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RESENHA: Os Estranhos – Caçada Noturna (2018)

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[Por Felipe Macedo]

O medo da violência atinge a todos nós, cada vez mais assustados com a quantidade de casos assim em todo o mundo. Sendo assim, o único lugar em que nos sentimos seguros é nossa casa, certo? Mas imagina se um trio de assassinos mascarados começa a fazer jogos macabros para te aterrorizar e logo depois te caçar sem piedade? Essa é a trama do primeiro Os Estranhos (2008) e que foi alterada quase que por completo em sua tardia sequência.

A história dessa vez se foca numa família e sua road trip forçada, já que estão a caminho de uma escola para jovens problemáticos para deixar a sua filha caçula. A viagem em si não é amistosa e as trocas de farpas são constantes. Só que nada é tão ruim que não possa piorar.

A matriarca tem parentes que moram naqueles terrenos cheios de trailers no meio do nada, mas chegando lá, notam que o local está deserto. Sendo que nossos queridos assassinos mascarados estão na sombra ansiosos para mais uma noite de caça.

A trama segue a cartilha slasher e ao invés de acabar com os nervos das vítimas, os vilões vão logo pro que interessa como se fossem Michael Myers. Quem já viu um filme da franquia Halloween já sabe o que esperar, pois os clichês são utilizados à exaustão. Infelizmente com quase nenhuma inspiração, as cenas de perseguição são xoxas, sem sangue e sem graça em sua maioria. O elemento tensão é jogado no lixo. Os assassinos parecem ser parentes de Jason e aparecem em qualquer lugar – mesmo os mais absurdos – só para tentar arrancar sustos do público.

A direção de Johanes Roberts (Medo Profundo, 2017) é burocrática e por vezes chata, querendo insistir em sustos fáceis e movimentos de câmera sem graça. A única cena bem realizada e tecnicamente inspirada é boa e tensa, mas não consegue segurar o trem desgovernado.

Vocês sabem que eu adoro slashers e vejo de tudo. Esse não foi de todo ruim e existem outros bem piores, mas fazia tempo que não via algo com tamanha falta de identidade. Foi isso que certamente acabou mexendo no fator diversão descompromissada que o filme poderia ter me dado.

Escala de tocância de terror:

Título original: The Strangers: Prey at Night
Diretor: Johannes Roberts
Roteiro: Bryan Bertino e Ben Ketai
Elenco: Christina Hendricks, Martin Anderson, Bailee Madson e outros
Ano de lançamento: 2018
País de origem: EUA

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2 Comentários

2 Comments

  1. Ariel Bruno

    17 de junho de 2018 a 22:32

    Foi abaixo das expectativas.

  2. Daniel Novaes

    18 de junho de 2018 a 11:35

    Ótima resenha! Definiu muito bem o filme…

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RESENHA: Ameaça Profunda (2020)

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Ameaça Profunda
[Por Felipe Macedo]
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SÉRIE: Dracula (2020)

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[Por Jarmeson de Lima]
Quando uma produção como “Dracula” é lançada, a nossa primeira preocupação é imaginar o quão fiel pode ser a adaptação da obra original. E no caso, estamos falando de um livro de Bram Stoker que serviu de inspiração para inúmeros filmes nos últimos 100 anos. Sendo assim, o que a dupla Mark Gatiss (Sherlock) e Stephen Moffat (Doctor Who) poderiam nos trazer de novo? Logo nos créditos, os dois deixam claro que esta minissérie da BBC e exibida na Netflix é “baseada” e não “adaptada” da obra original, o que nos faz crer que haja certas liberdades no roteiro sem a intenção de ser uma transcrição fiel da trama com o mesmo personagem que “ganhou vida” em 1897.
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RESENHA: O Farol (2019)

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