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Resenhas

HQ: “Drácula”, de Mike Mignola e Roy Thomas

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HQ Dracula

[Por Givaldo Dias*]

Em 1992, chegava às telas dos cinemas a magnífica ópera gótica em forma de filme, “Drácula, de Bram Stoker”. Com direção de Francis Ford Coppola e estrelado por Gary Oldman, Winona Ryder, Keanu Reeves e Anthony Hopkins nos papéis centrais, a obra foi considerada a adaptação mais fiel ao texto de Stoker por muitos, principalmente pelo fato de utilizar todas as personagens descritas no livro.

Imagem: Divulgação (Editora MINO)

No mesmo ano, Mike Mignola e Roy Thomas ficaram responsáveis em transcrever o fantástico roteiro de James V. Hart para o formato dos quadrinhos e DRÁCULA foi lançado como uma minissérie em quatro volumes pela Topps Comics originalmente a cores. A edição se tornou uma raridade com o passar dos anos e mais ainda com o fechamento da editora no ano de 1998. Eis que agora em 2018,a editora MINO relança a HQ numa edição limitada encadernada e com um pôster de brinde. Um verdadeiro presente para os fãs dessa obra-prima do cinema e claro, para os amantes de HQs.

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Imagem: Divulgação (Editora MINO)

Ao contrário do primeiro lançamento, a arte dessa vez está em seu preto-e-branco original criando um belíssimo jogo de luz e sombras, trazendo toda a atmosfera macabra que tanto o filme quanto a obra de Stoker apresentam.

A adaptação para quadrinhos mantém uma total fidelidade com o roteiro de Hart, inclusive acrescentando momentos que não foram vistos na versão levada às telas de todo o mundo, dando uma aprofundada maior em cenas icônicas. A incrível e impactante sequência de abertura, por exemplo, era inexistente no livro de Stoker e foi criada especialmente para o filme, mostrando como Drácula veio a se tornar um vampiro.

Imagem: Divulgação (Editora MINO)

Simplesmente obrigatório para todos os apaixonados pelo filme e por quadrinhos em geral. DRÁCULA pode ser adquirido diretamente na loja virtual da Editora MINO com frete grátis.

* Especial para o Toca o Terror

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RESENHA: Quando as Luzes se Apagam (2016)

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Quando as Luzes se Apagam

[Por Jarmeson de Lima]

Em sua essência, “Quando as Luzes se Apagam” é mais um drama familiar sobrenatural. Temos aqui uma mãe traumatizada, uma criança assustada, um pai desaparecido e uma filha rebelde compondo o núcleo principal desta produção que nos envolve em uma trama alegórica sobre o medo do escuro.
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RESENHA: A Visita (2015)

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A Visita

Por Júlio César Carvalho

Para uns, M. Night Shyamalam é um gênio, mas pra outros, o diretor não passa de uma farsa. Na minha visão, a carreira do rapaz se resume assim: em 1999, Shyamalam ganhou a atenção do mundo com o clássico contemporâneo O Sexto Sentido (The Sixth Sense) e em seguida, se superou com o ótimo Corpo Fechado (Unbreakable, 2000). Depois vieram Sinais (Signs, 2002) e A Vila (The Village, 2004) que apesar de bons, começaram a causar dúvidas em muitos a respeito da sua suposta genialidade. (mais…)

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RESENHA: O Poço (2020)

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O Poço

Com uma produção modesta com apoio do governo espanhol e distribuição da Netflix, “O Poço” (El Hoyo) mescla mistério, drama e ficção científica numa trama que é fácil de resumir, mas difícil de explicar. Assim como obras como “Cubo” e “Demônio“, a ação deste filme se concentra em alguns poucos cenários, restando aos atores imprimir um trabalho que chama a atenção do público.

O estreante em direção de longas, Galder Gaztelu-Urrutia, apresenta aqui uma história que se passa em uma espécie de prisão vertical, em que cada andar abriga dois presos. A plataforma não possui grades ou janelas… apenas as paredes, camas e um buraco no chão e no teto que é por onde uma vez por dia desce uma grande mesa de comida.

E é através do comportamento dos presos frente às refeições que são destrinchadas analogias sociais de opressão, solidariedade e das relações de poder que vão de cima para baixo literalmente. Quem tem sorte de ficar nos níveis superiores tem a chance de comer as refeições com os pratos ainda intactos e limpinhos. Já quem está mais abaixo vai tendo que se contentar com o que vai sobrando sem que nehum dos confinados tenha a preocupação de deixar algo para quem vai se alimentar depois. 

Nesta situação de isolamento dividida em um lugar onde você não queria estar e com quem você não queria conviver, o lado obscuro de cada um se revela e podemos esperar o pior na medida em que vemos o que acontece nos níveis inferiores do Poço. Podia ser só um filme tipo crítica social ao sistema carcerário, mas ele abrange uma metáfora maior sobre nossa presença no mundo e nossa responsabilidade diante da escassez e desperdício de alimentos.

Apesar de ter um ritmo mais reflexivo, “O Poço” sempre guarda cenas impactantes (e com boa dose de gore) no desdobramento de sua história garantindo uma certa fluidez pra quem assiste. Obras assim que oferecem algo a mais do que aparentam estão em falta no cardápio da Netflix, mas são sempre bem vindas.

Escala de tocância de terror:

Título original: El Hoyo
Diretor: Galder Gaztelu-Urrutia
Roteirista: David Desola
Elenco: Ivan Massagué, Zorion Eguileor, Antonia San Juan
País de origem: Espanha

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