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Resenhas

RESENHA: Medo Viral (2017)

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[Por Osvaldo Neto]

Uma das coisas mais irritantes no fã de terror (para não dizer do público em geral) é aquela velha cobrança de que ‘falta originalidade’ nos filmes feitos atualmente. Bom… o nascimento do cinema data de antes de 1900, muita coisa foi feita desde então e é seguro dizer que hoje vivemos numa época onde a frase “Nada se cria, tudo se copia” tem sido cada vez mais certeira.

“Medo Viral”, que estreia nos cinemas nesta quinta-feira (16) em circuito limitado no Brasil, retrata um grupo de jovens amigos que passa a ter suas vidas ameaçadas por um aplicativo de smartphone assombrado. Sim, essa é uma ideia um tanto quanto absurda, que até poderia ter rendido algo bem interessante e divertido. O porém é que o longa de estreia dos diretores Abel e Burlee Vang não vai além de uma colcha de retalhos sem qualquer personalidade de uma série de outros filmes recentes de sucesso.

O Sr. Bedevil, a entidade por trás do app do mal, tem um quê de Slenderman, de A Freira de Invocação do Mal 2 (que ganhou um spin-off, mesmo sendo outro personagem tosco) e do Pennywise visto no novo It – A Coisa. Uma das muitas e muitas tentativas canhestras do filme dar um susto no espectador tem até o uso de um balão vermelho (valha-me!). Assim como o ser sobrenatural criado por Stephen King, ela também assume diversas formas para amedrontar quem foi amaldiçoado. Ou seja, se você vê uma personagem conversando com a mãe sobre o medo que tinha da avó, você já sabe de antemão que mais na frente vai rolar algo com uma velha sinistra… e por aí vai. Tem até um Ursinho Ted do inferno.

Sério…

Como se já não bastasse ser previsível e genérico até a medula, MEDO VIRAL ainda comete aquele velho pecado de quase tudo que é terror teen: o de ter protagonistas completamente inexpressivos e desinteressantes, interpretados por um elenco idem. Quando os personagens começam a ir pro saco, as atuações e direção conseguem ser tão nulas que nem mesmo os outros personagens parecem ficar tristes ou se importar tanto com quem acabou de morrer. Se eles não se importam, por quê o espectador se importaria?

É tanta da burrada que nossos “heróis” cometem, uma atrás da outra, que fica impossível de torcer por eles. Você sabe que tá lascado quando o expert em tecnologia do filme fala de um ‘firmware’ como se ele fosse um antivírus. Em suma, mais uma produção boba e descartável que talvez só agrade a quem assistiu a 10 filmes de terror na vida. Que o Sr. Bedevil não volte mais para aterrorizar quem escreve resenhas pro Toca o Terror.

Escala de tocância de terror:

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  1. Pingback: RESENHA: A Hora da Sua Morte (2020) – Toca o Terror

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RESENHA: O Farol (2019)

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[Por Rodrigo Rigaud]*
Após A Bruxa, difícil resistir a lançar holofotes sobre o novo longa de Robert Eggers – ainda o segundo de sua carreira. Para quem mergulhou no universo de isolamento, fanatismo, loucura e fantasia – um horror, de fato – de seu filme debut, O Farol (The Lighthouse) poderá soar como um naufrágio na potência de seu cinema. (mais…)

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RESENHA: Contato Visceral (2019)

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Contato Visceral

Sinceramente, alguns títulos traduzidos da Netflix atrapalham mais do que ajudam na hora de decidir o que ver. Se não fosse alguns colegas falarem bem de “Wounds“, eu jamais chegaria perto de assistir o filme que está no catálogo de streaming com o nome de “Contato Visceral“.

Dirigido por Babak Anvari, o mesmo autor de “À Sombra do Medo” (Under The Shadow), esta produção com selo Netflix vai fisgar a atenção de quem curte um horror sobrenatural perturbador.

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Resenhas

SÉRIE: Marianne (2019)

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marianne
[Por Felipe Macedo]

Histórias de bruxas sempre fascinaram o público. Sejam elas voltadas pra algo mais assustador ou infantil, essas personagens sempre causaram certo impacto. A lenda da bruxa má povoa nossa imaginação desde a infância em histórias como “João e Maria” e depois na vida adulta em filmes como “ Suspiria ”.

A Netflix sabendo do interesse sobre o tema e na falta de produções atuais sobre o assunto, trouxe recentemente para seu catálogo a série francesa “Marianne” prometendo noites insones para o público. A trama acompanha Emma, uma jovem escritora de bastante sucesso devido a uma série de livros onde a bruxa Marianne, literalmente toca o terror. Forçada a voltar para a cidade de Eden, uma pequena cidade costeira na França, lá ela descobre que sua personagem é real e está a procura de algo. Agora cabe a Emma e seus amigos de infância colocarem um fim no reinado de terror de Marianne.

Bem, qualquer semelhança com algumas historias de Stephen King não é mera coincidência. É notável a influência do autor em toda a história. O clima soturno e uma criatura realmente maligna norteiam a trama com alguns momentos cabulosos. Pena que isso não dure muitos episódios. Apesar de ter bastantes clichês do gênero, no começo a série me prendeu e logo em seguida me fez revirar os olhos diversas vezes. A tentativa de humor, no entanto, é totalmente descabida, sem agradar em nenhum momento gerando até irritação em uma quebra de clima.


O formato de série não ajudou no desenvolvimento dos demais personagens. Tirando Emma e Marianne, os outros são apenas estereótipos de filmes de terror. Pra piorar não são carismáticos e a medida que somem ou morrem na história, isso não acarreta peso algum. E isso é um grande problema no roteiro. A falta de consequências em situações que deveriam repercutir são esquecidas rapidamente. Num filme, isso é compreensível pela questão do tempo, mas numa série? Parece preguiça mesmo.

O número de episódios também poderia ter sido reduzido para no máximo uns seis. Tanto é que no meio da temporada temos muita encheção de linguiça. No fim, “Marianne” tem uma premissa boa, uma vilã realmente aterradora, mas os jumpscares em desmasia e a tentativa a todo custo de parecer um enlatado americano tiram muito de sua graça.

Escala de tocância de terror:

Criador: Samuel Bodin
Elenco: Victorie Du Bois, Lucie Boujenah, Alban Lenoir e outros
País de origem: França
Ano de lançamento: 2019

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