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RESENHA: Deep Blue Sea 2 (2018)

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[Por Felipe Macedo]

Queira ou não, os tubarões estão novamente em evidência. Seja pelo entretenimento como por exemplo o lançamento do trailer de Megatubarão (2018) ou pelo lado jornalístico que relata o ataque mais recente que ocorreu neste último domingo na praia de Piedade. Aproveitando a onda (oeee!), nada melhor do que falar dessa sequência de Do Fundo do Mar, realizada quase 20 anos após o original estrelado por Samuel L. Jackson.

Se bem que “sequência” não seria o termo certo nesse caso. O filme está mais para um remake pobre do que uma parte 2 em si. Para se ter uma idéia, em nenhum momento os eventos do primeiro filme são citados.

Na história, um rico empresário recruta profissionais das mais diversas áreas para fazerem uma experiência com tubarões touro com o intuito de fabricar um super soro que potencializaria o cérebro. Vale salientar que isso ocorre numa base no meio do oceano e que também os tubarões vão tocar o terror na instalação, tal qual o original, certo? Mais ou menos…

Os motivos para se levar adiante a pesquisa é uma das coisas mais ridículas que vi num filme recente: O ricaço queria deixar a humanidade super desenvolvida para uma luta iminente contra robôs. As cenas onde um personagem ingere o tal líquido também são de uma magia sem tamanho.

Como foi dito, Deep Blue Sea 2 funciona mais como um reboot, onde temos personagens e situações com características do original. Podíamos até parar por aqui com as comparações, porque mesmo sendo escancaradamente trash, o original era divertido, sangrento, por vezes tenso e até mesmo surpreendente, coisas que não acontecem aqui. A principal ameaça dessa suposta Parte 2 não são os tubarões inteligentes e sim seus filhotes que se comportam como um cardume de piranhas e ainda fazem um barulho irritante.

Os atores, no geral, são muito ruins e atuam como se estivessem fazendo algo sério e tenso. O gore é quase todo feito em CGI e acredito que maquiagem só foi usada uma vez. A direção é arrastada e sem inspiração, fazendo que a gente olhe o relógio algumas vezes, mesmo que o filme tenha curta duração. Essa não era bem a sequência que esperávamos ou precisávamos. A franquia com essa poderia ficar literalmente no fundo do mar para sempre.

Escala de tocância de terror:

Diretor: Darin Scott
Roteiro: Erik Patterson, Hans Rodinoff, Jessica Scott
Elenco: Danielle Savre, Rob Mayes, Michael Beach e outros
País de origem: EUA
Ano de lançamento: 2018

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RESENHA: Maria e João – O Conto das Bruxas (2020)

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Maria e João

MARIA E JOÃO – O CONTO DAS BRUXAS é inspirado num dos contos mais conhecidos dos irmãos Grimm que já foi adaptado várias vezes pras telas. Até uma versão estilizada estrelando o Gavião Arqueiro dos Vingadores já teve! Agora é a vez de Osgood “Oz” Perkins dar sua visão à história optando pelo horror de fato nos oferecendo uma fábula cruel e cabulosa típica dos contos originais. (mais…)

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RESENHA: Quando as Luzes se Apagam (2016)

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Quando as Luzes se Apagam

[Por Jarmeson de Lima]

Em sua essência, “Quando as Luzes se Apagam” é mais um drama familiar sobrenatural. Temos aqui uma mãe traumatizada, uma criança assustada, um pai desaparecido e uma filha rebelde compondo o núcleo principal desta produção que nos envolve em uma trama alegórica sobre o medo do escuro.
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RESENHA: O Poço (2020)

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O Poço

Com uma produção modesta com apoio do governo espanhol e distribuição da Netflix, “O Poço” (El Hoyo) mescla mistério, drama e ficção científica numa trama que é fácil de resumir, mas difícil de explicar. Assim como obras como “Cubo” e “Demônio“, a ação deste filme se concentra em alguns poucos cenários, restando aos atores imprimir um trabalho que chama a atenção do público.

O estreante em direção de longas, Galder Gaztelu-Urrutia, apresenta aqui uma história que se passa em uma espécie de prisão vertical, em que cada andar abriga dois presos. A plataforma não possui grades ou janelas… apenas as paredes, camas e um buraco no chão e no teto que é por onde uma vez por dia desce uma grande mesa de comida.

E é através do comportamento dos presos frente às refeições que são destrinchadas analogias sociais de opressão, solidariedade e das relações de poder que vão de cima para baixo literalmente. Quem tem sorte de ficar nos níveis superiores tem a chance de comer as refeições com os pratos ainda intactos e limpinhos. Já quem está mais abaixo vai tendo que se contentar com o que vai sobrando sem que nehum dos confinados tenha a preocupação de deixar algo para quem vai se alimentar depois. 

Nesta situação de isolamento dividida em um lugar onde você não queria estar e com quem você não queria conviver, o lado obscuro de cada um se revela e podemos esperar o pior na medida em que vemos o que acontece nos níveis inferiores do Poço. Podia ser só um filme tipo crítica social ao sistema carcerário, mas ele abrange uma metáfora maior sobre nossa presença no mundo e nossa responsabilidade diante da escassez e desperdício de alimentos.

Apesar de ter um ritmo mais reflexivo, “O Poço” sempre guarda cenas impactantes (e com boa dose de gore) no desdobramento de sua história garantindo uma certa fluidez pra quem assiste. Obras assim que oferecem algo a mais do que aparentam estão em falta no cardápio da Netflix, mas são sempre bem vindas.

Escala de tocância de terror:

Título original: El Hoyo
Diretor: Galder Gaztelu-Urrutia
Roteirista: David Desola
Elenco: Ivan Massagué, Zorion Eguileor, Antonia San Juan
País de origem: Espanha

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