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RESENHA: Veronica (2017)

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Veronica
[Por Jarmeson de Lima]

O cinema de horror espanhol, como bem sabemos, produz filmes acima da média com temáticas obscuras, conflitos espirituais e bastante criatividade. Desta vez, Paco Plaza, co-criador de [rec] aparece para o mundo com Veronica, obra disponível na Netflix e que já foi apontado por alguns como o filme mais assustador da plataforma. Ok, ele é bom, mas vamos com calma.

Veronica se baseia em um caso real registrado pela polícia espanhola como o primeiro e (até agora) único caso de possessão sobrenatural no país. Para reforçar a ligação com o mundo real, ele tenta reconstituir o ocorrido com o dia a dia da adolescente que dá nome ao filme com base nos depoimentos do detetive e das testemunhas do caso. Tudo isso sem voz em off, viu Padilha!

O longa adota a perspectiva da jovem Verónica que inadvertidamente “brinca” com uma tábua Ouija e traz ao mundo dos vivos uma entidade que assume o papel de seu falecido pai. A partir daí, o espírito começa a interferir na vida da adolescente na escola e em sua casa, colocando em risco a sua vida e a de seus irmãos.

E como é um caso baseado em um fato real com poucas evidências, isso dá margem à direção carregar um pouco nas tintas na hora de recontar a história. Por ser um caso de natureza fantasmagórica sem registros reais, o horror transparece com força nas sequências de sonho e alucinação, o que tá longe de ser ruim, na verdade.

O que faz de Veronica ainda mais assustador é a combinação de diversos elementos do universo do horror que a gente sabe que funciona bem quando trabalhados: Crianças e Espíritos. De quebra ainda temos uma freira cega pra deixar tudo ainda mais cabuloso…

Mesmo sem a força da estética “found footage“, Paco Plaza nos dá um bom produto capaz de deixar muita gente apavorada por dias e noites pelas imagens impactantes que gravou. Se fosse pra resumir, Verónica seria tipo Invocação do Mal só que bom. E sem as apelações de James Wan.

Escala de tocância de terror:

Direção: Paco Plaza
Roteiro: Fernando Navarro e Paco Plaza
Elenco: Sandra Escacena, Bruna González, Claudia Placer
País de origem: Espanha
Ano de lançamento: 2017

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RESENHA: Rabid (2019)

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Rabid

Quando saiu a notícia que iria rolar um remake de RABID, clássico de ninguém menos que David Cronenberg – filme que aqui no Brasil saiu com o título infame de “ENRAIVECIDA NA FÚRIA DO SEXO” – eu fiquei num misto de curiosidade e medo do que viria. Mas aí vi que essa empreitada seria realizada pelas Irmãs Soska e fiquei bem animado, pois as gêmeas diretoras tem uns filmes cabulosos no currículo.

Nesta nova versão, dirigida por Jen e Sylvia Soska, a partir do roteiro de John Serge no qual elas também assinam, acompanhamos Rose, uma design de moda que se envolve em um acidente e fica com o rosto desfigurado. Sem esperanças de recuperar a aparência e voltar ao mundo da moda, resolve se inscrever numa clínica de estética adepta de um movimento “TRANS-HU-MA-NI-SMO” que não é aceito pela comunidade médica. Como voluntária, acaba se submetendo ao procedimento milagroso que restaura toda estrutura do seu rosto. Não bastasse a aparência, a moça passa a se sentir melhor em todos os sentidos. Mas não demoram a surgir os efeitos colaterais… e eles são pra lá de sinistros.

Em nenhum momento as diretoras escondem sua admiração por Cronenberg. Há referências frequentes de sua obra durante o longa, sendo que uma em especial acaba se destacando de tão gritante que é. E é claro que o sadismo aqui impera, marca registrada das gêmeas cineastas em seus longas anteriores – vide “T IS FOR TORTURE PORN” e “AMERICAN MARY“. E assim como o diretor canadense, as irmãs também são chegadas a um body horror raiz. Aqui, usam e abusam de efeitos práticos pra nos conferir muita nojeira e bizarrice. Em uma cena vemos uma “cobra” e uma axila… e basta dizer que ela dificilmente será esquecida, por exemplo.

Apesar de seguir a mesma premissa do “RABID” original, este remake tem suas diferenças – o que já é esperado – e a mais importante é a forma com que Rose, vivida por Laura Vandervoort (Biten), é construída. Ao contrário do original, nossa protagonista não passa o filme todo assistindo impassiva às transformações que seu corpo e mente sofrem. Aqui, nossa heroína evolui dentro da trama, passando a ter domínio de suas ações, dando força e profundidade à personagem.

O ponto forte aqui tá no desenvolvimento da personagem principal, como já mencionado, e na violência extremamente gráfica toda artesanal, que garante uma seboseira danada com muito sangue em tela. Infelizmente, a maquiagem dá uns vacilos como na deformidade do rosto da protagonista, o que é bastante fake. Há umas cenas toscas aqui e ali, mas os pontos fracos mesmos estão mais em alguns personagens que poderiam simplesmente nem existir, a exemplo do boyzinho que fica enchendo o saco da moça o filme todo.

Esta nova versão de “RABID” peca por tentar acrescentar mais elementos à trama do que ele precisaria de fato, mas nada que estrague a sua experiência. No fim das contas, o remake das Irmãs Soska agrada e acaba fazendo “bonito”. Pena que esta refilmagem passou meio batida pelo público do gênero e pouco se falou a respeito. Quem ainda tá torcendo o nariz e ainda não viu, tá vacilando.

Escala de tocância de terror:

Direção: Jen e Sylvia Soska
Roteiro: John Serge e Irmãs Soska
Elenco: Laura Vandervoort, Benjamin Hollingsworth, Ted Atherton
Ano de lançamento: 2019

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DVD: Digipack “Coleção O Homem Invisível”

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[Por Osvaldo Neto]

A Classicline é uma distribuidora de home video especializada em cinema clássico com mais de uma década de existência e atividade. Mensalmente, temos lançamentos e relançamentos de filmes que se encontravam ausentes das lojas físicas e virtuais – sejam lançados antes por eles ou outras empresas – assim como produções esquecidas que ganham uma nova vida no mercado. (mais…)

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RESENHA: Aterrorizados (2017)

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Aterrorizados

[Por Geraldo de Fraga]

O cinema argentino tem se destacado há tempos, são inúmeros os exemplos de obras que fizeram sucesso. Você mesmo já deve ter assistido e gostado de algum. Porém, não havia ainda um longa do gênero horror que arrebatasse corações. Agora tem. Aterrorizados (Aterrados), escrito e dirigido por Demián Rugna, é esse exemplar que faltava. (mais…)

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