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DVD: Digipak Bela Lugosi

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Bela Lugosi

[Por Osvaldo Neto]

Convenhamos, todo aquele que se considera um legítimo fã de terror também deve ser fã de Bela Lugosi. Esse ator que veio da Hungria para os Estados Unidos e se imortalizou no teatro e no cinema na pele do Conde Drácula era um verdadeiro ‘workaholic’.

Tocar a carreira desse jeito pode não ter sido a decisão mais sábia para alguém que se tornou um verdadeiro astro do cinema da noite para o dia, graças ao seu trabalho no clássico de Tod Browning lançado em 1931. Mas o fato de Lugosi amar tanto os sets de filmagem, se divertindo e ganhando para isso, deixou como legado uma extensa filmografia, repleta de filmes que, se não eram grande coisa, ao menos divertiam as plateias que pagavam o ingresso para curtir as inesquecíveis matinês e sessões duplas.

A Obras-Primas do Cinema lançou um digipak especial intitulado BELA LUGOSI que abriga quatro filmes da carreira de Lugosi com cópias remasterizadas e mais de 1 hora de material extra em 2 DVD’s. Falando dos extras, o destaque maior é o documentário “The Horror of It All” (1983), narrado por José Ferrer e com entrevistados como Roger Corman, John Carradine, Martine Beswick, Rouben Mamoulian, Dana Andrews, Robert Bloch, Gloria Stuart e outros, que é uma ótima introdução para o horror clássico.

O trabalho de curadoria surpreende ao apresentar filmes que estão longe de serem alguns dos mais famosos desse astro. São obras de temáticas e estilos diversos, como CHANDU – O MÁGICO, uma produção da Fox co-dirigida por William Cameron Menzies e Marcel Varnel. Esse filme, baseado em um programa de rádio popular nos anos 30, tem Lugosi como um vilão roubando todas as cenas do mocinho em uma trama de aventura com elementos fantásticos, o tipo de entretenimento ‘pulp’ que certamente influenciou a franquia Indiana Jones.

O FANTASMA INVISÍVEL (de Joseph H. Lewis, 1941), O MORCEGO DIABÓLICO (de Jean Yarbrough, 1940) e O BEIJO DA MORTE (de Edwin L. Marin, 1932), um trio de ‘thrillers’ produzido por pequenos estúdios da famosa ‘Poverty Row’, completam o digipak. Todos os quatro longas estavam inéditos em DVD no Brasil e são filmes divertidíssimos com adoráveis 71 minutos ou até menos de duração. Ou seja, dá para assistir a eles de boas num preguiçoso final de semana.

O digipak BELA LUGOSI pode ser adquirido diretamente na loja virtual da Colecione Clássicos ou nas demais lojas de sua preferência.

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RESENHA: Maria e João – O Conto das Bruxas (2020)

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Maria e João

Um dos primeiros contatos que temos com o horror vem na forma de contos de fadas, onde bruxas pavorosas e lobos maus literalmente tocam o terror na nossa imaginação infantil. Quando pequeno, me lembro bem de ouvir vinis coloridos que continham essas histórias e o medo que me causava. A ideia dar toques mais sombrios a essas histórias não é nova e filmes como “Malévola” (2014) já se propuseram a fazer isso… Mas agora chegou aos cinemas “Maria e João: O Conto das Bruxas” prometendo uma obra aterrorizante. (mais…)

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RESENHA: A Hora da Sua Morte (2020)

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A Hora da Sua Morte

Nos últimos dez anos a Blumhouse deu o tom das produções de terror de baixo orçamento. Fez filmes com boas premissas, elenco iniciante, roteiros ágeis e muito jumpscare. Eis que agora chega às telas “A Hora da Sua Morte” (Countdown), um filme que tem todas essas características, mas que NÃO É da Blumhouse. Talvez até por isso tenha se saído melhor que a média desta produtora. (mais…)

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RESENHA: Rabid (2019)

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Rabid

Quando saiu a notícia que iria rolar um remake de RABID, clássico de ninguém menos que David Cronenberg – filme que aqui no Brasil saiu com o título infame de “ENRAIVECIDA NA FÚRIA DO SEXO” – eu fiquei num misto de curiosidade e medo do que viria. Mas aí vi que essa empreitada seria realizada pelas Irmãs Soska e fiquei bem animado, pois as gêmeas diretoras tem uns filmes cabulosos no currículo.

Nesta nova versão, dirigida por Jen e Sylvia Soska, a partir do roteiro de John Serge no qual elas também assinam, acompanhamos Rose, uma design de moda que se envolve em um acidente e fica com o rosto desfigurado. Sem esperanças de recuperar a aparência e voltar ao mundo da moda, resolve se inscrever numa clínica de estética adepta de um movimento “TRANS-HU-MA-NI-SMO” que não é aceito pela comunidade médica. Como voluntária, acaba se submetendo ao procedimento milagroso que restaura toda estrutura do seu rosto. Não bastasse a aparência, a moça passa a se sentir melhor em todos os sentidos. Mas não demoram a surgir os efeitos colaterais… e eles são pra lá de sinistros.

Em nenhum momento as diretoras escondem sua admiração por Cronenberg. Há referências frequentes de sua obra durante o longa, sendo que uma em especial acaba se destacando de tão gritante que é. E é claro que o sadismo aqui impera, marca registrada das gêmeas cineastas em seus longas anteriores – vide “T IS FOR TORTURE PORN” e “AMERICAN MARY“. E assim como o diretor canadense, as irmãs também são chegadas a um body horror raiz. Aqui, usam e abusam de efeitos práticos pra nos conferir muita nojeira e bizarrice. Em uma cena vemos uma “cobra” e uma axila… e basta dizer que ela dificilmente será esquecida, por exemplo.

Apesar de seguir a mesma premissa do “RABID” original, este remake tem suas diferenças – o que já é esperado – e a mais importante é a forma com que Rose, vivida por Laura Vandervoort (Biten), é construída. Ao contrário do original, nossa protagonista não passa o filme todo assistindo impassiva às transformações que seu corpo e mente sofrem. Aqui, nossa heroína evolui dentro da trama, passando a ter domínio de suas ações, dando força e profundidade à personagem.

O ponto forte aqui tá no desenvolvimento da personagem principal, como já mencionado, e na violência extremamente gráfica toda artesanal, que garante uma seboseira danada com muito sangue em tela. Infelizmente, a maquiagem dá uns vacilos como na deformidade do rosto da protagonista, o que é bastante fake. Há umas cenas toscas aqui e ali, mas os pontos fracos mesmos estão mais em alguns personagens que poderiam simplesmente nem existir, a exemplo do boyzinho que fica enchendo o saco da moça o filme todo.

Esta nova versão de “RABID” peca por tentar acrescentar mais elementos à trama do que ele precisaria de fato, mas nada que estrague a sua experiência. No fim das contas, o remake das Irmãs Soska agrada e acaba fazendo “bonito”. Pena que esta refilmagem passou meio batida pelo público do gênero e pouco se falou a respeito. Quem ainda tá torcendo o nariz e ainda não viu, tá vacilando.

Escala de tocância de terror:

Direção: Jen e Sylvia Soska
Roteiro: John Serge e Irmãs Soska
Elenco: Laura Vandervoort, Benjamin Hollingsworth, Ted Atherton
Ano de lançamento: 2019

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