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Resenhas

RESENHA: Motorrad (2018)

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[Por Felipe Macedo]

Não é tão comum ter um filme de terror produzido no nosso país e que tenha uma grande distribuição vinda de uma major, nesse caso, a Warner. O exemplo nesse caso é o slasher Motorrad, que estreou nos cinemas recentemente com a proposta de ser algo diferente feito nesse sub-gênero e de quebra dar uma guinada na produção de filmes de terror tupiniquins com grande alcance do público geral, não ficando restrito a festivais do gênero.

A trama segue uma trupe de motoqueiros que procura um lugar ideal no meio do nada para descansar e curtir o local. O que eles não esperavam é que outros motoqueiros apareceriam e tinham intenções bem macabras para cada um deles. Nisso aí o que seria um dia de diversão e curtição vira uma corrida pela vida, já que os vilões não descansarão enquanto não tiverem matado a todos.

A história em si não é tão nova. Trocando alguns detalhes, Motorrad não se diferencia de outros filmes do gênero. Vale salientar que o longa é baseado em uma HQ de mesmo nome escrita por Danilo Beyruth e que sinceramente não sei se é fiel já que não li o material original.

Falando do longa, sinceramente me pergunto se os realizadores acharam realmente que daria certa a mistura de Sexta-feira 13, Mad Max e O Chamado. O roteiro é extremamente confuso e joga no liquidificador os filmes citados sem nenhuma inspiração, criando furos inacreditáveis e sub-tramas rasas e inacabadas. Não existe vínculo nenhum com os personagens e eles conseguem ser mais rasos e mais estúpidos do que as vítimas de Jason Voorhes. A direção parece mais interessada em registrar manobras radicais do que criar tensão e medo.

A fotografia que era algo positivo no começo, utilizando-se de uma imagem seca e suja, mas que se perde nas cenas noturnas. Temos também a presença de algumas cenas gore, mas isso não ajuda em nada a salvar esse longa. Os vilões que deveriam ser misteriosos e ameaçadores passam bem longe disso e o que você quer mesmo é que Motorrad termine para poder seguir sua vida. Uma pena, pois um filme com uma visibilidade até boa, faz o desserviço de afastar o público no geral.

Título: Motorrad
Diretor: Vicente Amorim
Roteiro: Vicente Amorim, L.G. Bayão, L.G Tubaldini Jr
Elenco: Emilio Dantas, Juliana Lohmann, Guilherme Prates e outros
País de origem: Brasil

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"Nós deixamos de procurar os monstros embaixo de nossas camas, quando percebemos que eles estão dentro de nós"

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RESENHA: #Alive (2020)

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Alive

O cinema sul coreano ganhou uma visibilidade incrivel nos últimos anos e hoje não é tão raro ver obras vindas de lá aportarem no cinema. Mas é claro que com a pandemia as coisas foram freadas e alguns filmes estão ganhando destaque via streaming. Este é o caso de #Alive, filme que estreou em seu país na reabertura dos cinemas com bastante êxito e está sendo distribuído mundialmente pela Netflix.

A trama acompanha um jovem rapaz, que sozinho no apartamento da família, tenta sobreviver a uma epidemia mortal que transforma os cidadãos em zumbis sedentos por carne humana. No passar de vários dias, com comida e água acabando e ataques cada vez piores das criaturas, o rapaz coloca em cheque a promessa que fez ao pai de sobreviver. E aos trancos e barrancos ele tentará cumprir o que foi pedido.

#Alive é um bom filme de zumbis que não coloca nada de novo na mesa, mas traz o básico que, em sua maior parte, é competente. O longa não enrola e logo nos primeiros minutos a confusão e o caos predominam. A primeira parte é a melhor, se passando em praticamente um único cenário, mostrando bem a sensação de solidão e medo do personagem com cenas de ação pontuais e mais comedidas. Vale comentar a ótima maquiagem dos monstros que lembram o conterrâneo “Invasão Zumbi” (Train to Busan).

Outra semelhança com o longa de zumbis mais famoso é a ambientação minimalista e o país. Sinceramente, essa sim deveria ser a sequência real dele, pois mesmo não sendo perfeita, se mostra bem superior à continuação oficial, chamanda “Península”.

Os problemas de #Alive vêm à tona em sua segunda metade, onde as sequências de ação se tornam inverossímeis demais (até para um filme de zumbis)… Meio que a produção se rende ao espetáculo ocidental apresentando exageros que tiram a atenção diversas vezes. O clímax acaba sendo forçado e emotivo demais querendo a todo custo arrancar lágrimas do público.

Concluindo… #Alive não é um divisor de águas do gênero, mas é divertido e tenso na maior parte de sua duração. Vale gastar o tempo assistindo as desventuras do protagonista e sua busca pela sobrevivência.

Escala de tocância de terror:

Título original: #Saraitda
Diretor: II Cho
Roteiro: II Cho,Matt Naylor
Elenco: Ah-in Yoo, Shin-Hye Park,Bae-soo Jeon e outros
País de origem: Coreia do Sul

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RESENHA: Dominação (2017)

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Dominação

[Por Felipe Macedo]

Estrelado por Aaron Eckhart e produzido por Jason Blum, “Dominação” (Incarnate) mais uma vez mostra a história de um jovem possuído por um demônio poderoso. Nosso herói aqui luta para derrotar o grande mal e salvar o dia. No entanto, o longa tenta vir com uma promessa de abordar o tema de uma forma diferente do que foi mostrado até hoje. (mais…)

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RESENHA: In Search of Darkness (2019)

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Search of Darkness

[Por Frederico Toscano]*

In Search of Darkness é um documentário com uma proposta simples e direta: destrinchar a produção de horror dos Estados Unidos da década de 80. Lançado em maio do ano passado, acabou não chamando tanta atenção no Brasil (ou mesmo lá fora), provavelmente por não ter recebido uma distribuição e divulgação mais abrangentes. O que é compreensível, já que o projeto não saiu de um estúdio convencional, sendo fruto de uma bem-sucedida campanha de arrecadação dos sites Kickstarter e Indiegogo.

Com a meta alcançada e os fundos garantidos, o diretor e roteirista David Weiner deve ter pensado que os apoiadores mereciam ver seu dinheiro bem empregado. E entregou um filme de quatro horas e meia de duração. E pensar que teve gente reclamando de O Irlandês(mais…)

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