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DICA DA SEMANA: A Chave Mestra (2005)

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Chave Mestra

[Por Júlio Carvalho]

A dica desse fim de semana tá amarrada! A CHAVE MESTRA (The Skeleton Key) é um suspense cabuloso de malassombro ambientado em Lousiana cheio de mandingas e que encontra-se disponível no catálogo nacional da Netflix.

Na trama acompanhamos Caroline (Kate Hudson), uma enfermeira que vai cuidar de um idoso vivido por ninguém menos que John Hurt, num casarão em meio aos pântanos e voodoos de Nova Orleans. Nem precisa dizer que coisas estranhas começam a acontecer e que a nossa heroína passa a estar em perigo, né?

A direção de Iain Softley é mediana seguindo corretinha o clima de suspense, evitando estilismos ou ousadias. Sendo assim, o que sustenta mesmo o longa são as atuações. Com destaque para John Hurt que precisa se expressar apenas pelo olhar, já que seu personagem se encontra paralisado e impossibilitado de falar por consequência de um derrame.

Kate Hudson e Gena Rowlands até que se esforçam e nos conferem bons momentos. Já Joy Bryant e Peter Sarsgaard estão praticamente no automático servindo apenas pra compor a trama, a qual se falar muito a respeito estraga a surpresa.

A CHAVE MESTRA tá longe de ser um filme perfeito, mas no geral cumpre o que promete, com direito até a um plot-twist surpreendente na sua conclusão. Se curte filmes com essa temática, proteja a casa com sal grosso e vai fundo.

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Anarquista, quase cinéfilo, diretor de arte, fotógrafo, cervejeiro, rockeiro doido e crítico/podcaster do Toca o Terror

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DICA DA SEMANA: Expresso do Horror (1972)

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Expresso do Horror

Falou em Christopher Lee e Peter Cushing juntos, a gente pensa logo em Drácula e Van Helsing. Mas também é de conhecimento geral que a dupla fez essa dobradinha em outras produções, principalmente dos estúdios Hammer. A dica de hoje, no entanto, não vem da Hammer e sim de uma coprodução entre Granada Films, Benmar Productions e Scotia International e se chama “Expresso do Horror“.

Vamos primeiro à sinopse (roubada do Wikipedia): “Uma expedição liderada pelo professor Alexander Saxton (Christopher Lee) descobre uma criatura congelada que pode ter milhões de anos. O professor leva seu achado à Europa. Porém, o monstro desperta e espalha terror durante uma viagem de trem pela Rússia, tornando-se uma grande ameaça aos passageiros. Para combatê-lo, Saxton conta com a ajuda do médico Dr. Wells (Peter Cushing)”.

É preciso contextualizar duas coisas. Na época, esse estilo de horror gótico já estava muito desgastado, então o filme, que já soava caricato na época, hoje é mil vezes pior. Tendo isso em mente, entenda também que a ciência abordada é do nível terraplanista. Quando os heróis entendem a origem da criatura, o roteiro nos brinda com teorias sem pé nem cabeça e deduções que nem o ministro astronauta Marcos Pontes assinaria.

Foque, antes de mais nada, no elenco, que, além dos dois grandes protagonistas, tem ainda Telly Savalas (o KOJAK!). Alberto de Mendoza (como uma espécie de Rasputin genérico) e a lindíssima Silvia Tortosa. Outra coisa que o filme tá de parabéns é o figurino. O visual de todos os personagens, sejam russos, britânicos e chineses é tão clichê que parece um desfile de escola de samba, mas com nota 10 no quesito alegoria.

Mas a gente aqui do Toca o Terror gosta tanto, que, em 2015, exibimos no festival Medonho, nossa saudosa maratona de 10 horas de filmes de horror em um cinema pornô no centro do Recife. Mas isso é outra história. Fiquem com “Expresso do Horror” no Youtube.

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DICA DA SEMANA: O Beijo da Virada (2019)

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Beijo da Virada

A chegada da HBO MAX trouxe a opção de mais filmes no catálogo oficial de streaming. E além das produções da própria HBO, a plataforma abriga filmes da Warner e obras advindas de outros canais do conglomerado. Neste pacotão podemos encontrar a série “Into the Dark” veiculado pelo canal Space durante um período que trazia alguns longas independentes com este selo. “O Beijo da Virada” (Midnight Kiss) faz parte desta leva e o que me chamou a atenção foi o fato de ser um slasher com contexto LGBTQIA+.

Vamos à trama: Amigos de longa data que sempre confraternizam juntos o Ano Novo criam um jogo entre si onde na hora da virada eles podem beijar quem quiser, em qualquer número. Só não vale ser alguem do grupo. Nessa hora podem fazer o que quiser, menos se envolver emocionalmente.

Alguns anos depois que iniciam esta “tradição”, um assassino mascarado está disposto a acabar com a farra dos amigos e de formas violenta! Essa aparição, claro, está claramente ligada ao jogo. E agora além curtir o réveillon, eles terão que sobreviver à noite.

O filme segue à risca os clássicos slashers oitentistas, onde um grupo tem que lidar com um erro do passado. De diferente aqui, temos a cultura gay. E embora existam outros slashers com essa pegada, esse se destaca por pertencer à produtora Blumhouse e ter um acesso maior ao público jovem.

O Beijo da Virada” está mais focado nos dramas, romances e traumas dos seus protagonistas. O terror fica bem em segundo plano e para um slasher tem poucas mortes até. Neste sentido, particularmente prefiro “Hellbent” (2004) que é bem mais movimentado e tem bem mais gore.

Embora a temática do filme seja interessante, seus personagens não são carismáticos, então mesmo aparecendo pouco, torci para que todos perecessem nas mãos do vilão. As poucas mortes tem até certo nível de sanguinolência, só que demoram tanto pra acontecer que parecem rápidas demais.

Vale a pena uma conferida pelo fato que não temos muitos filmes de terror na temática LGBTQIA+ disponÍveis nos serviços de streaming. O longa cabe perfeitamente naquele domingo morgado e sem muitas opções e acaba virando um passatempo razoável.

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DICA DA SEMANA: Os Canibais (2018)

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Os Canibais

Estava caçando algo pra indicar aqui e vi um poster que me chamou a atenção! Confesso que eu já tinha visto material de divulgação desta produção há algum tempo atrás, mas havia esquecido completamente da existência. Desta vez acabei dando o play e fui surpreendido positivamente. O filme em questão é OS CANIBAIS (The Farm) e está no catálogo da Amazon Prime Video.

A premissa é bem simples: Um casal está viajando e resolve parar num lugar aconchegante pra dormir, só que quando acordam no dia seguinte, em vez de agarradinhos de conchinha na cama, estão separados, acorrentados e dentro de uma gaiola.

Percebem que estão numa espécie de fazenda na qual os humanos são tratados como gado e agora precisam fugir para não serem servidos. É interessante que as pessoas que alimentam, abatem e tratam da carne dos turistas estão sempre usando máscaras de animais que geralmente estão na posição de comida, numa clara inversão de papéis.

OS CANIBAIS é um filme cru, sem maneirismos de edição e de andamento lento que rende momentos de extrema tensão. A violência aqui não é tão gráfica como esperado, não apresentando assim o gore característico dessas produções sobre canibalismo, mas o tom realista e a condução segura do estreante Hans Stjernswärd, concebem situações extremas e que podem incomodar um bocado.

Cuidado pra não confundir com o bobo e caricato CANIBAIS (The Green Inferno, 2013) do Eli Roth que também está no catálogo da Prime Video.

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