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RESENHA: A Maldição da Casa Winchester (2018)

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[Por Felipe Macedo]

Filmes sobre casas assombradas e suas maldições inundam os cinemas de tempos em tempos, criando uma série de repetições sem fim dentro desse sub-gênero sem trazer nada de novo. Quando “A Maldição da Casa Winchester” (Winchester) foi anunciado, me peguei surpreso não por se basear em mais um caso supostamente real de assombração e sim pela presença da premiada atriz Helen Mirren encabeçando o elenco. Como ela costuma participar de obras ao menos divertidas, criei uma certa expectativa sobre o projeto.

Dirigido pelos Spierig Brothers, responsáveis pelo fantástico O Predestinado (2014) e pelo mediano Jogos Mortais – Jigsaw (2017), o filme relata as supostas atividades paranormais na mansão de Sarah Winchester, víuva do criador das armas de fogo do mesmo sobrenome. A senhora acreditava que sua família era amaldiçoada pelos espíritos de pessoas que morreram vítimas das armas de fogo. Ela então comprou uma obra inacabada e realizou incensantes reformas e ampliações no local, até sua morte em 1922.

Esperava que o show seria comandado por Mirren, mas quem realmente é o protagonista é o Dr.Eric Price (Jason Clarke), um psiquiatra com um passado trágico que foi enviado pelos outros acionistas da empresa para atestar a insanidade da mulher, já que eles queriam ter o controle total. O personagem toma as vias do espectador: vasculhando a fantástica mansão, tomando sustos em cada esquina e levando cagaço das aparições que não demoram a surgir na tela, além de ir descobrindo os mistério e suas regras junto com o público. Os demais personagens servem apenas para ser alvos de forças sinistras e mesmo tendo uma cena em particular boa, não acrescentam muito.

Confesso que não gostei dessa questão do protagonismo e esperava que o foco do filme fosse a Sra. Winchester, como a divulgação deixou parecer. Seria interessante ver um filme mais sério e focado nos demônios internos e reais que a mulher enfrentava. Dito isso, o filme prefere seguir a fórmula James Wan e apela pra sustos bem comuns, além de soar como repetições não tão bem realizadas. O roteiro também peca por apelar a situações fáceis que me fizeram abrir a boca em descrédito com um terceiro ato extremamente problemático. O desfecho é quase risivel e estraga o bom começo do longa.

O filme parece ser uma bomba, certo? Não necessariamente. Ele cumpre o papel de ser um filme simples para quem não pede muito e vai levar uns sustos aqui e ali. A presença de Mirren é magnética e quase em todas as cenas ela engole os demais atores, tomando as atenções para si. Outro ponto positivo é a fotografia triste e escura. Estamos num filme de terror de fantasmas, mas não é só isso… a mulher está de luto pela família há anos e os parentes que restam estão sendo ameaçados. A fotografia capta bem isso. No fim das contas, Winchester é um filme bem mediano que poderia ter sido muito mais se não quisesse ser um filhote dos filmes de fantasmas modernos.

Escala de tocância de terror:

Titulo original: Winchester
Direção: The Spierig Brothers
Roteiro: The Spierig Brothers e Tom Vaughan
Elenco: Hellen Mirren, Jason Clarke, Sarah Snoke e outros
Ano de lançamento: 2018

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1 comentário

1 comentário

  1. Fabio Bocco

    3 de março de 2018 a 17:34

    Como curiosidade, Alan Moore ambientou uma das histórias do Monstro do Pântano na Mansão Winchester (Swamp Thing #45 de 1985). Na história o Monstro é conduzido por John Constantine até a mansão para investigar as mortes provocadas pelos fantasmas que habitam a casa. Um ótimo conto de horror. Eu li quando guri e já gostei bastante, mas a história ficou ainda melhor quando, mais tarde, descobri que a mansão realmente existia.

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RESENHA: Contato Visceral (2019)

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Contato Visceral

Sinceramente, alguns títulos traduzidos da Netflix atrapalham mais do que ajudam na hora de decidir o que ver. Se não fosse alguns colegas falarem bem de “Wounds“, eu jamais chegaria perto de assistir o filme que está no catálogo de streaming com o nome de “Contato Visceral“.

Dirigido por Babak Anvari, o mesmo autor de “À Sombra do Medo” (Under The Shadow), esta produção com selo Netflix vai fisgar a atenção de quem curte um horror sobrenatural perturbador.

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SÉRIE: Marianne (2019)

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marianne
[Por Felipe Macedo]
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SÉRIE: O Mundo Sombrio de Sabrina (2018)

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O Mundo Sombrio de Sabrina

[Por Jarmeson de Lima]

Ocultismo, bruxaria e paganismo em uma série para um público adolescente tem mais conteúdo macabro do que muito seriado com renome por aí. “O Mundo Sombrio de Sabrina” (Chilling Adventures of Sabrina) tem se revelado muito mais do que uma releitura da série de TV dos anos 90 que apresentava uma simpática feiticeira ajudando seus amigos com truques de mágica. (mais…)

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