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RESENHA: O Predador (2018)

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[Por Felipe Macedo]

A atual moda de revisitar clássicos do passado, dessa vez toma a forma de um ameaçador vilão espacial e nos convida a relembrar como a série “O Predador”. Embora este novo filme não seja um reboot e sim uma seqüência que não ignora os anteriores, a intenção dos realizadores é mostrar para nova geração o poderio do cara de caranguejo, que recentemente saiu na porrada com o elenco do game Mortal Kombat X e que outrora reencontrou um certo inimigo xenomorfo .

A trama do filme segue um grupo paramilitar composto por soldados traumatizados e malucos que se vêem envolvidos numa rede conspiratória do governo. É onde entra nosso querido caçador espacial, cabendo a eles salvarem ou não o dia. “O Predador“, como se pode notar, é uma reciclagem de filmes de burucutus dos anos 80. Sendo que desta vez a testosterona não fica do lado humano. Cabe avisar que não se trata bem de um filme de horror e sim uma daquelas aventuras de ação que flertam com o gênero. Quem for esperando algo assustador pode até se decepcionar.

O diretor Shane Black imprime uma visão ácida e cheia de humor ao longa, muitas vezes se perdendo no tom que quer dar ao filme. Tem horas que ele tenta se levar a sério demais e esse é um dos pontos fracos da obra que ainda desperdiça ideias não desenvolvidas no decorrer do roteiro (quem sabe numa sequência?). Outro problema são os diálogos expositivos demais e que se repetem a exaustão numa tentativa desesperada para que o público entenda o que acontece. É com isso que ele também demora um pouco para engrenar e deixar o público ligado.

O lado positivo fica com uma dose cavalar de gore. Em “O Predador” versão 2018 vemos cabeças arrancadas a dentadas, pessoas partidas ao meio, destroçadas e por aí vai… Quando o filme engrena, ele logo se torna uma ação macho alfa que daria orgulho ao Arnoldão. Vale destacar que o último ato remete ao primeiro filme e entrega boas cenas. Esse novo Predador poderia até ter sido melhor do que já é, mas funciona perfeitamente como uma diversão escapista.

P.S.: Não assistam em 3D, não tem nada disso.

Escala de tocância de terror:

Título original: The Predator
Diretor: Shane Black
Roteiro: Shane Black, Fred Dekker e outros
Elenco: Boyd Holbrook, Olivia Munn, Jacob Tremblay e outros
País de origem: EUA

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SÉRIE: What We Do in the Shadows (2019)

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What We Do in the Shadows

Na próxima quinta (15 de abril), estreia no canal FX dos EUA a segunda temporada de What We Do in the Shadows, série baseada no filme de mesmo nome lançado em 2014. Aqui no Brasil, sua primeira temporada foi exibida no ano passado pela Fox Premium. Vamos aproveitar então o retorno do programa lá fora para tecer algumas linhas sobre a atração.

Se você assistiu ao filme, fique sabendo que a mecânica é a mesma do longa. Uma equipe de filmagem que nunca aparece acompanha a rotina de três vampiros centenários que vivem na mesma casa e tentam se adequar ao mundo moderno. A principal mudança em relação à obra original é que a história se passa nos EUA, mais precisamente em Staten Island, Nova York.

O elenco também é outro Com a adição de uma personagem feminina, Nadja (Natasia Demetriou), e do lacaio Guillermo (Harvey Guillén), o trio de vampiros se completa com Nandor (Kayvan Novak) e Laszlo (Matt Berry). Há ainda um personagem recorrente, Colin Robinson (Mark Proksch), um humano que se apresenta como “vampiro de energia” e que se alimenta da força vital das pessoas, deixando-as entediadas.

A vida deles segue tranquila, até que eles são obrigados a receber como hóspede o barão Afanas (Doug Jones coberto de maquiagem, para variar), um vampiro milenar que vem da Europa e sonha em conquistar a América. Apesar desse ponto de partida, o enredo não se apega muito a ele. Como seriado, What We Do in the Shadows é basicamente uma sitcom, na qual o roteiro tenta brincar com os clichês da mitologia e da cultura pop.

No filme isso deu muito certo, mas ao longo de 10 capítulos, a série não se sustenta. Há momentos brilhantes, mas eles são raridades. Destaque para os episódios The Trial, com a participação de vários atores que interpretaram vampiros no cinema (como Wesley Snipes e Danny Trejo), e The Orgy, no qual, como o próprio nome diz, uma orgia vampírica é organizada, sem muito sucesso.

Porém, a impressão que fica é que assistir What We Do in the Shadows é um grande esforço para poucas risadas, mesmo que seus capítulos tenham apenas 30 minutos em média. Uma pena, pois o elenco todo é muito bom. Esperamos que nessa segunda temporada, os roteiristas estejam mais inspirados.

Escala de tocância de terror:

Direção: Jemaine Clement e Taika Waititi
Roteiro: Jemaine Clement e Taika Waititi
Elenco: Kayvan Novak, Matt Berry e Natasia Demetriou
Origem: EUA

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RESENHA: Maria e João – O Conto das Bruxas (2020)

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Maria e João

MARIA E JOÃO – O CONTO DAS BRUXAS é inspirado num dos contos mais conhecidos dos irmãos Grimm que já foi adaptado várias vezes pras telas. Até uma versão estilizada estrelando o Gavião Arqueiro dos Vingadores já teve! Agora é a vez de Osgood “Oz” Perkins dar sua visão à história optando pelo horror de fato nos oferecendo uma fábula cruel e cabulosa típica dos contos originais. (mais…)

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RESENHA: Quando as Luzes se Apagam (2016)

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Quando as Luzes se Apagam

[Por Jarmeson de Lima]

Em sua essência, “Quando as Luzes se Apagam” é mais um drama familiar sobrenatural. Temos aqui uma mãe traumatizada, uma criança assustada, um pai desaparecido e uma filha rebelde compondo o núcleo principal desta produção que nos envolve em uma trama alegórica sobre o medo do escuro.
(mais…)

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