rapidinho.

Então o filme que começa como um slasher comum de assassino mascarado, logo vira algo sobrenatural. Isso não seria lá um problema, mas essa transição é problemática e associada a uma edição e fotografia noturna ruins que remetem a filmes trash de Tv dos anos 90. A mistura de horror e comédia desse período sempre rendeu bons exemplares – o que não é caso aqui – mas as tentativas de arrancar um riso mesmo que seja de nervoso são falhas e artificiais, não conseguindo arrancar nem um sorriso do canto de boca.

Em termos de horror, “Rua do Medo: 1994” é lotado de jumpscares que apesar de ter dois que funcionam, depois fica tão batido que isso cansa. Também tem o fator gore e nisso sim o filme é bem eficaz e violento, sendo que as atuações quase inexistentes e uma quebra de ritmo no meio do longa me fez acreditar estar vendo mais um capítulo (ruim) da série Goosebumps.

Não conheço a série de livros, mas acredito que me divertiria muito mais lendo. Creio que grande parte da culpa é da diretora que não soube conduzir seu elenco nem criar cenas realmente tensas. O problema não é nem ser clichê em alguns momentos e sim não saber como se utilizar disso a seu favor.

Finalizando, “Rua do Medo: 1994” é mais uma obra da Netflix que tem umas ideias legais aqui e ali, mas no geral é extremamente esquecível. Esta primeira impressão inclusive me deixou com uma preguiça danada de acompanhar os longas restantes que vão vir…

Escala de tocância de terror:

Direção: Leigh Janiak
Roteiro: Kyle Killen, Phil Grazidiel,Leigh Janiak, R. L Stine( livros)
Elenco: Kiana Madeira, Benjamin Flores, Maya Hawke e outros
Título original: Fear Street: 1994
Ano de lançamento: 2021

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