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DICA DA SEMANA: Ligação Perdida (2003)

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Ligação Perdida

[Por Gabriela Alcântara]

Conhecido por fazer filmes mais realistas, Takashi Miike aventura-se com sucesso pelo lado comercial no seu Ligação Perdida (Chakushin Ari, 2003). Aqui conhecemos a jovem Yumi, cujos amigos estão morrendo após receberem bizarras ligações de seus próprios celulares, que acabam por deixar recados de voz que prevêem suas mortes. Enquanto seus amigos vão morrendo um após o outro, Yumi e o detetive Hiroshi – cuja irmã morreu também nessas circunstâncias – tentam desvendar o mistério.

Contemporâneo aos grandes sucessos do cinema de terror asiático, como Ringu e Ju-On, o brilho de Ligação Perdida está justamente na bela direção de Miike. E assim como os já citados, ele também ganhou um remake hollywoodiano anos depois.

Aqui temos enquadramentos e ângulos interessantíssimos, especialmente quando se trata da colocação em cena do fantasma que está causando toda a confusão. Ao invés de pecar pelo excesso de mostrar a fantasma o tempo inteiro, o filme constrói sua aparição aos poucos, causando curiosidade e tensão crescentes. Paralelo a isso, a explicação da história que envolve a maldição também é entregue com calma ao espectador, seguindo o ritmo de uma investigação que culmina no final que, apesar de não ser 100% surpreendente para os fãs do gênero, não deixa de ser bem construído e fazer jus ao restante do filme.

Se como eu você também se diverte com os exageros que muitos dos filmes de assombrações propõem, Ligação Perdida traz também algumas risadas. Isso acontece especialmente quando o filme tenta explicar como essas chamadas são feitas, o que inclui takes de braços decapitados discando para alguém ou teclas de celular que são apertadas por uma força sobrenatural.

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DICA DA SEMANA: O Mestre dos Desejos (1997)

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Mestre dos Desejos

Mestre dos Desejos” (Wishmaster) é aquele típico filme estraga-prazeres. Não pelo filme em si, claro, mas por sua premissa que acaba com as fantasias de muita gente que só conhecia as lendas de gênios da antiguidade pelos desenhos da Disney.

O lance é que esses seres mágicos chamados de Djinns existem por aqui há séculos e tudo o que querem é só um descuido dos humanos pra povoar a Terra com tudo de ruim que sua vã imaginação pode conceber. Em “Mestre dos Desejos“, um verdadeiro clássico dos anos 90, produzido por Wes Craven e dirigido por Robert Kurtzman, temos a história de um desses Djinns que é despertado na era contemporânea e deseja apenas promover o caos.

Não tem lâmpada mágica para esfregar, mas temos uma estátua e uma opala vermelha que serve de prisão para o gênio diabólico desde o Império Persa. Isso daí é brevemente explicado no início e não precisamos nos preocupar com muita enrolação. De lá até os Estados Unidos nos “dias atuais” é um pulo e é onde o filme concentra sua ação.

Numa sequência de fatos e acasos, a joia que abriga o Djinn (Andrew Divoff) vai parar num laboratório e inadvertidamente ele acaba sendo libertado. A partir daí as desgraças começam a ocorrer desde que ele sugere que sua primeira vítima faça um desejo. A grande sacanagem da parada é o gênio interpretar o desejo ao seu modo, igual a algumas piadas infames. E assim o Djinn que ressurgiu como um monstro sai disfarçado de um canto a outro sacrificando vidas humanas a troco de pedidos mal feitos e chantageando outras pessoas para que façam o que ele quer.

Contra o filme só temos mesmo os efeitos digitais super datados, mas a seu favor temos cenas bem impactantes, um toque de humor mórbido e a presença especial de Robert Englund (o protagonista de outro filme de Wes, vocês sabem qual…). “Mestre dos Desejos” está no catálogo da Amazon Prime Video. Depois de vê-lo ou revê-lo, possivelmente você vai passar a ser mais cauteloso naquilo que pede.

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DICA DA SEMANA: Cujo (1983)

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Cujo

O nome de Stephen King já levou inúmeros fãs de horror a encarar um filme, sem nem saber que se tratava, apenas porque foi baseado em um dos seus livros. Eu já fui assim, principalmente na época das locadoras, quando só se tinha muita informação das grandes produções. Tinha longas, lançados direto para vídeo, que você ia às cegas, apenas confiando no taco do senhor King.

Mesmo assim, eu era desconfiado com alguns desses filmes. Cujo, de 1983, era um deles. Não entrava na minha cabeça uma história de mãe e filho presos em um carro, sendo ameaçado por um cão raivoso. Com o passar dos anos, comecei a ler elogios sobre o longa dirigido por Lewis Teague (Alligator e Olhos de Gato).

Resolvi dar uma chance a Cujo. Quando gravamos nosso programa de rádio sobre filmes com animais, tive que dar o braço a torcer, pois o filme é muito bom sim. O enredo, no entanto, é um exagero só: um cachorro da raça São Bernardo é mordido por um morcego e contrai raiva (e pense numa raiva).

Após seu carro dar problema em uma oficina no meio da nada, Donna Trenton (Dee Wallace) e seu filho pequeno Tad (Danny Pintauro) ficam cercados pelo bicho. O roteiro simples pode dar a impressão, e era o que eu achava antes, que a história é monótona, mas as boas atuações da dupla de protagonistas e as reviravoltas da trama não te deixam cochilar. Entrou no catálogo da Netflix e aproveite no fim de semana.

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DICA DA SEMANA: Vamp – A Noite dos Vampiros (1986)

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Vamp - A Noite dos Vampiros

[Por Geraldo de Fraga]

Quando se fala de filmes de vampiros dos anos 80, A Hora do Espanto e Os Garotos Perdidos são os longas considerados clássicos. Porém existe uma produção menor, quase sempre esquecida pela maioria dos fãs do gênero, mas que se mantém na memória afetiva dos quarentões, principalmente aqueles que eram ‘ratos de locadora de vídeo’. (mais…)

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