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DICA DA SEMANA: La Cabina (1972)

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[Por Jota Bosco]

Minha dica de hoje, para dar uma variada, é um curta metragem que vez por outra volta a frequentar as timelines das redes sociais e sempre que aparece, gera muitos comentários como “Nossa! Isso é muito Black Mirror!” Verdade. É tão mas tão Black Mirror que o roteirista e produtor Charlie Brooker, o cita como influência para a criação de sua série: “É a história de um sujeito que fica preso numa cabine telefônica. Aquele curta me impressionou muito e me deu muito medo. Não conseguia acreditar que estava vendo algo tão doentio. De certo modo, queria captar e mostrar as sensações que aquilo produziu em mim.”

La Cabina” é dirigido pelo espanhol Antonio Mercero, com roteiro do próprio diretor em parceria com José Luis Garci (“A Força do Diabo“, de Jorge Grau). Foi ao ar pela primeira vez em 13 de dezembro de 1972 na Televisión Española e foi vencedor do International Emmy Awards na categoria ficção em 1973.

Os mais jovens podem não lembrar, mas até um passado bem recente, antes da chegada dos aparelhos celulares, existiam telefones públicos e na Europa e EUA eram bem comum o uso desses aparelhos em cabines telefônicas. E é numa dessas cabines que se passará nossa história.

Em um dia como outro qualquer, após se despedir do filho, um homem resolve fazer uma chamada telefônica e ao perceber que o aparelho que queria usar não funciona, tenta sair do cubículo e percebe que está trancado. A partir daí, sua tentativa frustrada de se libertar vira piada de uns, preocupação de outros e vai se tornando cada vez mais angustiante até culminar numa terrível resolução.

Duas coisas que me fazem recomendar essa pequena obra prima são: mostrar que o preconceito com “filme feito para a TV” é uma grande besteira e principalmente pelo fato de que mesmo sendo uma sensacional metáfora para a ausência de liberdade que era viver sob a ditadura de Franco, não foi censurado.

O curta está disponível no Youtube e no Vimeo.

Simpático de corpo™ Vimeo: https://vimeo.com/jotabosco/ Youtube: https://www.youtube.com/user/sonicbosco/videos

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2 Comentários

2 Comments

  1. Carlos

    27 de setembro de 2018 a 12:39

    Valeu a recomendação!
    Muito bom!

  2. Luiz

    28 de setembro de 2018 a 08:37

    Acho muito mais interessante quando o site descobre essas pérolas do que quando fica gastando artigos para falar mal de filmes ruins que já foram comentados em outros site. Isso aí!

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DICA DA SEMANA: O Mestre dos Desejos (1997)

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Mestre dos Desejos

Mestre dos Desejos” (Wishmaster) é aquele típico filme estraga-prazeres. Não pelo filme em si, claro, mas por sua premissa que acaba com as fantasias de muita gente que só conhecia as lendas de gênios da antiguidade pelos desenhos da Disney.

O lance é que esses seres mágicos chamados de Djinns existem por aqui há séculos e tudo o que querem é só um descuido dos humanos pra povoar a Terra com tudo de ruim que sua vã imaginação pode conceber. Em “Mestre dos Desejos“, um verdadeiro clássico dos anos 90, produzido por Wes Craven e dirigido por Robert Kurtzman, temos a história de um desses Djinns que é despertado na era contemporânea e deseja apenas promover o caos.

Não tem lâmpada mágica para esfregar, mas temos uma estátua e uma opala vermelha que serve de prisão para o gênio diabólico desde o Império Persa. Isso daí é brevemente explicado no início e não precisamos nos preocupar com muita enrolação. De lá até os Estados Unidos nos “dias atuais” é um pulo e é onde o filme concentra sua ação.

Numa sequência de fatos e acasos, a joia que abriga o Djinn (Andrew Divoff) vai parar num laboratório e inadvertidamente ele acaba sendo libertado. A partir daí as desgraças começam a ocorrer desde que ele sugere que sua primeira vítima faça um desejo. A grande sacanagem da parada é o gênio interpretar o desejo ao seu modo, igual a algumas piadas infames. E assim o Djinn que ressurgiu como um monstro sai disfarçado de um canto a outro sacrificando vidas humanas a troco de pedidos mal feitos e chantageando outras pessoas para que façam o que ele quer.

Contra o filme só temos mesmo os efeitos digitais super datados, mas a seu favor temos cenas bem impactantes, um toque de humor mórbido e a presença especial de Robert Englund (o protagonista de outro filme de Wes, vocês sabem qual…). “Mestre dos Desejos” está no catálogo da Amazon Prime Video. Depois de vê-lo ou revê-lo, possivelmente você vai passar a ser mais cauteloso naquilo que pede.

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DICA DA SEMANA: Cujo (1983)

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Cujo

O nome de Stephen King já levou inúmeros fãs de horror a encarar um filme, sem nem saber que se tratava, apenas porque foi baseado em um dos seus livros. Eu já fui assim, principalmente na época das locadoras, quando só se tinha muita informação das grandes produções. Tinha longas, lançados direto para vídeo, que você ia às cegas, apenas confiando no taco do senhor King.

Mesmo assim, eu era desconfiado com alguns desses filmes. Cujo, de 1983, era um deles. Não entrava na minha cabeça uma história de mãe e filho presos em um carro, sendo ameaçado por um cão raivoso. Com o passar dos anos, comecei a ler elogios sobre o longa dirigido por Lewis Teague (Alligator e Olhos de Gato).

Resolvi dar uma chance a Cujo. Quando gravamos nosso programa de rádio sobre filmes com animais, tive que dar o braço a torcer, pois o filme é muito bom sim. O enredo, no entanto, é um exagero só: um cachorro da raça São Bernardo é mordido por um morcego e contrai raiva (e pense numa raiva).

Após seu carro dar problema em uma oficina no meio da nada, Donna Trenton (Dee Wallace) e seu filho pequeno Tad (Danny Pintauro) ficam cercados pelo bicho. O roteiro simples pode dar a impressão, e era o que eu achava antes, que a história é monótona, mas as boas atuações da dupla de protagonistas e as reviravoltas da trama não te deixam cochilar. Entrou no catálogo da Netflix e aproveite no fim de semana.

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DICA DA SEMANA: Vamp – A Noite dos Vampiros (1986)

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Vamp - A Noite dos Vampiros

[Por Geraldo de Fraga]

Quando se fala de filmes de vampiros dos anos 80, A Hora do Espanto e Os Garotos Perdidos são os longas considerados clássicos. Porém existe uma produção menor, quase sempre esquecida pela maioria dos fãs do gênero, mas que se mantém na memória afetiva dos quarentões, principalmente aqueles que eram ‘ratos de locadora de vídeo’. (mais…)

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