conecte-se conosco

Resenhas

RESENHA: What The Waters Left Behind (2017)

Publicados

em

[Por Jarmeson de Lima]

Apesar de todas as críticas, temos sorte de ter ao alcance de alguns cliques um acervo de filmes que fogem do circuito hollywoodiano no catálogo da Netflix Brasil. Nos últimos meses acabei vendo filmes indianos, árabes, franceses, coreanos, mexicanos e agora, um argentino na plataforma de streaming. E todos do gênero horror e recentes, vale dizer.

Pois bem, a dica da semana chama-se “What The Waters Left Behind” ou simplesmente “Los Olvidados“, como é seu título original. A película dirigida pelos irmãos Onetti (Luciano e Nicolás) foi lançada no ano passado tendo circulado em diversos festivais do gênero como o Night Visions, Sitges e Morbido Film Festival.

É uma pena que o Brasil seja tão fechado para seus vizinhos e muitos não tenham vontade de ver o cinema portenho e sequer conhecido a tragédia que abalou a região de Epecuén nos anos 80. Epecuén era uma cidade turística junto a um lago que era tão ou mais salgado que o Mar Morto. Em 1985, uma série de fortes chuvas fez com que o lago transbordasse e inundasse a cidade inteira em poucos dias, transformando a região numa zona deserta repleta de escombros e ruínas.

Foto de Epecuén nos dias atuais

E se em cidades inundadas para construção de barragens, a gente já fica meio impressionado com as imagens, sugiro vocês olharem no Google Earth umas fotos de Epecuén atualmente. Parece um cenário tirado de um filme apocalíptico sem tirar nem por. Pois bem, é explorando exatamente essa coisa exótica da região, que até virou rota turística bizarra, que o filme acontece.

Na trama, um grupo de amigos vai até lá para fazer um documentário sobre a tragédia que abalou a Argentina com depoimentos de uma descendente de uma família local. A viagem, claro e obviamente, não segue o script e logo a equipe se torna vítima de um pessoal estranho em um lugar inóspito. Propositalmente ou não, como homenagem ou não, “Los Olvidados” bebe diretamente da fonte de “Quadrilha de Sádicos” e “O Massacre da Serra Elétrica” em estética, ritmo e ação.

Com uma fotografia realçada pelo sol e pela insólita paisagem, grande parte do mérito do filme vem dessa ligação com a realidade. Tudo bem que do meio pro final o longa perde força e cai em clichês que a gente já conhece de slashers e torture-porn, mas até aí você já se convenceu do que a força da natureza (humana) é capaz.

Escala de tocância de terror:

Continue lendo
1 comentário

1 comentário

  1. josue

    22 de Maio de 2018 a 19:28

    Achei muito fraco esse filme, se prendeu nos vários clichês de filmes slasher, sendo um filme argentino a minha expectativa era alta, o que me decepcionou bastante.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Resenhas

RESENHA: Ameaça Profunda (2020)

Publicados

em

Ameaça Profunda
[Por Felipe Macedo]
Alien” (1979) foi um divisor de águas no quesito de mesclar gêneros, nesse caso, ficção e horror. Sequências foram realizadas assim como cópias com qualidades que iam do mediano ao lixo total. E agora nesse inicio de década, surge “Ameaça Profunda” (Underwater), um filme com toda pinta do primo famoso, estrelado por Kristen Stewart e coincidentemente do mesmo estúdio. (mais…)

Continue lendo

Resenhas

SÉRIE: Dracula (2020)

Publicados

em


[Por Jarmeson de Lima]
Quando uma produção como “Dracula” é lançada, a nossa primeira preocupação é imaginar o quão fiel pode ser a adaptação da obra original. E no caso, estamos falando de um livro de Bram Stoker que serviu de inspiração para inúmeros filmes nos últimos 100 anos. Sendo assim, o que a dupla Mark Gatiss (Sherlock) e Stephen Moffat (Doctor Who) poderiam nos trazer de novo? Logo nos créditos, os dois deixam claro que esta minissérie da BBC e exibida na Netflix é “baseada” e não “adaptada” da obra original, o que nos faz crer que haja certas liberdades no roteiro sem a intenção de ser uma transcrição fiel da trama com o mesmo personagem que “ganhou vida” em 1897.
(mais…)

Continue lendo

Resenhas

RESENHA: O Farol (2019)

Publicados

em


[Por Rodrigo Rigaud]*
Após A Bruxa, difícil resistir a lançar holofotes sobre o novo longa de Robert Eggers – ainda o segundo de sua carreira. Para quem mergulhou no universo de isolamento, fanatismo, loucura e fantasia – um horror, de fato – de seu filme debut, O Farol (The Lighthouse) poderá soar como um naufrágio na potência de seu cinema. (mais…)

Continue lendo

Trending