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DICA DA SEMANA: Cinema de Resistência

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[Por Jota Bosco]

Com a recente eleição de um representante da extrema direita no país, um capitão reformado do exército de postura machista, racista e homofóbica, boa parte dos brasileiros se viu preocupada com uma possível perda de direitos e talvez mesmo, no pior dos casos, de cairmos novamente em uma ditadura.

Como cinema também é informação, escolhi como dica da semana três curtas que foram liberados recentemente por seus realizadores no intuito de mostrar um pouco de nosso passado, presente e possível futuro sob um governo repressor.

A primeira dica é “O Segredo da Família Urso (2014)“, primeiro trabalho que conheci da cineasta Cíntia Domit Bittar e que desde então me fez virar um grande fã. Cíntia nos conta a história da garotinha Geórgia que é proibida por seus pais de entrar no porão de sua casa. O motivo? Uma realidade que não deveria ser vista por ela ou por ninguém mais na época. O filme mostra um dos pontos mais obscuros da ditadura militar: a colaboração civil.

Minha segunda dica chama “Ándale! (2017)” e vem de uma lenda viva do nosso cinema independente e querido amigo do Toca o Terror: Petter Baiestorf. Petter, conhecido por suas “gorechanchadas”, dessa vez nos traz um filme extremamente político e necessário sobre a necessidade de repensar o sistema financeiro e o caos que necessitamos para que essa mudança possa ocorrer.

A última dica eu conheci recentemente também graças ao Petter devido a uma entrevista feita com o diretor Fabiano Soares em seu site Canibuk (que pode ser lida AQUI). “O Mito do Silva (2018)” é extremamente atual e conta uma história que poderia ser a do seu colega de trabalho, seu parente ou até mesmo a sua.

A realidade pode ser muitas vezes mais assustadora do que a ficção…

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Simpático de corpo™ Vimeo: https://vimeo.com/jotabosco/ Youtube: https://www.youtube.com/user/sonicbosco/videos

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DICA DA SEMANA: Burial Ground – Noites de Terror (1981)

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Burial Ground

Enredo? Boas atuações? Efeitos visuais maravilhosos? Quem precisa disso em um filme de zumbis? E ninguém melhor que o diretor italiano Andrea Bianchi para nos provar isso! Apesar de execrado por muitos, minha dica da semana é o melhor filme do gênero já feito e quem discorda está errado: “Burial Ground – Noites de Terror”.

Um professor esquisitão inventa de xeretar um sítio histórico que fica nos arredores de uma mansão e, sem motivo aparente, desperta uma legião de zumbis. Isso é tudo o que o roterista Piero Regnoli acha que precisamos saber e quem sou eu pra discordar?

Vemos então a chegada de um grupo de três jovens casais com o intuito de passar um final de semana pitoresco na moradia a convite do excêntrico professor, mesmo que nenhum deles pareçam remotamente ter um perfil acadêmico (se bem que eles só pensam em transar, o que é basicamente o que a direita brasileira acha que é um perfil acadêmico). Com os mortos-vivos levantando do túmulo, eles viverão “Noites de Terror” dando inspiração ao título do filme, mesmo que ele se passe praticamente inteiro durante o dia e em apenas uma noite.

Muito gore, zumbis que parecem papangus de Bezerros arremessando pregos e usando foices para decapitar pessoas, mais gore, adultos esquisitos de 35 anos interpretando crianças incestuosas (isso sempre dá bons resultados, como por exemplo o ótimo “The Baby“, mas isso fica pra outra dica…) e já falei muito gore? Isso é o que temos aqui.

Uma curiosidade: O filme foi lançado com vários títulos diferentes ao redor do planeta (só aqui no Brasil saiu com os títulos “A Noite do Terror”,A Noite dos Mortos-Vivos“, e “Burial Ground: Noites de Terror“). Além deles, tivemos o charmoso “A Mansão do Terror“, o disputadíssimo “Zombie 3“, o mais conhecido “Burial Ground” e o ótimo “The Zombie Dead“.

Tá esperando o quê pra dar o play nessa obra-prima e conhecer o querido Michael (interpretado magistralmente por Peter Bark) e gravar para sempre em sua mente a frase “Oh Momma“?

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DICA DA SEMANA: Maldição Paranormal (2014)

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Maldição Paranormal

Em outro momento aqui falei a respeito de “A Noiva Possuída“, filme turco de Hasan Karacadag que está no catálogo da Netflix. Este filme, no caso, faz parte de uma franquia chamada originalmente de “Dabbe“. O filme da noiva é o quarto e “Maldição Paranormal” (Dabbe 5: Zehr-i Cin Fragman) é o quinto desta série.

Com relação ao filme anterior, este é diferente na estética e no roteiro. Em comum apenas o uso do universo sobrenatural do djins como ameaças do além-mundo. Se antes tínhamos algo querendo emular o estilo found-footage, este já vai por um modelo mais convencional, o que não é ruim, diga-se de passagem.

Maldição Paranormal” (título nacional extremamente simplório e que não diz nada com nada) explora o gênero de casa mal assombrada com um olhar oriental. Esqueça “Atividade Paranormal“,”Sobrenatural” ou esses filmes recentes com assombrações do mainstream. O negócio é mais pesado e capaz de lhe deixar com receio de acordar de madrugada e encontrar uma entidade num pentagrama na sala, por exemplo.

Aqui vemos Dilek, uma dona de casa que começa a se assustar com certos incovenientes que acontecem nos cômodos de sua casa. Omer, seu marido, fica cético com relação ao que vem ocorrendo, mas em determinado momento eles se rendem às evidências e chamam uma velha curandeira que revela que existe uma maldição ancestral que caiu sobre eles. Sendo que obviamente não é uma coisa simples assim de se livrar e os desdobramentos e os antecedentes são bem mais sinistros do que parecem.

Em alguns momentos o filme se rende à fórmula ocidental do cinema de terror com seus jumpscares e trucagens de edição, mas nada que realmente incomode ou torne a história previsível. Por sinal, se quiser ver algo fora da curva, chegue junto em “Maldição Paranormal” no catálogo da Netflix que o medo é garantido.

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DICA DA SEMANA: O Animal Cordial (2017)

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O Animal Cordial

O Animal Cordial não foi o primeiro, nem será o último filme brasilieiro de gênero a discutir os problemas da sociedade No entanto, o longa escrito e dirigido por Gabriela Amaral Almeida é um dos melhores nesse sentido. Classificado por alguns como um suspense, a obra também é rotulada como um slasher, por conta da matança em série, mesmo que não tenha o clássico vilão mascarado tocando o terror.

Vamos à sinopse (roubada do Google): Inácio (Murilo Benício) é o dono de um restaurante de classe média. Sua postura arrogante gera atritos com os funcionários, em especial com o cozinheiro Djair (Irandhir Santos). Quando o estabelecimento é assaltado por dois bandidos, Inácio e a garçonete Sara (Luciana Paes) precisam encontrar meios para controlar a situação e lidar com os clientes que ainda estão na casa.

A partir daí, o roteiro levanta uma série de questões sobre a violência urbana nas grandes cidades, colocando em conflitos pessoas de diferentes classes sociais e gêneros. Tudo isso em um ambiente claustrofóbico, já que o filme se passa todo em um único cenário, e sem medo de jogar sangue na tela.

Não à toa, O Animal Cordial levantou prêmios por aí. Murilo Benício ganhou como Melhor Ator no Festival do Rio de 2017. Já Luciana Paes ganhou Melhor Atriz e Gabriela Amaral Almeida levou como Melhor Diretora no Festival de Cinema Fantástico de Porto Alegre em 2018. Tem na Netflix? Tem. Não perca tempo.

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