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DVD: Digipack “Horror Mudo”

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[Por Osvaldo Neto]

Horror Mudo” é mais um lançamento temático da Obras-Primas do Cinema que desta vez nos entrega quatro grandes clássicos da fase silenciosa do cinema em DVD. O digipack contém os seguintes filmes em dois discos de dupla camada: O MÉDICO E O MONSTRO, O CORCUNDA DE NOTRE DAME, A CARRUAGEM FANTASMA e O FANTASMA DA ÓPERA.

É verdade que os longas chegaram a ser lançados anteriormente no mercado mas sempre em edições de qualidade fraca ou inaceitável, isso quando não saíram por distribuidoras que não se importam com o colecionador. “Horror Mudo” traz essas obras essenciais nas suas melhores cópias numa edição que vale a pena ter na prateleira e que está muito bem apresentada, como pode ser visto nas fotos abaixo.

O FANTASMA DA ÓPERA e A CARRUAGEM FANTASMA, inclusive, estão em versões excelentes no 2o. DVD. O clássico de Victor Sjöström é apresentado com a restauração feita em parceria com o Instituto Sueco de Cinema e que foi lançada pela distribuidora Criterion. De extras, o digipack vem com as primeiras versões de O MÉDICO E O MONSTRO (os curta-metragens de 1912 e 1920) e uma entrevista de 16 minutos com Ingmar Bergman. Sem esquecermos, é claro, dos tradicionais cards que são um ótimo brinde para quem adquire os lançamentos da Obras-Primas.

Capturas dos DVD’s:

DVD 01

O MÉDICO E O MONSTRO (Dr. Jekyll and Mr. Hyde, 1920, 79 min)

Direção: John S. Robertson. Elenco Principal: John Barrymore, Martha Mansfield, Brandon Hurst.

Cientista filantropo testa fórmula em si mesmo, com o intuito de provar que os instintos benévolos e malévolos de uma mesma pessoa podem ser retidos em corpos diferentes. Entretanto, com o passar do tempo, o avatar de sua maldade (sob o nome de Mr. Hyde) passa a dominá-lo por completo e fazer mal contra todos os que estão ao seu redor.

O CORCUNDA DE NOTRE DAME (The Hunchback of Notre Dame, 1923, 110 min)

Direção: Wallace Worsley. Elenco Principal: Lon Chaney, Patsy Ruth Miller, Norman Kerry.

Quasimodo, o sineiro responsável por badalar os sinos da Catedral de Notre-Dame de Paris, acabou desenvolvendo um sentimento que o fará sofrer mais ainda, além das recorrentes humilhações pela sua deformação na coluna: ele se apaixonou perdidamente pela cigana Esmeralda, e enfrentará o ódio e os maus-tratos de desaprovação do padre que o acolheu no templo.

Menus, extras

DVD 02

O FANTASMA DA ÓPERA (The Phantom of the Opera, 1925, 92 min)

Direção: Rupert Julian. Elenco Principal: Lon Chaney, Mary Philbin, Norman Kerry.

Adaptação para o cinema do romance de Gaston Leroux. Erik, um compositor desfigurado em seu rosto, que vive nos subsolos de um grande teatro em Paris, apaixona-se por uma jovem cantora de ópera, e a convence a desistir de seu par, sequestrando-a em seus aposentos.

A CARRUAGEM FANTASMA (Körkarlen, 1921, 106min)

Direção: Victor Sjöström. Elenco Principal: Victor Sjöström, Hilda Borgström, Tore Svennberg.

Suécia, véspera de Ano Novo. Três bêbados evocam uma lenda que afirma que se a última pessoa a morrer no ano for uma grande pecadora, ela irá guiar a carruagem fantasma que recolhe as almas dos mortos.

Menus, extras

O digipack “Horror Mudo” pode ser encontrado para venda nas melhores lojas virtuais, como a Colecione Clássicos, e lojas físicas. Aquisição mais do que recomendada não apenas para os fãs do horror clássico, como também para qualquer estudante ou interessado em cinema.

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RESENHA: Raw (2017)

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raw

[Por Gabriela Alcântara]

É possível um filme ser grotesco e ainda assim ser extremamente belo e erótico. A prova pode ser vista em “Raw” (no Brasil traduzido também como “Grave”), de Julia Ducornau, que está disponível na Netflix. Apesar dele ter ganhado burburinho nos últimos anos por ter ganho diversos prêmios – incluindo o FRIPESCI da Semana da Crítica de Cannes – e teoricamente ter feito muitas pessoas vomitarem, confesso que evitei assisti-lo por um tempo – na verdade justamente por isso. (mais…)

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RESENHA: V/H/S (2012)

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vhs-poster1

Existe vida inteligente no found footage. Em meio a vários e vários filmes que exploram o estilo de falso documentário, é difícil encontrar algum que realmente se sobressaia. É aí que As Crônicas do Medo (V/H/S) entra na jogada. A trama é centrada em um grupo de criminosos cuja missão é encontrar uma misteriosa fita de vídeo em uma casa. Na busca pela fita certa, eles acabam encontrando e assistindo a uma série de vídeos de horror.

O enredo que se passa dentro da casa e amarra as pequenas histórias, que são independentes umas das outras, é fraca. Mas isso fica em segundo plano. O que aparece nas fitas encontradas é o que importa. São cinco curtas, cada um dirigido por um ou dois diretores. No total, são 10 dez profissionais dividindo a direção do filme.

Quando assisti ao trailer, algo que me chamava a atenção era como os efeitos especiais ficavam muito realistas quando inseridos em imagens de baixa qualidade (lembrando que a película é filmada totalmente com câmeras caseiras de VHS).

A primeira história mostra um grupo de jovens que compram uns óculos com uma mini-câmera e saem pelas baladas para filmar seus sucessos amorosos. Porém uma das moças que eles conhecem não é, digamos, muito sociável.

No segundo ato, acompanhamos um casal em uma viagem pelo interior dos EUA, onde eles registram tudo em vídeo. Nesse não dá pra falar mais sem entregar spoilers. É o único dos cinco onde o elemento sobrenatural não está presente, mas que possui um dos melhores finais.

O terceiro filme foi o que achei mais fraco. Um grupo de jovens vai a um lago no meio da floresta, fumar um e tomar banho pelado. É aí que eles têm uma desagradável surpresa. Apesar do roteiro fraco, a estética desse aqui deve ser apontada como um ponto a favor.

Na quarta história, temos um casal conversando pelas suas respectivas webcams. A menina acha que seu apartamento está sendo assombrado por fantasmas e sempre que algo de estranho acontece, ela liga para o cara para que ele a faça companhia. Muito boa história e efeitos.

Por falar em efeitos, é no quinto episódio que eles aparecem em sua melhor forma. Quatro jovens vão a uma festa na noite de Halloween e descobrem algo muito sinistro acontecendo na casa onde deveria estar acontecendo a farra.

A trama do grupo de criminosos tem um desfecho meia boca, mas isso não tira o mérito do filme. Concentre-se nos cinco curtas e divirta-se. A franquia teve mais duas sequências e a qualidade de alguns segmentos foi mantida, mas no geral também valem a pena serem vistos.

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RESENHA: Invasão Zumbi 2 – Península (2020)

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Peninsula

Esqueça o que você viu e gostou em “Invasão Zumbi” (Train to Busan). “Invasão Zumbi 2: Península” (Train to Busan 2: Peninsula) consegue ser tão genérico e pouco original que se não fosse da mesma franquia nem valeria a pena a conferida. Aliás, a ligação entre os dois filmes se dá apenas pela breve introdução em que falam que uma epidemia se espalhou por toda a Coreia do Sul e em pouco tempo o país ficou em lockdown total.

Neste começo até temos uma palhinha do que o filme poderia ser se não tivessem se perdido na megalomania. A cena no caso se passa em um navio de refugiados até o Japão onde um infectado faz mais estrago do que o exército que comanda a embarcação podia imaginar. Mas fica só nisso.

De resto, temos um salto de quatro anos onde mercenários em Hong Kong se especializam em saquear o que restou da Coreia do Sul enviando “mulas” em missões específicas. Aí é quando vemos que “Peninsula” vira um daqueles filmes pós-apocalípticos sem graça com direito a aqueles clichês que já vimos em “Resident Evil“, “Terra dos Mortos” e “The Walking Dead” com refugiados em bunkers contra zumbis que perambulam entre os escombros das cidades.

Se no primeiro filme desta franquia coreana tivemos como um dos pontos cruciais da trama um emocionante desfecho trágico em família, este longa utiliza-se disso como uma muleta para causar empatia com um núcleo de personagens. E falha miseravelmente. A mãe durona que tenta criar suas crianças com o pai/avô está longe de chamar atenção ou emocionar a quem já imagina que o destino deles não será dos mais felizes.

Tirando o aspecto tiro/porrada/bomba nos confrontos com os zumbis, os efeitos digitais deixam muito a desejar. As perseguições com carros atropelando zumbis lembram “Mad Max: Estrada da Fúria” num centro urbano mas com um CGI tão mal construído que parecem extraídos de “Guerra Mundial Z“, onde os mortos-vivos morrem igual a baratas e são vistos rapidamente em frações de segundos.

Considerando o sucesso mundial do primeiro filme, os produtores quiseram agora faturar alto com um orçamento bem maior e algumas concessões criativas transformando o longa em um tipo de filme de ação/aventura que por um acaso tem essas criaturas tão populares no universo do horror. A preocupação em atrair um público maior foi tanta que praticamente eliminaram a carnificina típica de um ataque zumbi para deixar as mortes dos vivos em off-screen.

Diante de tudo isso, não procure ter muitas expectativas ao assistir “Peninsula“. Claro que dependendo do seu grau de exigência, o filme possa ser um bom passatempo. O problema é que não se torna nada mais além disso, tornando-se aquele produto tipicamente enlatado que não precisaria ser revisto depois.

Escala de tocância de terror:

Diretor: Sang-ho Yeon
Roteiro: Sang-ho Yeon, Ryu Yong-jae
Elenco: Dong-won Gang, Jung-hyun Lee, Re Lee
País de origem: Coreia do Sul
Ano de lançamento: 2020

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