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GAME: Slayaway Camp – Butcher’s Cut (2018)

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[Por Felipe Macedo]

No inicio da década de 80 e até perto do seu final, o cinema foi dominado pelo slashers. Independente da sua qualidade, eles arrastavam multidões às salas de exibição, gerando lucros aos estúdios que realizavam infinitas continuações de cada um. O tempo passou, assim como a era de ouro dos slashers, mas a memória afetiva dos fãs continua forte e a maior prova disso é o game Slayaway Camp , um puzzle que homenageia e satiriza esse amado subgênero.

A trama inicialmente se passa… adivinhem? Num acampamento de férias onde skullface, um assassino mascarado dedica seu tempo a matar campistas. Alguém conhece essa história? hehehe… O restante do game é dividido em capítulos, que na verdade são sequências do primeiro filme Sexta-Feira 13. Não vou contar mais para não estragar as divertidas homenagens e citações, que mesmo tendo Jason como base, vai muito mais além. Inclusive, tem alguém e um capítulo especial dedicado a um certo mineiro assassino, mas não vou falar mais.

O gameplay consiste em andar pelo cenário no controle do skullface matando todas as vitimas para prosseguir para a próxima fase. À primeira vista parece uma mecânica simples, mas no seu decorrer teremos elementos interativos como fogueiras, lagos e outros itens que também servem para dar fim aos jovens. Também existem fases onde os passos que o personagem dá são limitados. Então se ficou preso em alguma parte e não sabe o que fazer, rebobine o tempo e refaça seus passos.. isso pode te ajudar. O maior problema é que os capítulos são muito longos e cada um tem em média 13 fases. E com a narrativa de 10 filmes, isso pode se tornar um pouco cansativo.

Tenho que destacar ainda o material desbloqueável do game que vai desde novos assassinos a fatalities que homenageiam o cinema de terror em geral, com direito a tubarões e bolhas assassinas. Infelizmente em relação a personagens que se tratam de skins, é estranho ver uma bolha empunhando um machado, por exemplo. Os fatalities por outro lado são muito bacanas de se ver. Existem também extras. A versão que joguei foi a completa de PS4, mas fica claro que nas versões anteriores, esse material era o famigerado dlc ou seja do tipo que tem que se pagar por eles.

Quem espera um visual realista pode se decepcionar. A arte do game segue a linha do popular minecraft, mas isso não pode ser visto como algo ruim. Pelo contrário, dá ate certo charme. O gore não deixa de existir por isso. Ver os fofos bonequinhos serem queimados e esquartejados é um barato! Finalizando, para quem curte slashers e gosta de puzzles esse jogo é uma ótima pedida.

Slayaway Camp esta disponível para PS4, Switch, PC, Celulares e XBox One

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"Nós deixamos de procurar os monstros embaixo de nossas camas, quando percebemos que eles estão dentro de nós"

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RESENHA: #Alive (2020)

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Alive

O cinema sul coreano ganhou uma visibilidade incrivel nos últimos anos e hoje não é tão raro ver obras vindas de lá aportarem no cinema. Mas é claro que com a pandemia as coisas foram freadas e alguns filmes estão ganhando destaque via streaming. Este é o caso de #Alive, filme que estreou em seu país na reabertura dos cinemas com bastante êxito e está sendo distribuído mundialmente pela Netflix.

A trama acompanha um jovem rapaz, que sozinho no apartamento da família, tenta sobreviver a uma epidemia mortal que transforma os cidadãos em zumbis sedentos por carne humana. No passar de vários dias, com comida e água acabando e ataques cada vez piores das criaturas, o rapaz coloca em cheque a promessa que fez ao pai de sobreviver. E aos trancos e barrancos ele tentará cumprir o que foi pedido.

#Alive é um bom filme de zumbis que não coloca nada de novo na mesa, mas traz o básico que, em sua maior parte, é competente. O longa não enrola e logo nos primeiros minutos a confusão e o caos predominam. A primeira parte é a melhor, se passando em praticamente um único cenário, mostrando bem a sensação de solidão e medo do personagem com cenas de ação pontuais e mais comedidas. Vale comentar a ótima maquiagem dos monstros que lembram o conterrâneo “Invasão Zumbi” (Train to Busan).

Outra semelhança com o longa de zumbis mais famoso é a ambientação minimalista e o país. Sinceramente, essa sim deveria ser a sequência real dele, pois mesmo não sendo perfeita, se mostra bem superior à continuação oficial, chamanda “Península”.

Os problemas de #Alive vêm à tona em sua segunda metade, onde as sequências de ação se tornam inverossímeis demais (até para um filme de zumbis)… Meio que a produção se rende ao espetáculo ocidental apresentando exageros que tiram a atenção diversas vezes. O clímax acaba sendo forçado e emotivo demais querendo a todo custo arrancar lágrimas do público.

Concluindo… #Alive não é um divisor de águas do gênero, mas é divertido e tenso na maior parte de sua duração. Vale gastar o tempo assistindo as desventuras do protagonista e sua busca pela sobrevivência.

Escala de tocância de terror:

Título original: #Saraitda
Diretor: II Cho
Roteiro: II Cho,Matt Naylor
Elenco: Ah-in Yoo, Shin-Hye Park,Bae-soo Jeon e outros
País de origem: Coreia do Sul

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RESENHA: Dominação (2017)

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Dominação

[Por Felipe Macedo]

Estrelado por Aaron Eckhart e produzido por Jason Blum, “Dominação” (Incarnate) mais uma vez mostra a história de um jovem possuído por um demônio poderoso. Nosso herói aqui luta para derrotar o grande mal e salvar o dia. No entanto, o longa tenta vir com uma promessa de abordar o tema de uma forma diferente do que foi mostrado até hoje. (mais…)

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RESENHA: In Search of Darkness (2019)

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Search of Darkness

[Por Frederico Toscano]*

In Search of Darkness é um documentário com uma proposta simples e direta: destrinchar a produção de horror dos Estados Unidos da década de 80. Lançado em maio do ano passado, acabou não chamando tanta atenção no Brasil (ou mesmo lá fora), provavelmente por não ter recebido uma distribuição e divulgação mais abrangentes. O que é compreensível, já que o projeto não saiu de um estúdio convencional, sendo fruto de uma bem-sucedida campanha de arrecadação dos sites Kickstarter e Indiegogo.

Com a meta alcançada e os fundos garantidos, o diretor e roteirista David Weiner deve ter pensado que os apoiadores mereciam ver seu dinheiro bem empregado. E entregou um filme de quatro horas e meia de duração. E pensar que teve gente reclamando de O Irlandês(mais…)

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