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RESENHA: Medo Profundo (2017)

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[Por Felipe Macedo]

Os filmes com tubarão voltaram com tudo com o sucesso estrondoso da franquia Sharknado (ok, não vou entrar no mérito qualidade). Pois bem, já falei que os tutubas fizeram as pazes com o público e crítica com o bom “Águas Rasas” (2016) que foi seguido agora por “Medo Profundo” (47 Meters Down) (2017), que tem o elenco encabeçado pela cantora e ex-atriz teen Mandy Moore.

A trama segue as irmãs Lisa (Moore) e Kate (Claire Holt, da série The Vampire Diaries) em férias no México (mais precisamente numa praia paradisíaca). Por sinal, as protagonistas são clichês ambulantes. Enquanto Lisa é a certinha e entediante, Kate adora um perigo. O que elas não esperavam (mas o público, sim) é que seu passeio “radical” dentro de uma gaiola embaixo da água e cercada por tubarões se tornaria uma luta pela vida quando o troço despenca até 47 metros de profundidade. Feridas, com pouco oxigênio, sem contato com o barco e sendo alvo de tubarões famintos, as irmãs terão que descobrir um jeito de sair dessa com vida.

Johanes Roberts, responsável pelo pavoroso “O Outro Lado da Porta” (2016), se redime do trabalho anterior criando um filme extremamente tenso, violento e com algumas cenas saídas diretamente de um pesadelo. Confesso que o filme enrola um pouco demais na primeira parte, mas quando as irmãs entram na gaiola, a tensão está garantida. A fotografia ajuda bastante, criando um clima de tensão e horror fantásticos. Sem falar que a escuridão do oceano realmente é algo apavorante.

A construção do medo também é bem dosada. Não bastasse o terror de estar com pouco ar, as personagens têm que se defender dos ataques dos animais, que em muitos casos são bem executados e geram aquele pulo da cadeira. A dinâmica entre as irmãs é boa o bastante para fazer a gente torcer pelas protagonistas e se colocar como um terceiro membro. Sério! Em alguns momentos fiquei até com falta de ar. O último ato é um pouco problemático por inserir um plot twist desnecessário e bastante óbvio, mas nada disso chega a atrapalhar a diversão.

Escala de tocância de terror:

Diretor: Johannes Roberts
Roteiro: Johannes Roberts, Ernest Riera
Elenco: Mandy Moore, Claire Holt, Matthew Modine e outros
País de origem: EUA
Ano: 2017

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3 Comentários

3 Comments

  1. Dui Chaves

    6 de abril de 2018 a 14:12

    O plot twist foi muito bom, apesar de previsível. Não achei desnecessário, achei realista. Se o filme terminasse sem ele, seria muito mentiroso. Merecia bem mais que essas três caveiras e meia… Dá de 10 a 0 em águas rasas.

  2. Pingback: RESENHA: Os Estranhos – Caçada Noturna (2018) | Toca o Terror

  3. Pingback: RESENHA: Medo Profundo – O Segundo Ataque | Toca o Terror

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SÉRIE: What We Do in the Shadows (2019)

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What We Do in the Shadows

Na próxima quinta (15 de abril), estreia no canal FX dos EUA a segunda temporada de What We Do in the Shadows, série baseada no filme de mesmo nome lançado em 2014. Aqui no Brasil, sua primeira temporada foi exibida no ano passado pela Fox Premium. Vamos aproveitar então o retorno do programa lá fora para tecer algumas linhas sobre a atração.

Se você assistiu ao filme, fique sabendo que a mecânica é a mesma do longa. Uma equipe de filmagem que nunca aparece acompanha a rotina de três vampiros centenários que vivem na mesma casa e tentam se adequar ao mundo moderno. A principal mudança em relação à obra original é que a história se passa nos EUA, mais precisamente em Staten Island, Nova York.

O elenco também é outro Com a adição de uma personagem feminina, Nadja (Natasia Demetriou), e do lacaio Guillermo (Harvey Guillén), o trio de vampiros se completa com Nandor (Kayvan Novak) e Laszlo (Matt Berry). Há ainda um personagem recorrente, Colin Robinson (Mark Proksch), um humano que se apresenta como “vampiro de energia” e que se alimenta da força vital das pessoas, deixando-as entediadas.

A vida deles segue tranquila, até que eles são obrigados a receber como hóspede o barão Afanas (Doug Jones coberto de maquiagem, para variar), um vampiro milenar que vem da Europa e sonha em conquistar a América. Apesar desse ponto de partida, o enredo não se apega muito a ele. Como seriado, What We Do in the Shadows é basicamente uma sitcom, na qual o roteiro tenta brincar com os clichês da mitologia e da cultura pop.

No filme isso deu muito certo, mas ao longo de 10 capítulos, a série não se sustenta. Há momentos brilhantes, mas eles são raridades. Destaque para os episódios The Trial, com a participação de vários atores que interpretaram vampiros no cinema (como Wesley Snipes e Danny Trejo), e The Orgy, no qual, como o próprio nome diz, uma orgia vampírica é organizada, sem muito sucesso.

Porém, a impressão que fica é que assistir What We Do in the Shadows é um grande esforço para poucas risadas, mesmo que seus capítulos tenham apenas 30 minutos em média. Uma pena, pois o elenco todo é muito bom. Esperamos que nessa segunda temporada, os roteiristas estejam mais inspirados.

Escala de tocância de terror:

Direção: Jemaine Clement e Taika Waititi
Roteiro: Jemaine Clement e Taika Waititi
Elenco: Kayvan Novak, Matt Berry e Natasia Demetriou
Origem: EUA

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RESENHA: Maria e João – O Conto das Bruxas (2020)

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Maria e João

MARIA E JOÃO – O CONTO DAS BRUXAS é inspirado num dos contos mais conhecidos dos irmãos Grimm que já foi adaptado várias vezes pras telas. Até uma versão estilizada estrelando o Gavião Arqueiro dos Vingadores já teve! Agora é a vez de Osgood “Oz” Perkins dar sua visão à história optando pelo horror de fato nos oferecendo uma fábula cruel e cabulosa típica dos contos originais. (mais…)

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RESENHA: Quando as Luzes se Apagam (2016)

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Quando as Luzes se Apagam

[Por Jarmeson de Lima]

Em sua essência, “Quando as Luzes se Apagam” é mais um drama familiar sobrenatural. Temos aqui uma mãe traumatizada, uma criança assustada, um pai desaparecido e uma filha rebelde compondo o núcleo principal desta produção que nos envolve em uma trama alegórica sobre o medo do escuro.
(mais…)

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