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Resenhas

RESENHA: Um Lugar Silencioso (2018)

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[Por Geraldo de Fraga]

No mainstream do cinema de terror atual, não é segredo para ninguém que o som assusta mais do que qualquer aparição na tela. Sem o famoso “PAM” saindo das caixas dos multiplexes, poucas produções de Hollywood se sustentam e conseguem fazer os espectadores saírem da sessão com o coração na boca e satisfeitos pelos solavancos que receberam.

Por conta disso, é de se elogiar a iniciativa de John Krasinski de produzir seu Um Lugar Silencioso (A Quiet Place, 2018) subvertendo as leis do jumpscare. Não que o diretor não faça uso desse artifício, mas não o utiliza a torto e a direito e o trabalha de uma forma onde o som (e também a ausência dele) conta a história do filme.

No interior de Nova York, Lee (John Krasinski) e Evelyn (Emily Blunt) vivem numa fazenda imersa em um cenário pós apocalíptico. Criaturas monstruosas dizimaram grande parte da população da Terra e seguem a espreita para exterminar os que restaram. O longa já deixa o cenário estabelecido, sem grandes explicações sobre a chegada dos inimigos.

O que se sabe é que eles são cegos e atacam guiados apenas pela audição. Assim, é imprescindível que os sobreviventes permaneçam em total silêncio para manter os predadores o mais longe possível. O roteiro é simples, focado na luta pela sobrevivência, sem a pretensão de grandes reviravoltas. E nesse núcleo minimalista há grandes atuações de todo o elenco, com destaque para a adolescente Millicent Simmonds, que interpreta a filha mais velha.

Mas o que Um Lugar Silencioso nos proporciona principalmente, além de um excelente trabalho de edição de som, são sequências de suspense de tirar o fôlego. A ameaça não é velada, está lá o tempo todo, “talvez um pouco demais”, podem achar os mais puritanos, porém nunca gratuitas. Falar mais, estragaria uma trama tão enxuta.

De questionável mesmo, dá para alfinetar o visual ‘Stranger Things Style’ das criaturas. Ainda assim, nada que atrapalhe. O filme entra em cartaz nesta quinta-feira (5) e é uma boa pedida para a pipoca do fim de semana.

Escala de tocância de terror:

Direção: John Krasinski
Roteiro: Bryan Woods, Scott Beck, John Krasinski
Elenco: John Krasinski, Emily Blunt e Millicent Simmonds
Origem: EUA
Ano de lançamento: 2018

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7 Comentários

7 Comments

  1. Ariel

    4 de abril de 2018 a 12:20

    Eu vi uma crítica curta do Pablo Vilhaça e segundo ele o filme merece ficar ao final do ano entre os 10 melhores. Espero assistir também.

  2. Natalie

    23 de abril de 2018 a 04:02

    Fiquei com vontade de ver o filme, ainda mais que você não deu cinco estrelas rsrs (não sou fã do gênero, evito assistir filmes do tipo até em casa), o enredo do trailer me chamou tanto a atenção que me senti obrigada a procurar uma resenha (uma que não seja de omelete ou adorocinema).

  3. Liza

    24 de Maio de 2018 a 19:29

    O filme é fraco, sem explicações de nada, de onde vieram, como chegaram na terra, um filme sem sustos, ou seja, novamente um terror fraco ,sem imaginação e total falta de explicações pelo diretor do filme.Eu , em minha humilde opinião , achei um filme meio bosta!

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RESENHA: O Farol (2019)

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[Por Rodrigo Rigaud]*
Após A Bruxa, difícil resistir a lançar holofotes sobre o novo longa de Robert Eggers – ainda o segundo de sua carreira. Para quem mergulhou no universo de isolamento, fanatismo, loucura e fantasia – um horror, de fato – de seu filme debut, O Farol (The Lighthouse) poderá soar como um naufrágio na potência de seu cinema. (mais…)

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RESENHA: Contato Visceral (2019)

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Contato Visceral

Sinceramente, alguns títulos traduzidos da Netflix atrapalham mais do que ajudam na hora de decidir o que ver. Se não fosse alguns colegas falarem bem de “Wounds“, eu jamais chegaria perto de assistir o filme que está no catálogo de streaming com o nome de “Contato Visceral“.

Dirigido por Babak Anvari, o mesmo autor de “À Sombra do Medo” (Under The Shadow), esta produção com selo Netflix vai fisgar a atenção de quem curte um horror sobrenatural perturbador.

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SÉRIE: Marianne (2019)

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marianne
[Por Felipe Macedo]

Histórias de bruxas sempre fascinaram o público. Sejam elas voltadas pra algo mais assustador ou infantil, essas personagens sempre causaram certo impacto. A lenda da bruxa má povoa nossa imaginação desde a infância em histórias como “João e Maria” e depois na vida adulta em filmes como “ Suspiria ”.

A Netflix sabendo do interesse sobre o tema e na falta de produções atuais sobre o assunto, trouxe recentemente para seu catálogo a série francesa “Marianne” prometendo noites insones para o público. A trama acompanha Emma, uma jovem escritora de bastante sucesso devido a uma série de livros onde a bruxa Marianne, literalmente toca o terror. Forçada a voltar para a cidade de Eden, uma pequena cidade costeira na França, lá ela descobre que sua personagem é real e está a procura de algo. Agora cabe a Emma e seus amigos de infância colocarem um fim no reinado de terror de Marianne.

Bem, qualquer semelhança com algumas historias de Stephen King não é mera coincidência. É notável a influência do autor em toda a história. O clima soturno e uma criatura realmente maligna norteiam a trama com alguns momentos cabulosos. Pena que isso não dure muitos episódios. Apesar de ter bastantes clichês do gênero, no começo a série me prendeu e logo em seguida me fez revirar os olhos diversas vezes. A tentativa de humor, no entanto, é totalmente descabida, sem agradar em nenhum momento gerando até irritação em uma quebra de clima.


O formato de série não ajudou no desenvolvimento dos demais personagens. Tirando Emma e Marianne, os outros são apenas estereótipos de filmes de terror. Pra piorar não são carismáticos e a medida que somem ou morrem na história, isso não acarreta peso algum. E isso é um grande problema no roteiro. A falta de consequências em situações que deveriam repercutir são esquecidas rapidamente. Num filme, isso é compreensível pela questão do tempo, mas numa série? Parece preguiça mesmo.

O número de episódios também poderia ter sido reduzido para no máximo uns seis. Tanto é que no meio da temporada temos muita encheção de linguiça. No fim, “Marianne” tem uma premissa boa, uma vilã realmente aterradora, mas os jumpscares em desmasia e a tentativa a todo custo de parecer um enlatado americano tiram muito de sua graça.

Escala de tocância de terror:

Criador: Samuel Bodin
Elenco: Victorie Du Bois, Lucie Boujenah, Alban Lenoir e outros
País de origem: França
Ano de lançamento: 2019

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