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DICA DA SEMANA: Missão Saturno 3 (1980)

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Missão Saturno 3

[Por Jarmeson de Lima]

Bem antes do ‘Terminator’ e anos depois da insurgência de HAL 9000, eis que na carona da febre espacial de ‘Star Wars’, surgiu “Missão Saturno 3” (Saturn 3). Talvez você não tenha visto (ainda) este filme, mas sua importância e influência ecoam até hoje em filmes de terror que lidam com o espaço, a robótica e a ficção científica.

Começamos nossa viagem com uma expedição a uma lua de Saturno que como o nome indica, é a terceira. Os terráqueos tentaram aproveitar o terreno inóspito para uma colônia de testes e mandaram para lá um casal improvável formado por Alex (Farrah Fawcett) e Adam (Kirk Douglas). Mas para perturbar a rotina de isolamento deles, aparece o indesejável Benson, vivido por Harvey Keitel.

Com cabelos brancos e rugas a menos, vemos este elenco ficar em situações incômodas quando o astronauta visitante traz consigo um robô. Considerando que a vida na colônia espacial num satélite de Saturno deve ser meio chata em meio a eclipses de quase um mês, a vinda dessa galerinha até que deu uma agitada, mas na maneira errada.

Intimidando a todos com seus quase 2m de altura e uma força desmedida, Hector, o robô, não possui rosto nem voz, e assusta justamente por isso. A interface de uma máquina voyeuristica sem emoções que pega emprestado lembranças humanas e esmaga objetos de metal num simples aperto não é bem a companhia desejável por um casal em uma missão de longa duração no espaço.

Em meio a planos e intenções nada bonitas do jovem Harvey Keitel, o filme explora um lado sombrio da robótica antes da febre que veio à tona nas décadas seguintes. Apesar de não ser tão bem conhecido, “Missão Saturno 3” faz tudo direitinho. Não é (tão) brega, não é (tão) datado e não força (muito) a barra nas cenas de suspense e terror, pegando emprestado e cedendo à posteridade cenas de perseguição bem claustrofóbicas.

Como é de se imaginar, o filme já saiu de catálogo no Home Video, mas está completo no YouTube para quem quiser ver. Dirigido por Stanley Donen (“Cantando na Chuva” e “Sete Noivas para Sete Irmãos”) e John Barry (Design de Produção de “Superman” e “Laranja Mecânica”), este terror espacial se aproveita da fama do elenco principal, mas sabe bem deixar sua marca como obra na ficção científica para um bom passatempo no final de semana.

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DICA DA SEMANA: Síndrome de Ebola (1996)

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Síndrome de Ebola

SÍNDROME DE EBOLA (Ebola Syndrome, 1996) calhou de ser o filme que escolhi e revi para comentar no Toca o Terror essa semana, que infelizmente registrou o segundo dia de maior mortalidade no Brasil em um ano da pandemia de COVID-19. Então deixo logo avisado que esse não é bem o filme mais indicado para alguém que quer se distrair um pouco em meio a uma pandemia.

Aliás… o filme não é indicado a quase seu ninguém, a não ser gente que possa abraçar um cinema extremo demente, com um humor controverso e sem nenhum limite para o politicamente correto. Sem falar de várias cenas envolvendo gore e trocas de fluídos corporais de quase todos os tipos (só faltou o “número 2”…). No meu caso e no de meia dúzia de seres humanos que assistiriam a essa produção nesse momento de nossas vidas, para essas pessoas em particular, SÍNDROME DE EBOLA é uma obra-prima da grosseria.

Temos aqui um dos personagens mais odiosos e depravados já retratados no cinema. Logo nos primeiros minutos de filme, Kai (Anthony Wong) é flagrado no rala e rola com a esposa do patrão e comete três assassinatos nessa confusão. Daí ele foge para a África do Sul, onde trabalha em um restaurante chinês para um casal que aproveita de sua condição de foragido para pagar muito, mas muito pouco.

É quando o protagonista do longa, no auge de sua insanidade, estupra e mata uma mulher de uma tribo sul-africana que estava infectada com o Ebola. Contaminado, ele sofre de uma pesada febre que geralmente mata os doentes, mas sobrevive e vira um agente contaminador, conscientemente espalhando a doença por toda a África do Sul. E, claro, o sujeito volta pra Hong Kong e também vai aprontar muito por lá, começando por infectar duas prostitutas em sua volta para casa.

SÍNDROME DE EBOLA retoma a parceria de “The Untold Story” (1993) com o diretor Herman Yau e o ator Anthony Wong (Fervura Máxima), que está sublime como o detestável Kai. Ambas produções são consideradas Category III, que é o modelo de classificação chinês para filmes que apenas poderiam ser vistos no cinema, alugados ou adquiridos por maiores de 18 anos. O que seria uma classificação etária para o país virou sinônimo de ‘cinema exploitation chinês’ para o redor do mundo.

Depois de seus primeiros longas, Herman Yau tornou-se um dos diretores mais prolíficos e populares do cinema de Hong Kong. Alguns de seus filmes mais recentes podem ser assistidos (mas vejam só…) a um clique de distância pela Netflix, como o ótimo A HOME WITH A VIEW, que tem uma divertida participação especial do próprio Anthony Wong, e THE WHITE STORM 2. Wong e Yau completaram uma trilogia de filmes de horror com o subestimado THE SLEEP CURSE, de 2017.

É correto dizer que pessoas mais sensíveis não terão qualquer diversão com a completa demência que toma conta do filme inteiro. Há ainda algumas cenas com animais que podem incomodar outros espectadores. Mas SÍNDROME DE EBOLA, obviamente, é o caso de um produto de seu tempo e não deve ser levado a sério em momento algum.

SÍNDROME DE EBOLA, por incrível que pareça, pode ser assistido através do YouTube! A qualidade está fraca e a legenda em português tá longe de ser das melhores, mas um link desses quebra o galho para quem deseja assistir ao filme de imediato.

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DICA DA SEMANA: Exorcismo Negro (1974)

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Exorcismo Negro

[Por Jota Bosco]

Quando falamos de José Mojica Marins lembramos automaticamente de seu personagem Zé do Caixão e dos filmes “À Meia-Noite Levarei Sua Alma” e “Esta Noite Encarnarei no Teu Cadáver“, não é mesmo? Pois a medonha criatura está em outros filmes do mestre do horror e minha dica dessa semana se trata de um que merece especial destaque… (mais…)

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DICA DA SEMANA: Luz – A Flor do Mal (2019)

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Luz - A Flor do Mal

Para a dica desta semana trago LUZ: A FLOR DO MAL (Luz: la flor del mal) cabuloso terror rural colombiano carregado de simbolismos que desde 2019 vem rodando em diversos festivais – FANTASPOA incluso! – e chamando atenção do público e da crítica.

Em LUZ: A FLOR DO MAL acompanhamos um pequeno povoado que vive nas montanhas, no qual todos seguem cegamente as ordens de um líder religioso conhecido como “Senhor” que, além de prometer salvação, vida eterna etc, mantém preso um menino que, segundo ele, é o próprio Jesus.

Escrito e dirigido por Juan Diego Escobar Alzate, LUZ chama atenção logo de cara para o seu visual com cores extremamente saturadas que dão um tom lúdico pra tudo que é mostrado em tela. Parece que estamos naquelas ilustrações de paraíso de panfletos de igreja. Aqui, assim como no cultuado MIDSOMMAR (Ari Aster, 2019), tudo se passa de dia, sob um lindo céu azul, tendo pouquíssimos momentos à noite.

Para além do visual, o destaque do longa vai para o elenco principal formado por Conrado Osorio, que vive o alucinado El Senhor e as três irmãs interpretadas por Yuri Vargas, Sharon Guzman e Andrea Esquivel que entregam personagens críveis e intensos. A trama basicamente foca no despertar dessas três mulheres que, apesar de seguidoras fiéis, passam a contestar tudo o que o pastor prega.

Lindo, provocativo e cabuloso, LUZ: A FLOR DO MAL é mais um belo exemplar do que o cinema de horror ibero-americano tem a oferecer e pode ser conferido por aqui pelo Now, VivoPlay e GooglePlay Filmes.

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